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Produção de algodão no Brasil se mantém estável em janeiro, aponta StoneX
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A StoneX, empresa global de serviços financeiros e inteligência de mercado, manteve inalterada sua projeção para a produção brasileira de algodão em janeiro de 2026. O volume estimado segue em 3,7 milhões de toneladas, o mesmo apresentado no relatório de dezembro.
Apesar da estabilidade mensal, o número representa redução de 11% em comparação à safra 2024/25, refletindo o ajuste na área plantada e as condições climáticas observadas nas principais regiões produtoras.
Redução da área plantada acompanha o cenário atual da cultura
De acordo com o analista de mercado Raphael Bulascoschi, da StoneX, a consultoria monitora de perto a evolução da produtividade e confirma a redução de cerca de 110 mil hectares na área cultivada.
Essa retração, segundo ele, está alinhada à realidade do setor, que vem enfrentando custos mais altos e incertezas relacionadas ao clima e ao mercado internacional.
Plantio da segunda safra avança com apoio da colheita da soja
O ritmo de plantio do algodão tem se intensificado nas últimas semanas, impulsionado pela colheita da soja no Mato Grosso, que abre espaço para a implantação da segunda safra da pluma.
Embora o avanço seja mais acelerado que no mesmo período do ano passado, Bulascoschi ressalta que chuvas irregulares e atrasos no desenvolvimento inicial da soja ainda provocam lentidão pontual em algumas áreas.
Brasil mantém liderança global nas exportações de algodão
A StoneX também confirmou que o Brasil encerrou 2025 com exportações de 3,03 milhões de toneladas de algodão, consolidando-se como o maior exportador mundial da fibra.
No balanço atualizado, a consultoria informou que não houve mudanças relevantes nos dados de oferta e demanda, apenas ajustes técnicos nas casas decimais referentes aos embarques da safra anterior.
Para 2026, a previsão é de mercado externo aquecido, com projeção de exportações próximas a 3 milhões de toneladas, sustentadas pela demanda da Ásia e Oriente Médio.
Perspectivas globais para commodities em 2026
Nesta terça-feira (27), a StoneX lança a 34ª edição do Relatório de Perspectivas para Commodities, documento que apresenta uma análise detalhada sobre os mercados de grãos, energia, fertilizantes, metais, câmbio e soft commodities — grupo que inclui o algodão, açúcar e café.
O relatório, elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado com apoio de especialistas internacionais, prevê um cenário de tensões comerciais, incertezas monetárias e variações específicas em cada segmento até o início de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Saúde impulsiona consumo de orgânicos e acelera expansão do mercado no Brasil
Consumo de orgânicos cresce impulsionado por mudança de comportamento do consumidor
O consumo de alimentos orgânicos segue em expansão no Brasil, impulsionado principalmente pela busca por hábitos mais saudáveis. De acordo com pesquisa da Organis, 50% dos consumidores apontam a melhoria da saúde como principal motivação de compra, enquanto 48% associam os produtos a uma alimentação mais saudável e 16% destacam a ausência de agrotóxicos.
O movimento reflete uma transformação no perfil do consumidor brasileiro, que passou a priorizar alimentos mais naturais, menos processados e com maior transparência de origem — tendência que ganhou força especialmente após a pandemia.
Crescimento do consumo e mudança de perfil do mercado
O levantamento mais recente da Organis indica que 36% dos entrevistados já consumiram produtos orgânicos, um avanço em relação aos 31% registrados em pesquisa anterior.
Apesar da ampliação da oferta de produtos industrializados dentro do segmento, o consumo ainda é fortemente concentrado em alimentos in natura. As verduras lideram a preferência dos consumidores (57%), seguidas por frutas (55%) e legumes (44%).
Entre os itens mais consumidos, destacam-se:
- Alface (67%)
- Banana (64%)
- Batata (36%)
Esses dados reforçam a consolidação dos orgânicos no consumo cotidiano, especialmente em itens básicos da alimentação.
Saúde, sustentabilidade e rastreabilidade ganham relevância
Além da preocupação com a saúde, outros fatores também vêm ganhando peso na decisão de compra, como rastreabilidade, sustentabilidade e impacto ambiental positivo.
Segundo especialistas do setor, essa mudança amplia o alcance do mercado orgânico e fortalece o segmento de saudabilidade como um todo, incluindo categorias como alimentos funcionais, produtos plant-based, suplementos naturais e bebidas saudáveis.
“Essa tendência vem fortalecendo não apenas o segmento de alimentos orgânicos, mas todo o mercado de saudabilidade e wellness”, destaca Fernando Ruas, CEO da Francal.
Bio Brazil Fair 2026 reforça protagonismo do setor na América Latina
A evolução do consumo de orgânicos também se reflete no crescimento da Bio Brazil Fair | Biofach América Latina, principal evento do setor na região.
Organizada pela Francal, a feira chega à sua 20ª edição e será realizada entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne empresas, produtores e profissionais do setor e acompanha de perto as mudanças no comportamento do consumidor brasileiro.
Ao completar duas décadas, a feira se consolida como um dos principais espaços de observação das transformações do mercado orgânico e das tendências ligadas à alimentação saudável e ao consumo sustentável no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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