AGRONEGÓCIO
Produtividade do agro dispara quase 10% e consolida revolução digital no campo brasileiro
AGRONEGÓCIO
O agronegócio brasileiro vive uma transformação estrutural que já se reflete diretamente nos indicadores de produtividade. Dados recentes do FGV IBRE mostram que a produtividade do trabalho no setor agropecuário avançou 9,9% por hora trabalhada no quarto trimestre de 2025, evidenciando um ritmo de crescimento significativamente superior ao de outros segmentos da economia.
Na mesma base de comparação, a indústria registrou alta de 1,8%, o que coloca o agro em um patamar de expansão aproximadamente cinco vezes maior no período. No acumulado do ano, o setor já soma crescimento superior a 13% nesse indicador, reforçando sua posição como um dos principais vetores de eficiência da economia brasileira.
Digitalização redefine modelo produtivo no campo
O avanço da produtividade no agro está diretamente ligado à mudança no modelo de produção. Historicamente baseado na experiência prática e em decisões reativas, o setor passou a operar com base em dados estruturados, integrando tecnologias como sensores, conectividade, inteligência artificial e sistemas de gestão.
Esse novo padrão ganha visibilidade em eventos como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), onde soluções voltadas à digitalização da produção têm sido apresentadas como o novo pilar da operação agrícola.
Dados, genética e gestão explicam salto de eficiência
De acordo com especialistas, o desempenho do setor é resultado de uma combinação de fatores estratégicos. Entre os principais estão:
- Uso intensivo de dados: decisões orientadas por informação substituem práticas baseadas em percepção
- Avanços genéticos: ganhos expressivos em produtividade de culturas e rebanhos
- Gestão profissional: produtores passam a atuar com planejamento, controle e visão empresarial
- Pressão global: competitividade internacional exige eficiência contínua
Instituições como a Embrapa e a Epamig têm papel central nesse avanço, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e científico aplicado ao campo.
Tecnologia vai além da mecanização
A mecanização, antes principal símbolo de modernização, deixou de ser o diferencial competitivo. Hoje, o ganho de eficiência está na inteligência embarcada nas operações.
Máquinas agrícolas passaram a operar como sistemas conectados, capazes de receber dados via satélite, ajustar operações em tempo real e executar tarefas com precisão. O foco mudou da força mecânica para a capacidade de interpretar dados e otimizar resultados.
Inovação no campo ganha escala com novas tecnologias
Na prática, a transformação digital no agro já é visível em diversas frentes:
- Tratores autônomos com navegação por georreferenciamento
- Drones para monitoramento em tempo real das lavouras
- Sensores de solo para análise de umidade e nutrientes
- Softwares de gestão integrando dados operacionais, financeiros e logísticos
Essas tecnologias permitem decisões mais rápidas, precisas e com menor margem de erro ao longo de todo o ciclo produtivo.
Investimentos em tecnologia aceleram transformação
O avanço da produtividade também acompanha o aumento dos investimentos no setor. Segundo dados da CNA em parceria com o Cepea/USP, os aportes em tecnologia no agronegócio devem atingir R$ 25,6 bilhões em 2025, crescimento de 21% em relação ao ano anterior.
Quase metade desse volume é destinada a soluções digitais, como coleta e análise de dados, integração de sistemas e aplicações de inteligência artificial.
Desafio ainda é ampliar acesso e conectividade
Apesar dos avanços, a adoção de tecnologia ainda ocorre de forma desigual. Grandes produtores lideram esse movimento, enquanto médios e pequenos enfrentam desafios relacionados a custo e, principalmente, infraestrutura.
A conectividade no campo segue como um dos principais gargalos. Sem acesso à internet de qualidade, a digitalização plena da produção ainda encontra limites em diversas regiões do país.
Por outro lado, o crescimento das agtechs, o apoio de cooperativas e a popularização de soluções via dispositivos móveis indicam uma tendência de democratização do acesso à tecnologia, ampliando o alcance da revolução digital no campo brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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