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Plantio do trigo avança para reta final no Brasil e lavouras apresentam bom desenvolvimento no Sul

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A safra brasileira de trigo 2026 entra na fase decisiva de implantação. Levantamento de acompanhamento de lavouras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que o plantio já alcança 87,3% da área prevista, consolidando um ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica dos últimos cinco anos.

Na semana anterior, a semeadura estava em 74,3%. No mesmo período de 2025, o índice era de 63,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de 73%, evidenciando o avanço acelerado dos trabalhos nesta temporada.

Plantio está concluído em quatro estados

A semeadura já foi finalizada em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Entre os demais estados produtores, o avanço chega a 99% em Goiás, 93% no Paraná, 85% no Rio Grande do Sul e 28,8% em Santa Catarina.

O desempenho reflete uma janela de plantio favorável e boas condições meteorológicas, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, permitindo que os produtores mantenham o cronograma da safra de inverno.

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Lavouras apresentam evolução satisfatória

Com a maior parte da área cultivada já estabelecida, as lavouras seguem em diferentes estágios de desenvolvimento.

Segundo a Conab:

  • 16,3% das áreas estão em emergência;
  • 66,3% encontram-se em desenvolvimento vegetativo;
  • 7,2% estão em floração;
  • 7,9% iniciaram o enchimento de grãos;
  • 1,6% já atingiram a fase de maturação.

O cenário indica boa evolução do ciclo produtivo, favorecida pelo clima registrado nas principais regiões produtoras.

Colheita começa em Goiás e Minas Gerais

Embora ainda de forma pontual, a colheita da safra 2026 já teve início no Brasil.

Em Goiás, os produtores já colheram 27% da área cultivada, enquanto Minas Gerais registra avanço de 1%.

No consolidado nacional, a colheita representa 0,7% da área total, percentual semelhante ao da semana anterior, mas ainda inferior ao observado no mesmo período da safra passada e abaixo da média dos últimos cinco anos.

Clima favorece o desenvolvimento no Sul

Os técnicos da Conab destacam que as condições climáticas continuam beneficiando as lavouras nos principais estados produtores do Sul do país.

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No Rio Grande do Sul, o tempo firme permitiu rápida evolução da semeadura, aproximando o estado da conclusão dos trabalhos.

No Paraná, as temperaturas mais baixas têm favorecido o perfilhamento das plantas, etapa considerada fundamental para o potencial produtivo da cultura.

Já em Santa Catarina, o plantio segue avançando em praticamente todas as regiões produtoras. As lavouras apresentam boa germinação, emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo considerado satisfatório pelos técnicos.

Expectativa é de boa safra

Com o plantio praticamente concluído e as condições climáticas colaborando para o estabelecimento das lavouras, o setor mantém perspectivas positivas para a safra brasileira de trigo em 2026.

Caso o clima permaneça favorável nas próximas semanas, especialmente durante as fases de floração e enchimento de grãos, a expectativa é de manutenção de bom potencial produtivo nas principais regiões produtoras do país, fortalecendo a oferta nacional do cereal e contribuindo para o abastecimento do mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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