AGRONEGÓCIO
Preço do suíno despenca ao menor nível em quase 14 anos, enquanto exportações registram recorde para maio
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O mercado brasileiro de suínos enfrentou mais um mês de forte pressão em maio de 2026. Segundo o mais recente Boletim do Suíno, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do suíno vivo e da carne suína registraram queda pelo terceiro mês consecutivo, refletindo a combinação de demanda enfraquecida no mercado interno e desaceleração das compras externas.
O cenário levou as cotações do animal vivo a níveis historicamente baixos. Na região SP-5 — que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — o preço médio do suíno vivo atingiu o menor patamar real desde julho de 2012, considerando os dados da série histórica do Cepea corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI.
No acumulado de 2026, entre o final de dezembro e o encerramento de maio, a desvalorização do suíno vivo já chega a 40,7%, evidenciando a forte deterioração do mercado para os produtores.
Exportações recuam em relação a abril, mas batem recorde para o mês de maio
Apesar da pressão sobre os preços domésticos, o desempenho das exportações segue sendo um dos principais sustentáculos da cadeia suinícola brasileira.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada em maio. O volume foi 7,5% inferior ao registrado em abril, mas apresentou crescimento de 8,8% na comparação com maio de 2025.
Com isso, o setor alcançou o maior volume já embarcado para um mês de maio desde o início da série histórica da Secex, iniciada em 1997, reforçando a relevância crescente da proteína brasileira no mercado internacional.
Alta dos custos reduz poder de compra dos suinocultores
Além da queda nas cotações do animal, os produtores também enfrentaram deterioração da relação de troca com os principais insumos utilizados na atividade.
Segundo o Cepea, o poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho caiu pelo oitavo mês consecutivo, atingindo o menor nível desde fevereiro de 2023. Embora milho, farelo de soja e suíno vivo tenham registrado recuos de preços em maio, a desvalorização do animal foi mais intensa, reduzindo a capacidade de aquisição dos insumos.
Na região de Campinas (SP), cada quilograma de suíno vivo vendido permitiu a compra média de apenas 4,94 kg de milho e 3,15 kg de farelo de soja, representando quedas de 4,9% e 6%, respectivamente, em comparação com abril.
O indicador sinaliza um aperto nas margens dos produtores, especialmente daqueles que dependem da compra de grãos para alimentação dos animais.
Carne suína ganha competitividade frente à bovina e ao frango
Por outro lado, a forte queda nos preços da carne suína ampliou a competitividade da proteína no mercado consumidor.
De acordo com o Cepea, a vantagem da carne suína em relação à carne bovina atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2004. O movimento favorece o consumo da proteína, que passa a oferecer uma alternativa mais acessível para os consumidores diante dos elevados preços da carne bovina.
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada, em média, a R$ 8,67 por quilo em maio, valor 3,7% inferior ao registrado em abril. Em termos reais, corrigidos pelo IPCA, trata-se da menor cotação desde outubro de 2018.
A carne de frango também continua como importante concorrente no mercado doméstico, mas a redução mais intensa dos preços da proteína suína fortaleceu sua posição competitiva no varejo.
Perspectivas para o setor
O desempenho das exportações segue como um fator positivo para a suinocultura brasileira, mas ainda não tem sido suficiente para reverter a pressão sobre os preços internos. O setor acompanha de perto a evolução da demanda doméstica, os custos de alimentação animal e o comportamento dos principais compradores internacionais.
