AGRONEGÓCIO
Valor do leite no Rio Grande do Sul é projetado em R$ 2,05 para janeiro de 2026, aponta Conseleite
AGRONEGÓCIO
Projeção do Conseleite aponta alta de 1,88% no preço do leite
O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite-RS) divulgou a projeção de R$ 2,0560 para o valor de referência do leite em janeiro de 2026, representando alta de 1,88% em relação ao valor projetado em dezembro de 2025 (R$ 2,0180).
Os dados foram apresentados na manhã desta terça-feira (27/01), durante a primeira reunião virtual do colegiado em 2026. O resultado indica uma leve recuperação nos preços, após oscilações registradas no final do ano passado.
Valor consolidado de dezembro mostra retração no fechamento de 2025
O valor consolidado de dezembro de 2025 foi confirmado em R$ 1,9857, o que representa queda de 3,61% frente ao consolidado de novembro (R$ 2,0601).
O cálculo é elaborado mensalmente pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações fornecidas pelas indústrias de laticínios e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês. O modelo utiliza parâmetros técnicos definidos pela Câmara Técnica do Conseleite, atualizados em 2023.
Produtores e indústrias devem manter cautela e diálogo
De acordo com o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, o novo valor reflete um momento de recuperação moderada, mas ainda demanda atenção de toda a cadeia produtiva.
“Mesmo com a melhora, segue sendo um cenário que exige atenção dos produtores e das indústrias. O equilíbrio da cadeia depende de planejamento e diálogo constante entre os elos”, destacou Prestes.
O vice-coordenador, Darlan Palharini, reforçou a importância da cooperação no setor, especialmente diante da competitividade internacional.
“O trabalho conjunto é fundamental para mantermos a qualidade e superarmos a competição com mercados como o europeu”, afirmou.
Nova diretoria assume comando do Conseleite em 2026
Durante a reunião, o colegiado também anunciou a nova composição da diretoria para 2026. Seguindo o sistema de rodízio anual entre representantes da indústria e dos produtores, a coordenação, que em 2025 esteve sob responsabilidade do setor industrial, passa agora para o segmento produtivo.
A nova diretoria ficou assim composta:
- Coordenador: Kaliton Prestes (Fetag/RS)
- Vice-coordenador: Darlan Palharini
- Tesoureiro: Osmar Redin
- Vice-tesoureiro: Marcos Tang
- Secretário: Allan André Tormen
- Vice-secretário: José Pollastri
Mercado do leite segue em fase de ajuste e desafios competitivos
Especialistas avaliam que o setor leiteiro gaúcho entra em 2026 com perspectivas cautelosas, influenciado pela demanda interna ainda instável e pela concorrência com importações e produtos internacionais.
O aumento projetado pelo Conseleite reforça sinais de estabilização gradual dos preços, mas o setor segue atento às condições de mercado, custos de produção e consumo doméstico — fatores decisivos para o desempenho do leite no estado e no país ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
-
ACRE2 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
ACRE3 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
ACRE2 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
ACRE4 dias atrásEstado investe R$ 8,5 milhões, supera desafios logísticos e inicia ano letivo da educação indígena
-
POLÍTICA4 dias atrásManoel Moraes destaca alcance social do Detran e destaca respeito entre governo e parlamento
-
ACRE3 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
ACRE5 dias atrásMailza Assis confirma mudança na Polícia Civil do Acre e nomeia novo delegado-geral adjunto
-
POLÍTICA3 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade


