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Produção de Uva no Rio Grande do Sul Deve Ultrapassar 900 Mil Toneladas na Safra 2025/26

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Safra Gaúcha de Uva Deve Crescer 10% em 2025/26

A produção de uvas no Rio Grande do Sul deve atingir 905 mil toneladas na safra 2025/2026, representando um crescimento de até 10% em relação ao ciclo anterior, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar. O levantamento confirma a importância do estado como principal polo da vitivinicultura nacional, com 42,4 mil hectares de parreirais destinados à indústria e outros 3,3 mil hectares voltados ao consumo in natura.

Os dados reforçam um cenário de expansão da produção e consolidação do setor, que mantém papel fundamental na economia agrícola gaúcha.

Flores da Cunha Lidera a Produção de Uvas para a Indústria

O município de Flores da Cunha se destaca como o maior produtor de uva destinada à indústria no estado, reunindo cerca de 1,5 mil famílias de agricultores que vivem da vitivinicultura. A cidade sediou, nesta terça-feira (20), a 1ª Abertura Nacional da Colheita da Uva, evento realizado na Vinícola Luiz Argenta.

A cerimônia contou com a presença de autoridades estaduais, como o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, e o secretário de Turismo, Ronaldo Santin, simbolizando o início oficial da colheita e a celebração da tradição vitivinícola gaúcha.

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Investimentos de R$ 44,3 Milhões Impulsionam o Setor Vitivinícola

Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do vinho e da uva, o governo estadual mantém uma parceria entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e o Instituto Consevitis-RS. O acordo é financiado pelo Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis), que desde 2023 destina R$ 44,3 milhões em ações voltadas à modernização dos processos produtivos, promoção de mercado e ampliação da competitividade.

Segundo a Seapi, os recursos são estratégicos para sustentar economicamente os produtores, incentivar a inovação tecnológica nas vinícolas e reforçar a presença dos vinhos gaúchos nos mercados nacional e internacional.

Vitivinicultura e Enoturismo Reforçam a Economia Regional

Além do impacto direto na produção agrícola, a colheita da uva também fortalece o enoturismo — setor que integra produção de vinhos, gastronomia e experiências culturais na Serra Gaúcha. Os roteiros enogastronômicos da região atraem milhares de visitantes todos os anos, gerando emprego, renda e visibilidade para os municípios produtores.

A Abertura Nacional da Colheita da Uva simboliza não apenas o início de um novo ciclo produtivo, mas também a valorização do trabalho das famílias rurais e o fortalecimento da imagem do Rio Grande do Sul como referência nacional em vitivinicultura e turismo rural.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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