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Safra de soja em Mato Grosso atinge recorde e supera desafios climáticos na temporada 2025/26

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A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso alcançou um novo recorde de produção, mesmo diante de um cenário climático desafiador ao longo do ciclo. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária revisou para cima as estimativas e passou a projetar 51,56 milhões de toneladas produzidas no estado.

A nova projeção também elevou a produtividade média para 66,03 sacas por hectare, ficando muito próxima do recorde registrado na temporada anterior.

Levantamento de campo amplia precisão dos dados

Os dados fazem parte da etapa soja do projeto Imea em Campo, desenvolvido em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com:

  • 34.880 quilômetros percorridos
  • 998 avaliações de campo
  • Cobertura de 103 municípios
  • Abrangência de 97,92% da área cultivada

A metodologia, baseada em observações presenciais, reforça a confiabilidade das informações e permite uma leitura mais detalhada das condições das lavouras em todas as regiões do estado.

Produtividade e área plantada avançam

Com base nas avaliações de campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% em relação à estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare.

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A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, representando alta de 1,71% frente à safra passada. Com isso, a produção total estimada de 51,56 milhões de toneladas supera em 1,31% o volume colhido no ciclo 2024/25.

Clima desafiador marcou a safra

A temporada foi caracterizada por instabilidades climáticas em diferentes fases do cultivo:

  • Irregularidade das chuvas no início do plantio
  • Excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita

Mesmo com essas adversidades, as lavouras apresentaram desempenho considerado satisfatório, mantendo elevado nível produtivo.

Qualidade dos grãos limita avanço maior

Entre os pontos de atenção identificados no levantamento, o aumento de grãos avariados teve impacto relevante.

Na comparação com a safra anterior, houve crescimento de 3,40% nas ocorrências desse tipo, fator que acabou limitando um avanço ainda maior na produtividade estadual.

Desempenho varia entre regiões produtoras

O estudo também destacou diferenças importantes entre as regiões de Mato Grosso:

  • Norte: maior percentual de lavouras classificadas como excelentes
  • Sudeste: maior concentração de áreas avaliadas como ruins
  • Oeste: principal responsável pelo aumento da produção total
  • Centro-Sul: maior variação positiva de produtividade frente à estimativa anterior
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Essas variações refletem as diferenças climáticas e de manejo ao longo do estado.

Levantamento técnico reforça segurança para o mercado

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o diferencial do projeto está na coleta direta de dados em campo, sem intermediários, garantindo maior precisão nas estimativas.

Já o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade contribuem para negociações mais seguras, reduzem especulações e auxiliam no planejamento dos produtores.

Segunda safra de milho depende do clima

Além da soja, o levantamento também trouxe um panorama inicial da segunda safra de milho no estado.

De acordo com o Imea:

  • 1,17 milhão de hectares foram plantados fora da janela ideal
  • Área total estimada: 7,39 milhões de hectares
  • Produção projetada: 51,72 milhões de toneladas
  • Produtividade esperada: 116,61 sacas por hectare

Apesar do potencial elevado, o desempenho da safra de milho ainda depende diretamente do comportamento das chuvas nas próximas semanas, fator decisivo para a consolidação da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do algodão avança no Brasil, mas controle do bicudo ainda domina atenção dos produtores

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A colheita do algodão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil, mas o foco dos agricultores ainda está concentrado no controle de pragas, especialmente do bicudo-do-algodoeiro, uma das maiores ameaças à produtividade e à qualidade da fibra.

De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até a última sexta-feira (12), a colheita alcançava 1,7% da área cultivada no país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior, embora permaneça abaixo dos 2,8% observados no mesmo período da safra passada.

Apesar do atraso em relação a 2025, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 1,4%, indicando evolução gradual dos trabalhos no campo.

Bahia lidera colheita do algodão no país

Entre os estados produtores, a Bahia apresenta o maior percentual de áreas colhidas, com 7% dos trabalhos concluídos. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 3%, Goiás, com 2%, Minas Gerais, com 1%, e Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, com 0,2% da área colhida.

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Enquanto a colheita avança lentamente, a maior parte das lavouras brasileiras segue em fases finais do ciclo produtivo. Segundo a Conab, cerca de 80,5% das áreas encontram-se em maturação, enquanto 17,6% ainda estão na etapa de formação de maçãs e enchimento dos capulhos.

Controle do bicudo continua sendo prioridade

Nas principais regiões produtoras, o manejo fitossanitário permanece como uma das principais preocupações dos agricultores. Em Mato Grosso, onde a colheita começou recentemente, os esforços seguem concentrados no monitoramento e controle do bicudo-do-algodoeiro.

A praga é considerada uma das mais prejudiciais à cultura, podendo comprometer significativamente a produtividade e elevar os custos de produção caso não seja controlada de forma eficiente.

Especialistas destacam que o sucesso da safra dependerá não apenas do desempenho da colheita, mas também da manutenção da sanidade das lavouras até o encerramento do ciclo.

Clima favorece qualidade da fibra na Bahia

Na Bahia, segundo maior produtor de algodão do país, a colheita apresenta atraso em relação ao cronograma habitual devido ao prolongamento do ciclo da cultura. O fenômeno está associado às temperaturas noturnas mais baixas registradas durante o desenvolvimento das plantas.

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Embora tenha retardado o avanço dos trabalhos, esse cenário climático tende a favorecer a qualidade da fibra, fator considerado positivo para a comercialização e para a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Perspectivas para a safra

Com a maturação avançando em grande parte das áreas cultivadas, a expectativa é de aceleração da colheita nas próximas semanas, especialmente em Mato Grosso e na Bahia, estados responsáveis por parcela significativa da produção nacional.

O setor acompanha atentamente as condições climáticas e a evolução do controle fitossanitário, fatores que serão determinantes para consolidar o potencial produtivo da safra e garantir a qualidade da fibra destinada aos mercados interno e externo.

O Brasil segue entre os maiores exportadores mundiais de algodão, e o desempenho desta safra será estratégico para manter a competitividade da cadeia produtiva e ampliar a participação do país no comércio global da pluma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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