RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Programa Aplique Bem, da UPL e do IAC, completa 18 anos fortalecendo boas práticas agrícolas no Brasil

Publicados

AGRONEGÓCIO

O Programa Aplique Bem, iniciativa da UPL Brasil em parceria com o Instituto Agronômico (IAC), chega aos 18 anos consolidado como referência em capacitação de agricultores e promoção de boas práticas no campo. Criado em 2007, o programa já formou mais de 90 mil trabalhadores rurais e mantém forte presença nas propriedades agrícolas em todo o país.

18 anos de presença constante no campo

Somente em 2024, o Aplique Bem realizou 415 ações em 269 cidades de 13 estados — Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins — atendendo 5.364 participantes.

Desde o primeiro treinamento, realizado em 11 de setembro de 2007, em São Gotardo (MG), o programa percorreu 1.356 municípios em 22 estados e no Distrito Federal, promovendo mais de mil atividades.

Para levar conhecimento direto ao campo, o Aplique Bem utiliza cinco laboratórios itinerantes, conhecidos como “Tech Móveis”, que permitem transformar teoria em prática para os agricultores.

Leia Também:  Paraná inicia guerra contra greening em pomares de tangerina
Capacitação em segurança e boas práticas agrícolas

Um dos focos centrais do programa é garantir o uso correto e seguro de defensivos agrícolas, biotecnologias e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Segundo Rogério Castro, CEO da UPL Brasil:

“O Aplique Bem traduz o compromisso diário da UPL com o agricultor brasileiro, unindo conhecimento prático, suporte técnico e presença constante no campo. Cada ação reforça a sustentabilidade e gera benefícios reais para toda a cadeia produtiva.”

Inspeção de pulverizadores e compromisso ESG

O programa também realiza avaliações de pulverizadores agrícolas, conforme a norma internacional ISO 16122, assegurando manutenção adequada, proteção dos operadores e responsabilidade ambiental.

  • Em 2024, 82 pulverizadores foram avaliados, com 84,1% de conformidade, superando a meta de 77% estabelecida no Sustainability Linked Loan (SLL) com o Rabobank.
  • Desde 2016, o programa já avaliou 639 equipamentos.
Sustentabilidade e impacto global

Para Liria Hosoe, diretora de assuntos regulatórios, relações governamentais e stewardship da UPL Brasil:

“O Aplique Bem conecta educação no campo, inovação tecnológica e sustentabilidade, gerando resultados concretos para toda a cadeia agrícola e fortalecendo a segurança alimentar.”

O programa vai além do Brasil e está presente em nove países: Colômbia, México, Vietnã, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Gana e África do Sul. Em 2024, destacou-se no Simpósio Internacional Sobre Segurança do Operador, em Louveira (SP), sendo reconhecido como referência mundial em boas práticas agrícolas.

Leia Também:  Mercado de soja pressiona preços e reduz margem do produtor brasileiro, aponta análise do setor
Treinamentos personalizados e aplicados diretamente nas propriedades

Segundo Cláudia Barreto, gerente de stewardship da UPL Brasil:

“Nosso trabalho vai além da teoria. Estamos no dia a dia do produtor, avaliando pulverizadores, regulagem, manutenção e uso de EPIs, garantindo que as boas práticas sejam aplicadas imediatamente.”

Os treinamentos são organizados em turmas reduzidas de cerca de 20 trabalhadores rurais, garantindo atenção individualizada e aplicação prática direta nas propriedades. Essa metodologia permite que os participantes aprendam e apliquem técnicas corretas de pulverização, manutenção de equipamentos e uso seguro de EPIs, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Produção, consumo e exportações de carnes e ovos devem atingir recorde histórico em 2025, aponta ABPA

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Buntech Agro expande atuação na América do Sul com aquisição de quatro empresas de tecnologia de sementes

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA