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Preços do café recuam após correções técnicas e chuvas no Brasil

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A última semana foi marcada por fortes oscilações nas bolsas internacionais de café, refletindo correções técnicas em Nova York (arábica) e Londres (robusta), além do impacto das chuvas registradas no Brasil. No mercado físico interno, os preços acompanharam o movimento e também caíram, com produtores retraídos nas vendas diante da instabilidade.

Mercado internacional registra forte volatilidade

Segundo Gil Barabach, consultor da SAFRAS & Mercado, os contratos do café arábica para dezembro/25 na Bolsa de Nova York chegaram a romper o patamar de 400 centavos de dólar por libra-peso, atingindo na terça-feira (16) os 424 centavos, o maior nível em sete meses.

O movimento refletiu preocupações com a oferta global, agravadas pela redução nos estoques certificados em NY, pelas projeções de uma safra menor de arábica no Brasil em 2025 e pelas incertezas climáticas sobre as floradas de 2026.

Correções derrubam preços em dois dias

Após a disparada, a realização de lucros e o registro de chuvas em áreas produtoras do Brasil provocaram correção rápida e acentuada. Na quarta-feira (17), os preços recuaram para 375 centavos de dólar por libra-peso, queda de quase 12% em apenas dois pregões.

“O mercado de café é altamente sensível a sinais de risco no abastecimento. Esse componente emocional explica movimentos tão bruscos e deve continuar influenciando as cotações nos próximos anos”, destacou Barabach.

Estoques baixos ampliam apreensão

O Brasil, maior produtor mundial de arábica, encerrou a temporada 2024/25 com estoques praticamente zerados, o que expõe a fragilidade da oferta. Para o ciclo 2025/26, iniciado em julho, a perspectiva é de produção reduzida, menor fluxo de embarques e baixa recomposição dos estoques, que devem seguir em níveis mínimos.

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Esse quadro aumenta a vulnerabilidade do mercado e justifica a rápida reação a qualquer notícia climática ou de produção.

Chuvas aliviam preocupações para a safra 2026

As precipitações registradas no Sul de Minas Gerais na última terça-feira trouxeram alívio ao mercado, reduzindo o pessimismo sobre a safra de arábica. A previsão de chuvas mais generalizadas no final de setembro e início de outubro deve melhorar a umidade do solo, favorecer as floradas e gerar maior otimismo em relação à produção de 2026.

Esse cenário climático mais favorável tem contribuído para pressão baixista nas cotações internacionais.

Balanço semanal: queda no arábica e no robusta

Entre os dias 11 e 18 de setembro, o arábica em Nova York recuou de 386,50 para 380,85 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,4%. No mesmo período, o robusta em Londres para novembro caiu 1,6%.

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram. O arábica bebida boa no Sul de Minas caiu de R$ 2.390,00 para R$ 2.270,00 a saca, queda de 5%. Já o conilon tipo 7 em Vitória (ES) passou de R$ 1.395,00 para R$ 1.390,00, baixa de 0,4%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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