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Multas por descumprimento do piso mínimo do frete disparam e somam mais de R$ 127 milhões em 2025

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Autuações contra o agronegócio crescem dez vezes em um ano

O número de multas aplicadas ao agronegócio por descumprimento do piso mínimo do frete disparou em 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Até o fim de outubro, foram registradas 41.991 autuações, um aumento de quase dez vezes em relação a 2024, quando foram emitidos 4.287 autos de infração.

O valor total das penalidades também subiu de R$ 18,9 milhões no ano passado para mais de R$ 127 milhões até o dia 23 de outubro deste ano. A escalada nas multas reflete o reforço da fiscalização da agência sobre o cumprimento da tabela que define os valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas no país.

Fiscalização mais rígida e divergências no setor

A ANTT intensificou o monitoramento para garantir que os contratos de frete respeitem o piso mínimo obrigatório, estabelecido com base nos custos operacionais da atividade, sem incluir margem de lucro.

Quando o valor acordado entre as partes fica abaixo do mínimo definido, a multa é aplicada ao contratante do serviço, mesmo que o caminhoneiro aceite o preço.

Produtores rurais e embarcadores afirmam que a regra desconsidera as condições reais do mercado, especialmente em períodos de sazonalidade ou em trajetos com baixo retorno financeiro.

CNA aciona o STF e critica distorções na lei

Inconformada com o aumento das penalidades, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da lei do frete mínimo.

Na ação, a entidade argumenta que o modelo atual interfere na livre negociação, distorce o funcionamento do mercado e onera excessivamente os embarcadores, tornando inviável a contratação de transportadores autônomos.

“A política do piso mínimo, da forma como é aplicada hoje, impede o funcionamento adequado da economia e eleva o custo para os produtores”, diz a CNA no documento enviado à Corte.

Origem da tabela e efeitos no transporte rodoviário

A tabela do frete mínimo foi criada em 2018, após a paralisação nacional dos caminhoneiros, como uma forma de garantir renda mínima aos transportadores autônomos e evitar novas crises no abastecimento.

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Sete anos depois, o agronegócio afirma que a medida perdeu o propósito original e se tornou um entrave logístico.

Segundo a CNA, desde a implementação da lei, a participação dos caminhoneiros autônomos no transporte nacional caiu de 53,7% para 33,4% da frota registrada. Já as transportadoras e cooperativas ampliaram a atuação, favorecidas por frotas mais novas e custos operacionais menores.

Frete de retorno é um dos principais pontos de conflito

Um dos principais alvos de críticas é o frete de retorno — o trajeto de volta após a entrega da carga.

Tradicionalmente, esse percurso tem valor mais baixo, pois o caminhão precisa retornar independentemente da carga. Entretanto, a tabela da ANTT não diferencia ida e volta, obrigando o contratante a pagar o piso integral mesmo no retorno, o que, segundo o setor, distorce a realidade comercial e aumenta os custos logísticos.

ANTT defende a política de piso mínimo

Em resposta, a ANTT defende a tabela, afirmando que o objetivo é garantir remuneração mínima justa aos transportadores e cobrir os custos operacionais da atividade, sem prejuízo para a sustentabilidade do setor.

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A agência informa que realiza revisões periódicas na norma, com base em consultas e audiências públicas, para aprimorar o modelo e torná-lo mais equilibrado.

Caminhoneiros autônomos defendem manutenção da lei

Para os representantes dos caminhoneiros, o piso mínimo é essencial para assegurar dignidade e equilíbrio nas negociações.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirma que o agronegócio ignora o custo real do transporte.

  • “O agro não cumpre a tabela do custo mínimo, que sequer embute lucro. Queremos ter garantia de trabalho, não a escravidão do transporte”, declarou Landim.

Ele também atribui a redução no número de motoristas autônomos a outros fatores, como falta de infraestrutura, alto custo da frota e envelhecimento da categoria.

Queda expressiva no número de motoristas habilitados

Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o número de pessoas habilitadas para conduzir caminhões caiu 62,9% na última década.

Em 2014, havia 3,58 milhões de motoristas com CNH categoria C, contra 1,32 milhão em 2024, refletindo o envelhecimento da categoria e a dificuldade de reposição de profissionais no transporte rodoviário.

Debate deve se intensificar no STF

Com a ação da CNA em análise no Supremo, o impasse entre produtores e transportadores deve se prolongar.

Enquanto o agronegócio busca flexibilizar as regras para adequá-las à realidade do mercado, caminhoneiros e a ANTT defendem o cumprimento integral da tabela como forma de garantir segurança econômica e equilíbrio no setor logístico brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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