AGRONEGÓCIO
Simental Dupla Aptidão ganha espaço na pecuária leiteira com maior rentabilidade e valorização dos machos
AGRONEGÓCIO
A busca por maior eficiência econômica dentro das propriedades leiteiras tem impulsionado o crescimento do interesse pela raça Simental Dupla Aptidão no Brasil. Em meio ao aumento dos custos de produção, pressão sobre alimentação animal e necessidade de ampliar margens, produtores passaram a olhar com mais atenção para sistemas capazes de gerar receita tanto com leite quanto com carne.
Reconhecida pela capacidade de produzir leite e carne no mesmo sistema produtivo, a raça vem retomando protagonismo na pecuária nacional graças à combinação entre produtividade leiteira, rusticidade, adaptação ao clima tropical e valorização dos machos destinados ao corte.
O movimento ganha visibilidade nesta terça-feira (27), durante o 5º Leilão Fazenda JR, evento transmitido pelo Canal Terra Viva e voltado à genética Simental leiteira. O remate reúne criatórios especializados na raça e apresentará animais de alto padrão genético.
Produção de leite e renda com corte fortalecem interesse pela raça
Segundo Paulo Tonin, responsável pelo rebanho da Fazenda JR e organizador do leilão, os produtores têm percebido que a raça oferece ganhos além da produção leiteira.
“O Simental entrega mais do que volume de leite. O produtor consegue agregar valor aos bezerros machos, ao descarte e à eficiência econômica do sistema como um todo”, destaca.
Na prática, os resultados produtivos ajudam a explicar o avanço da raça. Na Fazenda JR, localizada em Itapetininga (SP), vacas de primeira lactação superam 7 mil quilos de leite por ciclo produtivo. Já animais adultos se aproximam de 10 mil quilos de leite por lactação, mesmo em sistemas considerados mais rústicos.
Além do desempenho leiteiro, os machos produzidos apresentam boa valorização para o mercado de corte, ampliando as fontes de receita da propriedade.
Qualidade do leite favorece indústria de derivados
Outro diferencial do Simental Dupla Aptidão está na composição do leite. Os elevados teores de proteína, gordura e lactose aumentam o rendimento industrial na fabricação de queijos e derivados, característica valorizada pelas indústrias lácteas.
A evolução dos cruzamentos também reforça o crescimento da raça no país. O Simlandês — resultado do cruzamento entre Simental e Holandês — e o Simgir — cruzamento com zebuínos leiteiros — vêm ganhando espaço entre produtores que buscam animais mais férteis, funcionais e adaptados às condições tropicais.
Leilão reúne genética de destaque do Simental leiteiro
O 5º Leilão Fazenda JR contará com mais de 40 lotes de animais, incluindo campeãs nacionais e exemplares de destaque em genética e produção leiteira.
Entre os principais atrativos do evento está a comercialização de 50% da vaca Catinda, atual Grande Campeã Nacional da raça.
Participam da organização do remate criatórios como Saexi, Simental PPA, Fazenda Santa Luzia, Schwanfer Simental, Simental Hepaf e Coqueiral.
O leilão será realizado nesta terça-feira, 27 de maio, às 20h, com transmissão pelo Canal Terra Viva e organização da Connect Leilões.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Economia brasileira volta a crescer em 2026, mas inflação elevada e juros altos mantêm desafios para o agronegócio
A economia brasileira voltou a apresentar sinais mais consistentes de recuperação no primeiro trimestre de 2026. Após dois períodos consecutivos de estagnação, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, resultado impulsionado principalmente pelo avanço do setor de serviços, pela recuperação do consumo das famílias e pelo bom desempenho da agropecuária.
A retomada da atividade econômica ocorre em um ambiente ainda marcado por desafios relevantes, como inflação acima da meta, juros elevados, incertezas fiscais e tensões geopolíticas que continuam influenciando os mercados globais e os custos de produção no campo.
