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Preços do Milho Seguem Pressionados no Brasil em Meio a Safra Americana Recorde

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O mercado de milho brasileiro enfrenta forte pressão, tanto no âmbito interno quanto externo, com negociações travadas, liquidez reduzida e cotações influenciadas pela safra recorde dos Estados Unidos. Produtores e compradores acompanham de perto as oscilações na B3 e em Chicago, enquanto fatores climáticos e custos de produção impactam o comércio doméstico.

Negociações travadas nos estados do Sul

No Rio Grande do Sul, as negociações de milho permanecem lentas, com muitos produtores destinando a produção ao consumo próprio ou entregas locais, evitando vender grandes volumes. Segundo a TF Agroeconômica, o estado ainda depende do milho proveniente do Centro-Oeste e do Paraguai. As cotações variam entre R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí e R$ 68,00/saca em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro, com pedidos para agosto entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca.

Em Santa Catarina, a diferença entre pedidos e ofertas impede novas vendas. Em Campos Novos, os produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, os pedidos giram em torno de R$ 75,00 e as ofertas médias são de R$ 71,00, refletindo dificuldade de comercialização e impacto nos investimentos para a próxima safra.

No Paraná, apesar do avanço da colheita, os preços permanecem enfraquecidos. Agricultores solicitam valores próximos de R$ 73,00/saca, chegando a R$ 75,00 em alguns pontos, enquanto ofertas CIF não passam de R$ 70,00, mantendo a liquidez reduzida. A variação regional vai de R$ 54,18 a R$ 64,17/saca, com destaque para a Região Metropolitana de Curitiba (R$ 66,77), Centro Oriental (R$ 55,91), Norte Central (R$ 54,93) e Oeste (R$ 54,41).

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No Mato Grosso do Sul, os impactos climáticos prejudicaram a segunda safra e o comércio de milho segue devagar. Os preços oscilam entre R$ 44,00 e R$ 50,00/saca, mas a insegurança mantém produtores e compradores resistentes a fechar novos contratos.

Mercado externo pressiona cotações no Brasil

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho abriram em campo negativo na quinta-feira (14), com as principais cotações flutuando entre R$ 64,55 e R$ 72,60 por volta das 10h00. O vencimento setembro/25 era cotado a R$ 64,55, recuando 0,45%, enquanto o novembro/25 valia R$ 66,68, com baixa de 0,40%. O janeiro/26 foi negociado a R$ 69,80 (-0,21%) e março/26 a R$ 72,60 (-0,41%).

No exterior, a Bolsa de Chicago (CBOT) também abriu no campo negativo, com os contratos de milho futuros em queda: setembro/25 a US$ 3,70 (-3,75 pontos), dezembro/25 a US$ 3,93 (-4,25 pontos), março/26 a US$ 4,11 (-4 pontos) e maio/26 a US$ 4,21 (-4,25 pontos). O recuo é atribuído aos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que revisou para cima a área plantada e a produtividade, projetando uma safra recorde de 16,74 bilhões de bushels e produtividade máxima histórica de 188,8 bushels por acre.

Bruce Blythe, analista da Farm Futures, observa que a forte demanda por exportação pode ajudar a conter a queda dos preços, destacando que os dados de vendas semanais do USDA deverão refletir a procura robusta pelo milho da nova safra.

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Oscilações e recuperação no mercado de milho

Na quarta-feira, o mercado brasileiro apresentou comportamento misto. Segundo a TF Agroeconômica, contratos de curto prazo na B3 encerraram em leve alta, enquanto vencimentos posteriores a março/26 recuaram, pressionados pelo milho mais barato dos EUA e pelas fortes vendas externas.

Apesar disso, a ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) revisou para cima sua projeção de embarques de milho em agosto, de 7,58 para 7,97 milhões de toneladas, bem acima das 6,42 milhões registradas no mesmo mês de 2023.

Em Chicago, o milho recuperou-se com compras de oportunidade e suporte dos dados do setor de etanol. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, fechou a US$ 374,00 (+0,67%), e o de dezembro a US$ 397,20 (+0,68%). A recuperação foi impulsionada pela expectativa de maior demanda doméstica e externa, aumento de 1,1% na produção diária de etanol e queda de 4,7% nos estoques.

