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PIB do G20 cresce 0,7% no 4º trimestre de 2025, aponta OCDE

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O Produto Interno Bruto (PIB) dos países do G20 avançou 0,7% no quarto trimestre de 2025 em comparação com o trimestre anterior, de acordo com dados divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O crescimento desacelerou em relação aos 0,9% registrados no terceiro trimestre, indicando uma perda de impulso econômico no bloco.

Desempenho por país no 4º trimestre

Entre os principais membros do G20, o resultado trimestral variou:

  • Canadá e Coreia do Sul tiveram contração de 0,2%, revertendo os crescimentos de 0,6% e 1,3% do trimestre anterior.
  • Estados Unidos cresceram 0,2% (ante 1,1% no 3º trimestre).
  • Japão avançou 0,3%, recuperando-se da queda de 0,7% do trimestre anterior.
  • Brasil registrou crescimento de 0,1%, após estabilidade no trimestre anterior.
  • Alemanha cresceu 0,3%, enquanto o Reino Unido manteve o PIB estável.
Crescimento anual do G20 em 2025

No acumulado do ano, o PIB do G20 subiu 3,4% em 2025, acima dos 3,2% registrados em 2024, segundo a OCDE. Entre os países com dados disponíveis:

  • Índia liderou o crescimento anual, com 7,5%, seguida por Indonésia (5,1%) e China (5%).
  • Itália (0,2%) e Alemanha (0,5%) tiveram os menores crescimentos do grupo.
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O crescimento médio na área da OCDE permaneceu estável em 1,8% em 2025, indicando uma recuperação moderada após um período de incertezas econômicas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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