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Rumo projeta estabilidade nos preços de frete em 2026 com demanda sustentada por milho e soja

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Preços de frete devem se manter no mesmo patamar de 2025

A transportadora ferroviária Rumo S.A. estima que os preços de frete em 2026 devem permanecer próximos aos níveis observados no segundo semestre de 2025. A previsão foi apresentada por executivos da companhia durante teleconferência com analistas nesta segunda-feira (17), em comentário aos resultados do terceiro trimestre divulgados na última sexta-feira.

Segundo o presidente-executivo da empresa, Pedro Marcus Palma, a expectativa é de que a forte demanda por transporte continue no início do próximo ano, impulsionada por um elevado volume de estoques de milho e pela semeadura antecipada da soja.

“Vemos como base patamares similares de preços ao segundo semestre de 2025”, afirmou Palma, destacando que a companhia tem conseguido ajustar rapidamente suas tarifas conforme o cenário de mercado.

Margens saudáveis e histórico de reajustes sustentam projeção

O executivo lembrou que a Rumo vem demonstrando capacidade de recompor preços ao longo do tempo. Entre 2022 e 2024, as tarifas de frete ferroviário registraram um aumento superior a 60%, refletindo um ambiente de margens operacionais saudáveis e uma demanda consistente pelos serviços da empresa.

“Ao longo do tempo, já demonstramos que somos capazes de subir rapidamente preço, que é o que fizemos entre 2022 e 2024”, ressaltou Palma.

Estoque de milho e safra antecipada impulsionam demanda

O volume de estoque de passagem de milho, estimado em 15 milhões de toneladas, deve gerar um fluxo elevado de transporte tanto em dezembro quanto nos primeiros meses de 2026.

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“Esse estoque todo não tem como ser transportado em dezembro”, explicou o presidente da Rumo, reforçando que parte da demanda se estenderá para o início do próximo ano.

Além disso, o vice-presidente financeiro, Guilherme Machado, destacou que o plantio antecipado da soja em 2025 deve intensificar ainda mais o movimento logístico em 2026.

“Vamos virar o ano com estoque de passagem de milho grande, mas deveremos ter também uma colheita antecipada de soja. Isso impõe ao sistema um nível de demanda por logística maior, diferente de 2025, quando a colheita de soja foi tardia”, afirmou Machado.

Perspectivas positivas para o setor ferroviário

Com a combinação de estoques agrícolas elevados e safras adiantadas, a Rumo projeta um cenário positivo para o transporte ferroviário de grãos no próximo ano. A empresa reforça que a estabilidade dos preços e a manutenção da demanda devem contribuir para um desempenho operacional sólido em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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