O mercado agora acompanha atentamente as vendas semanais do USDA, projetadas entre 1 e 3 milhões de toneladas, além da evolução da safra brasileira e do comportamento das cotações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo do pasto antes da seca é decisivo para garantir produtividade da pecuária até outubro

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Com a chegada da temporada de seca no Brasil, que deve se estender até meados de outubro, pecuaristas intensificam o planejamento para garantir oferta de forragem de qualidade ao rebanho durante o período de estiagem. O manejo antecipado das pastagens torna-se essencial para preservar a produtividade da pecuária de corte e leite, evitando perdas nutricionais e aumento dos custos com suplementação alimentar.

A fase de transição climática já reduz naturalmente o ritmo de crescimento do capim, exigindo ações rápidas por parte do produtor rural. Especialistas alertam que atrasar o manejo pode comprometer diretamente a capacidade produtiva das fazendas e reduzir o desempenho animal ao longo dos próximos meses.

Segundo Thaís Lopes, gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, o controle de plantas daninhas é um dos principais fatores para garantir eficiência no pasto durante a seca.

“As invasoras competem diretamente por água e nutrientes do solo, reduzindo o desenvolvimento das forrageiras justamente no momento em que elas precisam acumular massa foliar para sustentar o rebanho na estiagem”, explica.

De acordo com a especialista, o manejo adequado das áreas de pastagem permite ao produtor ampliar a produção de arrobas por hectare e preservar o potencial produtivo da propriedade mesmo em condições climáticas adversas.

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Planejamento do pasto reduz impacto da estiagem na pecuária

Além do controle das invasoras, práticas de manejo estratégico, como divisão de áreas em piquetes e ajuste da lotação animal conforme a capacidade da forrageira, ajudam a melhorar o aproveitamento do capim.

A técnica permite que a planta tenha tempo adequado para recuperação e crescimento, favorecendo maior oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

“A pecuária exige planejamento contínuo. O manejo realizado agora impacta diretamente os resultados econômicos da seca. A falha no cuidado com o pasto hoje pode gerar prejuízos importantes no desempenho animal amanhã”, destaca Thaís Lopes.

Tecnologia no campo fortalece manejo das pastagens

Para ampliar a eficiência no controle de plantas daninhas, a Linha Pastagem da Corteva vem investindo em novas tecnologias voltadas ao manejo de invasoras de folhas largas.

Entre as inovações está a molécula Aminociclopiracloro (ACP), utilizada em soluções desenvolvidas para reduzir a matocompetição nas áreas de pastagem. A tecnologia atua no controle de plantas infestantes que competem por água, luz, nutrientes e espaço, fatores que comprometem diretamente o vigor das forrageiras.

Entre os produtos disponíveis estão os herbicidas Navius® e Juvix®.

O herbicida Navius® possui formulação granulada homogênea, sem odor e de fácil diluição. A solução combina os ingredientes ativos Aminociclopiracloro e Metsulfurom-metílico, com ação sistêmica absorvida rapidamente por folhas e raízes. O produto é indicado para o controle pós-emergente de plantas daninhas herbáceas, semi-arbustivas e arbustivas em pastagens já implantadas.

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Já o Juvix® é voltado ao controle de plantas de folhas largas de difícil manejo. O produto possui formulação líquida e aplicação localizada no toco da planta roçada, em cortes de até 10 centímetros do solo.

Segundo a Corteva, testes de campo apontaram ganho de até 40% de performance em determinadas plantas infestantes quando comparado aos tratamentos convencionais. A solução também proporciona maior rendimento operacional, reduzindo tempo e demanda de mão de obra nas aplicações.

Pastagem bem manejada garante sustentabilidade econômica da atividade

Especialistas reforçam que investir em manejo adequado, recuperação de áreas degradadas e uso de tecnologias no controle de invasoras é fundamental para aumentar a eficiência agronômica e fortalecer a sustentabilidade econômica da pecuária brasileira.

“O produtor que investe em boas práticas consegue transformar áreas de pastagem em ativos de alta produtividade, garantindo maior competitividade e estabilidade da atividade pecuária mesmo durante a seca”, finaliza Thaís Lopes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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