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Nova diretora da RTRS visita fazendas e projetos sociais no Brasil para fortalecer produção de soja responsável

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Primeira agenda oficial no Brasil

Em outubro, Marina Muscolo, nova diretora executiva da Round Table on Responsible Soy (RTRS), realizou sua primeira visita oficial ao Brasil. O objetivo da viagem foi conhecer fazendas certificadas, projetos sociais ligados à certificação e fortalecer o diálogo com parceiros locais, reforçando o compromisso da associação com a produção responsável de soja.

A agenda começou em São Paulo, com reunião de trabalho com Taciano Custódio, Head de Sustentabilidade do Rabobank, para discutir o papel do financiamento na promoção da soja sustentável.

Visitas a fazendas certificadas e projetos sociais

Em Cuiabá (MT), Marina visitou a sede da Amaggi acompanhada de Fabiana Reguero, Head de Sustentabilidade da empresa, e conheceu a Fazenda Santa Ernestina, certificada pela RTRS e gerenciada pelo CAT Sorriso. Durante a visita, ela conheceu projetos sociais coordenados por Cristina Delicato, com ações voltadas para o desenvolvimento da comunidade local.

Em Sinop (MT), a diretora visitou a Embrapa Agrossilvipastoril, onde conheceu estudos sobre emissões de gases de diferentes sistemas de produção agropecuária, incluindo agricultura-pecuária, agricultura-floresta, pecuária-floresta e sistemas integrados. A pesquisa considera tanto emissões quanto sequestro de gases, oferecendo uma visão completa do impacto ambiental de cada manejo.

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Cristina Delicato ressalta que a visita foi uma oportunidade de integração, troca de experiências e reforço do compromisso com a sustentabilidade e produção responsável.

Diálogo com organizações ambientais

Em Brasília (DF), Marina se reuniu com Jean François Timmers, representante do WWF Brasil e ex-membro do conselho da RTRS, para discutir estratégias de conservação ambiental e controle do desmatamento no contexto da produção de soja responsável.

Expansão da certificação no Maranhão e Piauí

No Maranhão, Marina participou da 32ª Assembleia Geral da Fapcen, destacando a importância da integração entre pesquisa, inovação e sustentabilidade na região do Corredor Norte.

No Piauí, ela visitou a Fazenda Progresso, certificada pela RTRS, acompanhada de Gisela Introvini, superintendente da Fapcen. A visita incluiu o Centro Integrado de Desenvolvimento Humano, em Bertolínia, um projeto social que beneficiará mais de 28 mil pessoas, oferecendo serviços de saúde, fisioterapia, apoio a crianças com necessidades especiais e educação infantil em cinco municípios vizinhos.

O projeto é financiado por créditos da certificação RTRS em parceria com o Instituto Cultivar Progresso.

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Reforço do compromisso com a produção sustentável

Marina Muscolo destacou que a visita permitiu conhecer de perto os avanços da certificação, trocar experiências e fortalecer alianças estratégicas. “Estar presente nas fazendas certificadas e nos projetos sociais associados me permitiu aprender com produtores e parceiros locais, além de consolidar nosso compromisso com uma produção cada vez mais responsável e sustentável”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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