RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preços do Café Operam em Direções Contrárias nas Bolsas Internacionais

Publicados

AGRONEGÓCIO

Na manhã desta sexta-feira (5), os preços do café seguem movimentos opostos nas principais bolsas internacionais, refletindo a atenção do mercado à safra brasileira e às condições climáticas globais.

Produção brasileira influencia cotações

O novo levantamento da safra 2025, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Conab, projeta uma produção total de 55,2 milhões de sacas beneficiadas, sendo 35,2 milhões de sacas de arábica — queda de 11,2% em relação à safra anterior — e 20,1 milhões de sacas de robusta, com aumento de 37,2% frente ao ciclo passado.

Apesar de 2025 ser caracterizado pelo ciclo de baixa bienalidade, o volume total representa crescimento de 1,8% em comparação a 2024, impulsionado por uma recuperação média de produtividade das lavouras de 28,8 para 29,7 sacas por hectare, segundo o boletim da Conab.

Clima imprevisível pressiona mercado

De acordo com o Escritório Carvalhaes, fatores climáticos seguem impactando o setor. Secas, chuvas irregulares, frentes frias, geadas e granizo nas principais regiões produtoras tornam incerta a possibilidade de uma safra recorde em 2026.

Leia Também:  Recuo da demanda chinesa por carne bovina deve ampliar capacidade ociosa dos frigoríficos em 2026

Além disso, estoques globais em níveis historicamente baixos e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos desorganizam o comércio internacional de café, aumentando a volatilidade dos preços.

Arábica e robusta: tendências distintas

Por volta das 9h10 (horário de Brasília), os contratos de arábica apresentavam altas:

  • Setembro/25: 385,75 cents/lbp (+50 pontos)
  • Dezembro/25: 375,30 cents/lbp (+90 pontos)
  • Março/26: 363,15 cents/lbp (+95 pontos)

Enquanto isso, os contratos de robusta registravam quedas:

  • Setembro/25: US$ 4.530/tonelada (-US$ 51)
  • Novembro/25: US$ 4.389/tonelada (-US$ 25)
  • Janeiro/26: US$ 4.317/tonelada (-US$ 17)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Dólar inicia em queda antes de discurso de Jerome Powell no encontro de Jackson Hole

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Brasil bate recorde histórico de abate de suínos: 15,81 milhões de cabeças

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA