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Planejamento e nutrição estratégica elevam rentabilidade no descarte de fêmeas de corte

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Descarte de fêmeas: momento estratégico para melhorar o desempenho do rebanho

Com o fim da estação de monta, os pecuaristas iniciam uma das fases mais estratégicas do manejo reprodutivo: o descarte de fêmeas improdutivas. A decisão é tomada com base no diagnóstico de gestação, que identifica vacas que não emprenharam ou apresentaram falhas reprodutivas.

Além de contribuir para a otimização do rebanho, o descarte reduz a pressão sobre as pastagens, melhora o desempenho geral dos animais e permite reorganizar o fluxo financeiro da fazenda. Para alcançar bons resultados, especialistas recomendam planejamento prévio e estratégias nutricionais específicas, voltadas à recuperação do escore corporal e terminação rápida das vacas destinadas ao abate.

Planejamento antecipado garante eficiência e retorno financeiro

O sucesso do descarte depende de um planejamento criterioso. A recomendação técnica é manter uma taxa de renovação anual de cerca de 20%, assegurando a entrada de novilhas mais jovens e produtivas.

Segundo Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan, o processo deve começar com o diagnóstico de gestação no fim da estação de monta, seguido de uma análise detalhada do desempenho de cada matriz.

“O descarte precisa estar alinhado a um plano de reposição. É essencial que as novilhas de qualidade estejam prontas para entrar no rebanho, garantindo produtividade estável e equilíbrio econômico”, explica Marson.

Além do diagnóstico, é fundamental manter registros completos de cada fêmea — como datas de parto, peso dos bezerros desmamados, histórico sanitário e tratamentos realizados — para que o produtor possa tomar decisões baseadas em dados e evitar perdas produtivas.

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Nutrição estratégica acelera terminação e agrega valor à carcaça

As vacas identificadas para descarte podem se transformar em importante fonte de receita se forem direcionadas a programas de terminação nutricional. O objetivo é recuperar o escore corporal, melhorar o rendimento de carcaça e agregar valor econômico antes do abate.

Para isso, o produtor pode adotar diferentes estratégias nutricionais:

  • Dieta energética concentrada: para abate rápido (50 a 90 dias), com ração equivalente a 1% do peso vivo dos animais, seja no pasto com suplementação intensiva ou em sistemas de confinamento. Essa estratégia proporciona acabamento leve e eficiente.
  • Suplemento proteico-energético: aplicado em níveis de 0,3% a 0,5% do peso vivo, ideal para engorda em pastagens de boa qualidade, com menor custo e alta praticidade.

A escolha da estratégia deve levar em conta a condição corporal atual dos animais. O início precoce da suplementação, logo após o diagnóstico negativo de gestação, é essencial para que as vacas alcancem peso e acabamento ideais antes da seca.

Gestão nutricional é determinante para rentabilidade no descarte

O manejo nutricional adequado é um instrumento direto de rentabilidade. Além de proporcionar abate mais rápido, o uso correto de suplementos melhora a qualidade da carne e reduz os custos operacionais por animal.

“Um programa de descarte bem estruturado aumenta a eficiência e a lucratividade da fazenda. Além de contribuir para o equilíbrio do rebanho, representa uma importante entrada de caixa no curto prazo”, ressalta Marson.

Cenário econômico favorece gestão de custos e eficiência produtiva

Segundo o Banco Central do Brasil, o agronegócio entra em 2026 sob um ambiente de moderação econômica, com inflação projetada em 4,2% e Selic em 9,25% ao ano. Esse cenário reforça a importância da gestão financeira eficiente e da redução de custos produtivos, especialmente na pecuária de corte, que enfrenta margens ajustadas.

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Em um contexto de crédito mais caro e preços de insumos ainda elevados, o manejo inteligente do descarte de fêmeas se torna uma estratégia de sustentabilidade econômica dentro das propriedades.

Conclusão: descarte eficiente é sinônimo de produtividade e rentabilidade

A combinação entre planejamento técnico e nutrição direcionada transforma o descarte de fêmeas em uma ferramenta estratégica de gestão. Além de garantir equilíbrio reprodutivo e produtivo, permite maximizar o retorno financeiro da propriedade, convertendo um processo de ajuste de rebanho em oportunidade de lucro.

“Mais do que eliminar animais improdutivos, o descarte é um ponto de virada. Quando bem conduzido, ele fortalece a fazenda e garante previsibilidade no caixa”, conclui Marson.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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