AGRONEGÓCIO
Preços dos derivados lácteos em Goiás registram queda em agosto, aponta Seapa
AGRONEGÓCIO
A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou nesta quinta-feira (28/8) a edição de agosto do Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, documento elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. O informativo acompanha as oscilações dos preços dos principais derivados lácteos comercializados no atacado estadual.
Oscilações distintas entre os produtos
De acordo com o levantamento, o mês de agosto foi marcado por variações contrastantes dentro da cesta de derivados.
- Leite UHT integral: apresentou valorização de 0,68%, sendo o único produto a registrar alta.
- Creme a granel: registrou a maior queda, com desvalorização de -16,62%.
- Queijo muçarela: recuou -3,59%.
- Leite em pó integral: teve retração de -3,38%.
- Leite condensado: apresentou queda mais moderada, de -0,80%.
Com base na ponderação dos itens que compõem a cesta, o índice geral do setor registrou variação negativa de 3,08% em relação a julho.
Mercado lácteo passa por ajustes
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, os números refletem um momento de ajustes no setor, mas também indicam perspectivas positivas.
“Os resultados mostram que o mercado lácteo segue em fase de ajustes, mas também evidenciam que há espaço para recuperação”, destacou.
Acesso ao boletim completo
A íntegra do Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano – agosto/2025 está disponível no site oficial da Seapa e pode ser acessada por meio do link disponibilizado pela secretaria.
Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio
O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.
O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.
Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos
A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.
Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.
“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.
Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho
De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.
A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.
Pressão de pragas exige monitoramento constante
Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.
O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.
Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual
Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.
Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.
“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.
Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha
A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.
Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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