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Preços do etanol em São Paulo se mantêm firmes com alta leve na primeira semana de novembro
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Na primeira semana de novembro, o mercado spot de etanol em São Paulo apresentou movimentação moderada, com poucos compradores adquirindo novos volumes. Por outro lado, as usinas mantiveram postura firme, mantendo a oferta restrita e contribuindo para a sustentação dos preços.
Indicadores CEPEA/ESALQ apontam valorização
Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com parte dos vendedores fora do mercado, os que atuaram ofereceram lotes a preços mais elevados, refletindo na valorização dos indicadores:
- Etanol hidratado: R$ 2,7997/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,78% em relação ao período anterior (3 a 7 de novembro)
- Etanol anidro: R$ 3,2094/litro (líquido de impostos, sem PIS/Cofins), valorização de 0,92% no mesmo período
Fatores que influenciaram os preços
Além da postura firme das usinas, as chuvas no início da semana deram suporte aos preços ao dificultar os trabalhos no campo, restringindo parte da oferta e fortalecendo a tendência de manutenção dos valores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil proíbe foie gras; mercado deve movimentar R$ 5,7 bilhões em 2026
O Brasil proibiu a produção e a comercialização de foie gras, produto de alto valor agregado cujo mercado mundial deve movimentar cerca de R$ 5,7 bilhões em 2026. A Lei nº 15.475 foi sancionada na quinta-feira (23) e entrará em vigor 180 dias após a publicação, prazo que termina em janeiro de 2027.
A legislação alcança alimentos produzidos por meio da alimentação forçada de animais, incluindo o foie gras fresco, enlatado ou industrializado. O produto é obtido principalmente do fígado de patos submetidos ao gavage, processo no qual grandes quantidades de alimento são introduzidas diretamente no esôfago da ave por meio de um tubo.
A engorda intensiva costuma durar de duas a três semanas e provoca acúmulo de gordura no fígado, que pode aumentar várias vezes de tamanho. Relatórios científicos apontam riscos de lesões no esôfago, dificuldades de locomoção, alterações respiratórias e maior mortalidade. A indústria europeia contesta essas conclusões e sustenta que a atividade segue normas sanitárias e de bem-estar animal.
Apesar da força da avicultura brasileira, o país nunca teve participação relevante na produção de foie gras. A atividade permaneceu limitada a poucos estabelecimentos destinados ao mercado de gastronomia de luxo. Levantamentos realizados no início desta década identificavam três produtores, mas duas das principais operações encerraram a fabricação em 2022 e 2025.
O impacto da nova lei deverá recair principalmente sobre importadores, distribuidores, hotéis, restaurantes e lojas especializadas. O mercado brasileiro era abastecido sobretudo por produtos franceses. A criação convencional de patos e gansos, assim como a comercialização de carnes e fígados obtidos sem alimentação forçada, continuará permitida.
No mercado internacional, a União Europeia produziu 20,7 mil toneladas de foie gras em 2024, aproximadamente 80% da oferta mundial. A cadeia emprega mais de 50 mil pessoas no bloco. A França lidera a produção tradicional, seguida por países como Hungria, Bulgária e Espanha, enquanto a China vem ampliando rapidamente a atividade e já se aproxima dos volumes franceses.
A decisão brasileira provocou reação de produtores franceses, que esperavam ampliar as vendas ao país após o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A entidade que representa a cadeia na França considera que a proibição cria uma barreira ao comércio. No Brasil, defensores da medida argumentam que a alimentação forçada é incompatível com as normas de bem-estar animal.
O país passa a ser o primeiro da América Latina a proibir, em âmbito federal, tanto a produção quanto a venda de foie gras. Quem descumprir a legislação poderá responder por maus-tratos, além de ficar sujeito a multa, apreensão dos produtos e suspensão da atividade.
Fonte: Pensar Agro
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