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Setor agropecuário alerta para insegurança jurídica no campo após novo decreto do governo federal

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Novo decreto divide opiniões e preocupa o agronegócio

A recente implementação do Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos vem gerando preocupação entre representantes do setor agropecuário. Embora o decreto tenha como objetivo declarado garantir a segurança de lideranças sociais, especialistas e entidades rurais alertam que o texto pode abrir margem para insegurança jurídica no campo.

O temor é de que a medida, ao não estabelecer limites jurídicos claros, acabe sendo utilizada como instrumento de proteção a grupos que promovem invasões de propriedades privadas sob o argumento de defesa de direitos humanos. Essa brecha, segundo lideranças rurais, pode favorecer a instrumentalização política de conflitos fundiários.

Lideranças rurais pedem revogação e articulação no Congresso

Entre os críticos do decreto está a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, que defende a derrubada da medida. A parlamentar afirma que o governo precisa garantir segurança jurídica aos produtores e evitar a criação de normas que possam estimular ações ilegais em áreas rurais.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, também demonstrou preocupação com os efeitos do decreto.

“Mais uma vez o governo aposta na insegurança jurídica no campo, criando uma zona cinzenta que pode ser usada por movimentos organizados para pressionar produtores rurais”, afirmou.

Segundo Meirelles, a Faesp está mobilizando esforços junto à senadora Tereza Cristina e demais parlamentares para sensibilizar o Congresso Nacional sobre os riscos que o decreto representa ao setor produtivo.

“Precisamos agir para derrubar essa medida, que abre um oceano de oportunidades para invasões e desrespeito à propriedade privada”, reforçou.

Insegurança jurídica ameaça investimentos e produtividade

Representantes do agronegócio destacam que a previsibilidade legal é essencial para o funcionamento do setor. A insegurança jurídica decorrente de interpretações ambíguas da lei pode afetar diretamente o planejamento de longo prazo dos produtores rurais, reduzindo investimentos em tecnologia, infraestrutura e expansão produtiva.

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O medo de que ocupações sejam legitimadas ou de que a proteção estatal seja seletiva fragiliza a confiança dos produtores no poder público. Isso tende a impactar toda a cadeia produtiva, desde a contratação de mão de obra até o financiamento agrícola.

Impacto econômico pode atingir toda a cadeia do agronegócio

Em um país onde o agronegócio representa uma das principais forças da economia, qualquer instabilidade no campo pode gerar reflexos significativos. O setor responde por grande parte do PIB, das exportações e do superávit comercial brasileiro, e depende de planejamento de longo prazo para operar com eficiência.

A possibilidade de aumento nos conflitos fundiários e a politização das disputas por terra preocupam produtores que temem perder o controle de suas áreas. Isso reduz o ritmo de contratações, o cultivo de novas áreas, a compra de insumos e o acesso ao crédito rural, afetando desde fornecedores e cooperativas até frigoríficos e indústrias de processamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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