A expectativa dos agentes de mercado é que uma eventual recuperação do consumo interno e a continuidade do bom desempenho das exportações possam contribuir para reduzir a pressão sobre as cotações nos próximos meses, trazendo maior equilíbrio à rentabilidade dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Carne de Frango: exportações em alta sustentam mercado mesmo com preços mistos no atacado
O mercado brasileiro de carne de frango encerrou a semana com comportamento misto nos preços do atacado e estabilidade nas cotações do frango vivo nas principais regiões produtoras do país. Apesar das oscilações pontuais nos cortes, o setor segue sustentado pelo forte desempenho das exportações, pelo controle dos custos de produção e pela manutenção do status sanitário brasileiro livre de surtos de Influenza Aviária na produção comercial.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua favorável para a avicultura nacional, especialmente diante da demanda internacional aquecida e da perspectiva de equilíbrio entre oferta e consumo nos próximos meses.
Exportações de carne de frango seguem em ritmo acelerado
De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, o desempenho das exportações permanece como um dos principais pilares de sustentação do mercado em 2026.
Mesmo diante de um ambiente global desafiador, o Brasil mantém sua competitividade no comércio internacional de proteína animal. O país continua afastado dos impactos sanitários da gripe aviária em sua produção comercial, fator que garante regularidade nos embarques e reforça a confiança dos compradores internacionais.
Além disso, os custos de nutrição animal permanecem sob controle, favorecendo as margens da atividade e oferecendo perspectivas positivas de rentabilidade aos produtores.
“A manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda será fundamental para o setor ao longo da temporada. A Influenza Aviária continua exigindo monitoramento constante, enquanto os conflitos no Oriente Médio têm gerado apenas aumento dos custos logísticos e maior tempo de operação, sem impactos significativos nos volumes exportados”, avalia Iglesias.
Mercado atacadista registra oscilações nos cortes de frango
No atacado paulista, os preços dos cortes congelados apresentaram comportamento misto ao longo da semana.
O quilo do peito recuou de R$ 8,70 para R$ 8,50, enquanto a coxa avançou de R$ 6,80 para R$ 6,90. Já a asa registrou queda, passando de R$ 11,50 para R$ 11,00 por quilo.
No segmento de distribuição, o peito caiu de R$ 8,90 para R$ 8,70, a coxa subiu de R$ 7,00 para R$ 7,10 e a asa recuou de R$ 11,70 para R$ 11,25.
Nos cortes resfriados, o movimento foi semelhante. O peito no atacado caiu de R$ 8,80 para R$ 8,60, a coxa avançou de R$ 6,90 para R$ 7,00 e a asa passou de R$ 11,60 para R$ 11,10 por quilo.
Já na distribuição, o peito foi negociado a R$ 8,80, contra R$ 9,00 anteriormente. A coxa avançou para R$ 7,20 e a asa recuou para R$ 11,35 por quilo.
Frango vivo permanece estável nas principais regiões produtoras
O levantamento mensal da Safras & Mercado aponta estabilidade nas cotações do frango vivo em praticamente todas as praças acompanhadas.
Em São Paulo, o quilo permaneceu em R$ 5,20. Nas regiões integradas do Sul do país, os preços seguiram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto o Oeste do Paraná manteve cotação de R$ 4,60 por quilo.
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul permaneceu em R$ 5,30 e Goiás em R$ 5,40. Em Minas Gerais, o valor ficou estável em R$ 5,40, enquanto o Distrito Federal manteve R$ 5,30 por quilo.
Nas regiões Norte e Nordeste, as cotações também não registraram alterações, permanecendo em R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.
Exportações avançam mais de 111% em receita diária
Os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reforçam o forte momento da avicultura brasileira no mercado internacional.
Nos quatro primeiros dias úteis de junho, as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram US$ 237,64 milhões, com média diária de US$ 59,41 milhões.
O volume embarcado atingiu 119,29 mil toneladas, resultando em média diária de 29,82 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 1.992,10.
Na comparação com o mesmo período de junho de 2025, a receita média diária apresentou crescimento expressivo de 111,4%. O volume médio diário embarcado avançou 90,6%, enquanto o preço médio da tonelada registrou valorização de 10,9%.
O desempenho confirma a força da carne de frango brasileira no mercado internacional e reforça as perspectivas positivas para o setor ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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