Agropecuária contribui para a retomada econômica
O setor agropecuário manteve papel estratégico no crescimento da economia brasileira. No primeiro trimestre, a atividade avançou 1,8% na comparação anual e 2% em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da produtividade e pelo clima favorável em importantes regiões produtoras.
O destaque ficou para a soja, cuja produção atingiu novo recorde histórico, favorecida pela expansão da área cultivada e pelo bom desempenho das lavouras. Em contrapartida, culturas como milho e arroz apresentaram redução nas projeções de produção e produtividade, refletindo desafios específicos em algumas regiões do país.
A força do agronegócio continua sustentando exportações, geração de renda e fluxo cambial, fatores fundamentais para o equilíbrio da economia nacional.
Consumo das famílias ganha força
Outro fator que contribuiu para o crescimento do PIB foi a recuperação do consumo das famílias, que avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado reflete a combinação entre mercado de trabalho ainda aquecido, aumento da renda real dos trabalhadores e programas de estímulo ao consumo implementados pelo governo federal.
Apesar disso, economistas avaliam que o ritmo de expansão pode perder intensidade ao longo do segundo semestre diante dos efeitos dos juros elevados sobre crédito, investimentos e atividade econômica.
Inflação segue acima da meta e preocupa mercado
Se por um lado a economia voltou a crescer, por outro a inflação continua sendo um dos principais desafios para o país.
O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acumulando avanço de 4,6% nos últimos 12 meses, patamar acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Os principais responsáveis pela pressão inflacionária foram os alimentos e a energia elétrica. Entre os produtos que mais subiram estão batata, tomate, carnes e leite longa vida, itens diretamente ligados ao consumo das famílias e ao setor agropecuário.
Além disso, os riscos associados ao mercado internacional de energia e fertilizantes permanecem no radar. Um eventual agravamento das tensões no Oriente Médio pode elevar os custos de produção agrícola e pressionar ainda mais os preços dos alimentos.
Mercado de trabalho mostra desaceleração gradual
O mercado de trabalho continua apresentando indicadores positivos, mas já dá sinais de desaceleração.
Em abril, o saldo de empregos formais ficou em 85,9 mil vagas, número significativamente inferior às expectativas do mercado. Ainda assim, a taxa de desemprego caiu para 5,8%, a menor já registrada para o mês desde o início da série histórica.
A renda média do trabalhador alcançou novo recorde, chegando a R$ 3.732 mensais, contribuindo para a sustentação do consumo interno.
Exportações seguem fortalecidas
O setor externo continua sendo um dos pilares da economia brasileira em 2026.
As exportações cresceram impulsionadas principalmente pelas commodities, com destaque para petróleo, alimentos e produtos ligados ao agronegócio. O saldo comercial robusto ajudou a reduzir o déficit em transações correntes e reforçou a entrada de divisas no país.
O Investimento Estrangeiro Direto também segue em patamar elevado, demonstrando que o Brasil continua atraindo recursos internacionais mesmo em um cenário global marcado por incertezas.
Dólar pode voltar a subir até o fim do ano
Apesar da valorização recente do real, analistas avaliam que o dólar pode voltar a ganhar força nos próximos meses.
A expectativa é que a moeda norte-americana encerre 2026 próxima de R$ 5,35, influenciada pela redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, pelo ambiente eleitoral doméstico e pelas incertezas fiscais.
Para o agronegócio, um dólar mais elevado tende a favorecer a competitividade das exportações, mas também aumenta os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos e combustíveis.
Perspectivas para o restante de 2026
As projeções apontam crescimento econômico de 1,8% em 2026 e aceleração para 2,4% em 2027. No entanto, a trajetória dependerá da evolução da inflação, da política monetária, do cenário fiscal e dos desdobramentos geopolíticos internacionais.
Para o agronegócio, o cenário continua misto: de um lado, a demanda global por alimentos e a força das exportações sustentam oportunidades; de outro, os custos de produção, a volatilidade cambial e os riscos climáticos seguem exigindo atenção redobrada dos produtores e investidores do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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