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SulGesso Agro participa de imersão técnica da Mosaic em Uberaba para fortalecer uso do fosfogesso no campo

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Imersão técnica promovida pela Mosaic

No dia 31 de julho, a SulGesso Agro marcou presença no evento “Te Vejo na Indústria”, realizado pela Mosaic em Uberaba (MG). O encontro teve como objetivo atualizar os participantes sobre aspectos técnicos e fortalecer a conexão entre indústria, pesquisa e canais de distribuição do fosfogesso, conhecido também como gesso agrícola.

Visita à unidade industrial e debates técnicos

Durante a programação, os presentes puderam visitar uma das unidades industriais da Mosaic e acompanhar de perto o processo de fabricação do gesso agrícola, subproduto da produção do ácido fosfórico. Além disso, foram promovidos debates técnicos que abordaram as aplicações do fosfogesso no manejo do solo e sua importância para a melhoria da produtividade agrícola.

Representação da SulGesso Agro

Pela SulGesso Agro, participaram os engenheiros agrônomos Eduardo Silva e Silva (diretor técnico) e Michael Manske (gerente comercial), além dos pesquisadores Daniel João Dall’Orsoletta, Tales Tiecher, Luiz Zanão e Marcelo Muller. A participação reforça a parceria iniciada em 2024 entre SulGesso e Mosaic, que tornou a SulGesso Agro distribuidora exclusiva do fosfogesso nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Alinhamento de estratégias regionais

Segundo Michael Manske, gerente comercial da SulGesso Agro, o evento foi uma oportunidade valiosa para discutir as particularidades regionais e alinhar estratégias junto aos pesquisadores. “Reforçamos o papel do gesso agrícola como ferramenta essencial para a construção e melhoria do perfil do solo”, destacou.

Esclarecimentos sobre fosfogesso e corretivos de acidez

Os debates também esclareceram dúvidas comuns no campo, como a diferença entre o fosfogesso e os corretivos de acidez do solo. Eduardo Silva e Silva explicou que “os dois insumos não se substituem, mas muitas vezes atuam de forma complementar”. A calibragem das doses e o momento ideal para a aplicação de cada produto foram outros pontos abordados durante a imersão, fundamentais para apoiar o trabalho técnico que chega até o produtor rural.

Perspectivas para o mercado do gesso agrícola

O setor projeta que a produção de gesso agrícola deverá dobrar até 2026, impulsionada pelo avanço das tecnologias de manejo e pela maior atenção dos produtores à saúde do solo. Neste cenário, a SulGesso Agro reforça seu compromisso com a qualidade técnica e a sustentabilidade, ampliando o acesso a insumos de alta performance para as diferentes realidades do campo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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