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Preço do suíno vivo cai em janeiro com baixa demanda no mercado interno e externo

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Queda acentuada nos preços após meses de estabilidade

Após encerrar o último trimestre de 2025 com preços estáveis, o mercado de suínos vivos iniciou 2026 em forte queda. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP), as cotações recuaram de forma expressiva em janeiro, pressionadas pela redução da demanda interna e externa.

Os pesquisadores explicam que o movimento é recorrente no início do ano, período em que o consumo doméstico costuma diminuir devido aos gastos típicos de início de ano, como impostos e dívidas de fim de ano.

Exportações em baixa intensificam desvalorização

Além do enfraquecimento do consumo interno, as exportações de carne suína também recuaram em janeiro, agravando a pressão sobre os preços.

Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que a média diária de embarques caiu para 4,9 mil toneladas, ante 5,4 mil toneladas em dezembro de 2025, refletindo uma menor procura internacional pelo produto brasileiro.

Com isso, o setor enfrentou excesso de oferta diante da demanda enfraquecida, o que ampliou a queda nas cotações em todo o país.

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Produção estável agrava o desequilíbrio entre oferta e demanda

O levantamento do Cepea aponta que o ritmo de abates em janeiro se manteve semelhante ao de dezembro, sem redução significativa na produção. Essa estabilidade na oferta, somada à retratação no consumo, gerou desequilíbrio no mercado, pressionando os preços do suíno vivo.

SP registra a maior queda desde janeiro de 2025

Na praça paulista SP-5, o suíno vivo posto na indústria foi comercializado a uma média de R$ 8,24 por quilo em janeiro, o que representa uma queda de 6,9% em relação ao mês anterior.

De acordo com o Cepea, trata-se da maior desvalorização mensal desde janeiro de 2025 (em valores reais), quando o recuo chegou a 13,3% em relação a dezembro de 2024.

Perspectivas para o setor

Apesar da queda, analistas avaliam que o comportamento atual segue o padrão sazonal do mercado, e a expectativa é que a demanda interna se recupere gradualmente nos próximos meses, acompanhando a melhora no consumo das famílias e o avanço das exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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