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Preço do suíno despenca e amplia prejuízos ao produtor, alerta Itaú BBA

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A suinocultura brasileira enfrenta um momento de forte pressão sobre a rentabilidade. De acordo com a edição de junho do relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, a queda dos preços do suíno vivo em maio ampliou significativamente as perdas dos produtores, mesmo diante do bom desempenho das exportações brasileiras.

O cenário reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno, com aumento dos abates, preços em queda e custos de produção ainda acima das cotações praticadas, resultando em margens negativas para grande parte dos produtores independentes.

Queda de 9% no preço do suíno agrava prejuízos

Após um mês de abril já marcado por desvalorização, o mercado registrou nova queda em maio. O preço do suíno vivo recuou cerca de 9% nos principais estados produtores do Sul e em Minas Gerais, acompanhando movimento semelhante observado em São Paulo.

A média mensal foi de R$ 5,25 por quilo, enquanto o custo estimado de produção alcançou R$ 6,03 por quilo. Com isso, o prejuízo por animal abatido praticamente dobrou, passando de R$ 40 em abril para R$ 94 em maio.

Segundo o levantamento do Itaú BBA, o spread da atividade ficou negativo em 15%, evidenciando o desafio enfrentado pelos produtores para manter a sustentabilidade econômica da produção.

Crescimento dos abates aumenta pressão sobre o mercado

Dados do IBGE apontam que os abates de suínos cresceram 5,5% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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Apesar de o peso médio das carcaças ter registrado redução de 2,7%, a produção de carne suína avançou 2,6% no período. Ao mesmo tempo, as exportações cresceram 18% no primeiro trimestre, contribuindo para reduzir a disponibilidade interna.

Entretanto, o ritmo acelerado dos abates observado em março e mantido ao longo de abril elevou a oferta doméstica e pressionou as cotações, dificultando uma recuperação dos preços no mercado interno.

Exportações seguem fortes, mas não compensam perdas

As exportações brasileiras continuam sendo um dos principais pilares da cadeia suinícola. Em maio, os embarques alcançaram 111 mil toneladas, volume 4,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o crescimento das exportações chegou a 12%, reforçando a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional.

Apesar disso, os embarques ficaram abaixo do volume registrado em março, indicando uma desaceleração no ritmo de crescimento. O spread das exportações permaneceu em 38%, acima da média histórica de 35%, mas insuficiente para neutralizar os impactos da queda dos preços pagos ao produtor.

Mercado espera reação, mas cenário exige cautela

Para os próximos meses, a expectativa é de alguma recuperação dos preços da carne suína e do animal vivo, especialmente diante da forte desvalorização acumulada e da perda de competitividade frente à carne de frango.

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Além disso, indicadores preliminares apontam uma desaceleração dos abates em maio, fator que pode contribuir para reduzir a pressão da oferta.

No entanto, o Itaú BBA destaca que a recuperação das margens dependerá de um ajuste mais consistente entre produção e demanda. O mercado doméstico ainda demonstra dificuldades para absorver o volume ofertado a preços considerados remuneradores para os produtores.

El Niño acende alerta para custos de produção em 2027

Outro fator que preocupa o setor é a confirmação do fenômeno El Niño, que pode ganhar intensidade nos próximos meses e elevar os riscos para a produção de grãos utilizados na alimentação animal.

Embora não haja expectativa de aumento imediato nos custos das rações, o cenário para 2027 exige atenção. Como a atividade possui ciclo produtivo mais longo, o planejamento antecipado torna-se essencial para mitigar impactos futuros.

Além das questões climáticas, o relatório também aponta incertezas relacionadas ao ritmo de crescimento das exportações, que têm sido fundamentais para equilibrar o mercado nos últimos anos.

Diante desse contexto, a recomendação é de cautela, gestão eficiente de custos e monitoramento constante das condições de mercado para enfrentar um período de maior volatilidade e desafios para a rentabilidade da suinocultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Avicultura brasileira bate recorde na produção de carne de frango, enquanto oferta menor impulsiona preços dos ovos

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A avicultura brasileira iniciou 2026 com cenários distintos para seus principais segmentos. Enquanto a produção de carne de frango atingiu um novo recorde histórico para o primeiro trimestre do ano, o setor de ovos registrou redução na oferta, movimento que contribuiu para a elevação dos preços ao produtor. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado de carne de frango, as cotações seguem em trajetória de alta desde o início de junho, comportamento considerado atípico para o período da segunda quinzena do mês, quando tradicionalmente a demanda apresenta desaceleração. Segundo o Cepea, a valorização foi observada em todas as regiões monitoradas e está relacionada à retomada gradual do consumo e ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Produção de carne de frango alcança maior volume da série histórica

Além da firmeza nos preços, o setor avícola registrou um marco produtivo. De acordo com o IBGE, a produção nacional de carne de frango somou 3,734 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

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O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço expressivo de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a produção totalizou 3,492 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pelo aumento da produtividade, pela demanda doméstica consistente e pelo fortalecimento das exportações, fatores que mantêm o setor entre os mais relevantes do agronegócio nacional.

Menor produção de ovos reduz oferta e eleva preços

Em sentido oposto, a produção brasileira de ovos para consumo apresentou retração no início deste ano. Segundo os dados do IBGE compilados pelo Cepea, foram produzidas 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março de 2026.

O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2025 e recuou 3,8% em relação ao último trimestre do ano passado, indicando uma desaceleração na oferta interna.

Com menor disponibilidade do produto no mercado, os preços reagiram positivamente. Em Bastos (SP), principal referência nacional da atividade, a média dos ovos brancos tipo extra, comercializados na modalidade FOB, atingiu R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias no primeiro trimestre, alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

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No caso dos ovos vermelhos, a valorização foi ainda mais intensa. A média alcançou R$ 167,04 por caixa, avanço real de 11,5% na mesma base de comparação.

Perspectivas para o setor avícola

Os dados do primeiro trimestre mostram um setor avícola aquecido, com a cadeia da carne de frango ampliando sua produção e registrando recuperação da demanda, enquanto o mercado de ovos encontra suporte em uma oferta mais restrita.

Para os próximos meses, agentes do setor acompanham de perto a evolução do consumo interno, os custos de produção e o desempenho das exportações, fatores que deverão continuar influenciando a formação dos preços e o ritmo produtivo da avicultura brasileira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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