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Tecnoshow COMIGO 2026 lança Pavilhão de Tecnologia e amplia foco em inovação no agronegócio

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Pavilhão de Tecnologia estreia com foco em inovação no agro

A Tecnoshow COMIGO 2026 traz como principal novidade o lançamento do Pavilhão de Tecnologia, um espaço dedicado à integração de soluções inovadoras para o agronegócio.

Alinhado ao conceito “O Agro Conecta”, o ambiente reunirá tecnologias desenvolvidas pela cooperativa, empresas parceiras e hubs de inovação, promovendo a conexão entre produtores, tecnologia e campo.

Entre os destaques está a participação do Hub Goiás – Rio Verde, que atua no desenvolvimento de startups e no fortalecimento do ecossistema de inovação voltado ao setor agropecuário.

Espaço reúne tecnologias aplicadas ao campo

De acordo com a organização, o pavilhão foi planejado há anos e surge como uma iniciativa para integrar diferentes agentes do setor.

O espaço apresentará tecnologias embarcadas em máquinas agrícolas, como sensores acoplados a tratores, plantadeiras e colheitadeiras, capazes de gerar dados em tempo real e auxiliar na tomada de decisão em etapas como plantio, colheita e semeadura.

Soluções da COMIGO ganham destaque

Os visitantes poderão conhecer ferramentas desenvolvidas pela própria cooperativa, com foco em gestão e eficiência produtiva.

Entre elas está o DRIS COMIGO (Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação), voltado à análise foliar e recomendações personalizadas de adubação.

Outro destaque é o SUPER-PEC, sistema de gestão pecuária que permite o controle de dados zootécnicos e financeiros, inclusive com funcionamento offline.

Já o aplicativo COMIGO Cooperados reúne informações como cotações de grãos, romaneios, saldo de insumos e extratos financeiros em um único ambiente digital.

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Automação industrial e conectividade no agro

O pavilhão também apresentará soluções de automação industrial da cooperativa, incluindo sistemas de manutenção preventiva com sensores instalados em máquinas.

Esses dispositivos enviam alertas em tempo real para equipes técnicas, permitindo antecipar falhas e reduzir custos operacionais.

Startups ampliam diversidade de soluções

O Hub Goiás – Rio Verde levará startups de diferentes regiões do país, com participação rotativa ao longo da feira.

A proposta é fortalecer a conexão entre empreendedores, produtores e empresas, ampliando o acesso a soluções tecnológicas inovadoras para o campo.

Plots agrícolas destacam pesquisas e novas tecnologias

Outro destaque da Tecnoshow COMIGO são os plots agrícolas, que apresentam pesquisas do Centro Tecnológico COMIGO (CTC) e novidades de empresas do setor.

No espaço da cooperativa, serão exibidos experimentos relacionados à fertilidade do solo, nutrição de plantas, entomologia, fitopatologia e controle de plantas daninhas.

Também serão demonstradas soluções de agricultura de precisão e práticas para identificação de possíveis fraudes em fertilizantes, além da participação da equipe do Laboratório da Indústria.

Pecuária ganha espaço com pesquisas e soluções práticas

Na área de pecuária, pesquisadores apresentarão estudos nas áreas de nutrição animal e pastagens, além de soluções como rações, sementes e tecnologias voltadas à produção.

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A feira também contará com lançamentos de sementes, híbridos de milho e sorgo, além de defensivos agrícolas, incluindo fungicidas, inseticidas e herbicidas de grandes empresas do setor.

Dinâmicas de pecuária trazem conteúdo prático ao produtor

As dinâmicas de pecuária serão realizadas em tendas na pista de grama, com programação que inclui palestras, workshops, oficinas e demonstrações práticas com animais.

Entre os temas abordados estão o cenário da pecuária em ano eleitoral, o uso de ultrassonografia e o impacto de aditivos alimentares na produtividade.

No dia 9, a programação será dedicada exclusivamente à pecuária leiteira, com conteúdos técnicos voltados ao setor.

Demonstração ao vivo será novidade do Senar

Uma das atrações inéditas será a atividade “Receitas do Campo”, promovida pelo Senar.

Durante a programação, serão produzidos alimentos como farinhas e paçoca de carne ao vivo, simultaneamente às palestras, ampliando a experiência do público visitante.

Evento reforça conexão entre tecnologia e futuro do agro

Com a criação do Pavilhão de Tecnologia e a ampliação das atrações, a Tecnoshow COMIGO 2026 reforça seu papel como um dos principais eventos do agronegócio brasileiro.

A proposta é estimular a inovação, aproximar o produtor das novas tecnologias e fortalecer a cultura digital no campo, especialmente entre as novas gerações do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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