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Tarifaço de Trump: impactos no comércio e nas finanças das empresas brasileiras após o primeiro mês
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Passados mais de 30 dias desde a implementação da tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, começam a se delinear os efeitos econômicos do chamado “tarifaço”. De acordo com Silvano Boing, CEO da Global, o impacto imediato foi sentido nas exportações: em agosto, as vendas brasileiras para os EUA recuaram 18,5% na comparação anual, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Setores tradicionais da pauta exportadora, como minério de ferro, açúcar, aeronaves, carne bovina e aço semimanufaturado, registraram quedas de 23% a 100%. No caso do minério de ferro, não houve nenhuma exportação para os EUA em agosto. Mesmo produtos não diretamente sujeitos à tarifa, como aeronaves, petróleo e celulose, apresentaram redução nas vendas, reflexo da adaptação antecipada ao impacto tarifário.
Balança comercial se mantém positiva graças à diversificação de mercados
Apesar da retração nas exportações para os EUA, a balança comercial brasileira apresentou resiliência, registrando superávit de US$ 6,13 bilhões em agosto, alta de 35,8% sobre o mesmo período do ano passado. Esse desempenho foi impulsionado por mercados alternativos:
- China: aumento de 29,9% nas importações brasileiras;
- México: crescimento de 43,8%;
- Outros parceiros: Argentina, Índia e Reino Unido também registraram aumento nas compras.
No entanto, setores como agronegócio e bens manufaturados de alto valor agregado seguem pressionados, já que produtos como café, carne bovina, frutas e pescados, que representavam cerca de 30% das exportações aos EUA em 2024, agora enfrentam a alíquota máxima de 50%.
Efeitos sobre crédito e fluxo de caixa nas cadeias produtivas
O impacto do tarifaço extrapola o comércio exterior, atingindo toda a cadeia produtiva nacional. Empresas exportadoras enfrentam compressão de margens, atrasos de pagamentos e necessidade de capital de giro adicional, refletindo-se em fornecedores de insumos, logística e serviços.
Segundo levantamento da Global, até 82% das dívidas B2B são recuperadas quando cobradas nos primeiros 10 dias de atraso; após 180 dias, esse índice cai para 12%. A velocidade e a proatividade na gestão financeira são, portanto, essenciais para evitar inadimplência em efeito dominó.
Estratégias para mitigar impactos e preservar competitividade
Diante dos desafios, empresas e governo adotam medidas para minimizar os efeitos do tarifaço:
- Plano de contingência governamental: R$ 30 bilhões em crédito para setores mais atingidos;
- Diversificação de mercados e clientes: busca por novos destinos para escoar produtos antes destinados aos EUA;
- Revisão de contratos e modelos de negócios: inclusão de gatilhos de reajuste, mecanismos de compartilhamento de riscos cambiais e tarifários, garantindo equilíbrio financeiro e evitando litígios.
Analistas destacam que este cenário, apesar de desafiador, oferece oportunidade de modernização, maior cultura de gestão de riscos e fortalecimento das cadeias produtivas brasileiras.
Resiliência em meio à tempestade tarifária
Trinta dias após o início do tarifaço, o Brasil demonstra resiliência, mas também evidencia vulnerabilidades, especialmente no crédito interempresarial e na competitividade de determinados setores. As próximas semanas serão decisivas para consolidar estratégias de adaptação e fortalecer a posição do país na economia global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fruticultura brasileira avança na Índia e amplia abertura de mercado para exportação de frutas
Brasil intensifica estratégia para ampliar exportações de frutas
A fruticultura brasileira deu mais um passo na estratégia de expansão internacional com uma missão comercial realizada na Índia, um dos maiores mercados consumidores globais. A iniciativa foi conduzida pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O objetivo foi ampliar as oportunidades de negócios para frutas brasileiras em um mercado estratégico, com destaque para produtos como abacate, limão tahiti e maçã.
Agenda incluiu encontros com importadores e redes varejistas
A programação contou com a participação de exportadores brasileiros, importadores, redes varejistas e operadores logísticos indianos, criando um ambiente de prospecção comercial e aproximação entre os dois países.
A missão teve apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi.
Visitas a centros de distribuição reforçam potencial do mercado indiano
Em Nova Délhi, a comitiva brasileira visitou o Azadpur Subzi Mandi, principal mercado atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de frutarias, lojas especializadas em produtos orgânicos e estabelecimentos voltados à importação.
Durante as visitas, representantes do varejo local demonstraram interesse em ampliar a compra de frutas brasileiras, sinalizando potencial de crescimento para o setor no país.
Logística e requisitos sanitários estiveram no foco das discussões
A delegação também visitou a Suri Agrofresh, no estado de Haryana, onde conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu aspectos logísticos e sanitários para importação de frutas frescas.
Os encontros abordaram ainda exigências regulatórias e condições comerciais necessárias para facilitar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado indiano.
Evento promoveu frutas brasileiras e lançou ferramenta digital
A programação em Nova Délhi foi encerrada com o evento “Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes”, realizado na residência oficial da Embaixada do Brasil.
A iniciativa reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para apresentação de produtos e oportunidades de negócios na fruticultura brasileira.
Durante o evento, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel, ferramenta da Adidância Agrícola em Nova Délhi que permite acesso a informações comerciais por meio de QR Code, disponível em português, inglês e hindi.
Missão também passou por Mumbai e feira internacional do setor
Após a etapa em Nova Délhi, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre.
A agenda incluiu ainda visita ao Porto de Mumbai, com foco na avaliação da infraestrutura logística para importação de frutas frescas.
Exportações brasileiras de frutas seguem em alta
A Índia, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, é considerada um dos maiores mercados consumidores do mundo e figura como prioridade na estratégia de internacionalização da fruticultura brasileira.
Segundo dados do setor, no primeiro trimestre de 2026 as exportações brasileiras de frutas frescas cresceram mais de 20% em valor e 13% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso do país a mercados internacionais e fortalecendo a presença do Brasil no comércio global de frutas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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