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Pesquisa aponta redução de custos como principal motivador para eletrificação de frotas corporativas no Brasil

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Redução de custos é o principal fator na eletrificação de frotas

Uma pesquisa realizada pela Edenred Ticket Log, marca da Edenred Brasil e referência em soluções de mobilidade na América Latina, mostrou que 47% das empresas que já possuem veículos elétricos apontam a redução de custos operacionais como o principal motivo para a eletrificação de suas frotas. Entre as companhias que ainda planejam iniciar o processo nos próximos três anos, o percentual é ainda maior: 54%.

O estudo ouviu 300 gestores de frotas corporativas em diferentes regiões do país e destacou que a economia proporcionada pelos veículos elétricos se manifesta tanto no menor gasto com combustíveis quanto na redução das despesas com manutenção.

Eficiência e sustentabilidade como diferencial competitivo

De acordo com Bruno Barbosa, diretor de Estratégia e Mobilidade Elétrica da Edenred Brasil, o uso de sistemas de telemetria avançada potencializa ainda mais esses resultados. “A análise em tempo real do desempenho e da eficiência dos veículos permite a realização de manutenções preditivas e o uso mais racional da frota, com baixo impacto ambiental”, explicou.

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Para o executivo, a combinação de vantagem econômica e benefícios ambientais torna a transição para veículos elétricos uma decisão estratégica não apenas para empresas, mas também para toda a sociedade.

Incentivos fiscais impulsionam a eletrificação

Barbosa destaca ainda que incentivos fiscais vêm contribuindo para acelerar a adoção de veículos elétricos e híbridos no Brasil. “Há benefícios como redução de alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e isenção total ou parcial do IPVA em estados como Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, a partir de 2025, veículos híbridos flex terão isenção de IPVA por dois anos”, detalhou.

Iniciativas da Edenred apoiam mobilidade de baixo carbono

Apesar dos benefícios econômicos e ambientais, a pesquisa também aponta que a eletrificação de frotas ainda enfrenta desafios no mercado brasileiro, especialmente em relação à infraestrutura e à adaptação tecnológica. Para apoiar as empresas nesse processo, a Edenred atua por meio do programa Move for Good, que auxilia mais de 33 mil clientes corporativos na transição para uma mobilidade de baixo carbono.

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A iniciativa se baseia em três pilares — Mensurar & Reduzir, Compensar & Preservar e Conscientizar — e tem como objetivo conectar companhias a soluções que integrem eficiência operacional e sustentabilidade.

Expansão tecnológica e compromisso com inovação

Como parte desse compromisso, a Edenred anunciou, em 2024, a aquisição da Spirii, uma plataforma dinamarquesa SaaS especializada em gestão de carregamento de veículos elétricos. A incorporação amplia o portfólio da empresa e oferece às gestoras de frotas acesso a soluções avançadas de eletrificação, reforçando o papel da Edenred como líder em inovação e sustentabilidade no setor de mobilidade corporativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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