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Paraná amplia exportações e reduz importações de lácteos, com destaque para o soro de leite

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O setor lácteo do Paraná apresentou crescimento nas exportações e redução nas importações ao longo de 2025, segundo dados do Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (30) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Entre janeiro e setembro deste ano, os laticínios paranaenses exportaram volumes superiores aos registrados em todo o ano de 2024, demonstrando o fortalecimento gradual da cadeia produtiva e o aumento da competitividade do estado no mercado internacional.

Importações de lácteos caem mais de 30% em um ano

De acordo com o levantamento do Deral, as empresas do Paraná importaram 8,66 mil toneladas de lácteos em 2024, sendo 1,83 mil toneladas de leite em pó. Embora o volume total de importações tenha sido 4,6% maior que o de 2020, e as compras de leite em pó tenham subido 11,2% no mesmo período, o comparativo com 2023 mostra uma retração significativa: queda de 31,2% nas importações de lácteos e redução de 71,9% nas compras de leite em pó.

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Para 2025, a expectativa do setor é de estabilidade nas importações, com volumes próximos aos observados no último ano. Entre janeiro e setembro, as indústrias paranaenses importaram 7 mil toneladas de lácteos, das quais 1,15 mil toneladas foram de leite em pó, conforme o boletim.

Exportações crescem e soro de leite lidera embarques

Embora ainda representem uma parcela modesta diante da produção estadual, as exportações do setor lácteo do Paraná seguem em ritmo de crescimento. Segundo o Deral, o volume exportado nos nove primeiros meses de 2025 já supera o total de 2024, e é mais de três vezes superior ao registrado em 2023.

O soro de leite se consolidou como o principal produto exportado pelo estado, com 7,2 mil toneladas comercializadas neste ano — um reflexo do aproveitamento mais eficiente dos derivados do leite e do aumento da demanda internacional por ingredientes utilizados na indústria alimentícia.

Paraná consolida protagonismo na cadeia leiteira nacional

O desempenho positivo nas exportações reforça o papel do Paraná como um dos principais produtores de leite do Brasil. A ampliação do aproveitamento industrial e a busca por novos mercados têm garantido maior equilíbrio entre produção, consumo e comércio exterior, fortalecendo a sustentabilidade econômica do setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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