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Vazio Sanitário da Soja começa em 1º de junho na Região 1 de São Paulo e reforça controle da ferrugem asiática

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A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) inicia, na próxima segunda-feira (1º de junho), o primeiro período do Vazio Sanitário da Soja na Região 1. A medida faz parte da estratégia estadual de prevenção e controle da ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura no país.

No estado de São Paulo, o calendário do vazio sanitário é dividido em três regiões. As Regiões 2 e 3 terão início nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente, ampliando a cobertura da ação fitossanitária em todo o território paulista.

Medida é essencial para quebrar ciclo da ferrugem asiática

O Vazio Sanitário tem como principal objetivo eliminar plantas vivas de soja durante a entressafra, reduzindo a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática e, consequentemente, diminuindo a pressão de inóculo na safra seguinte.

Durante o período estabelecido, fica proibida a semeadura e a manutenção de qualquer planta de soja em estágio vivo no campo, independentemente da finalidade produtiva.

Para produção de sementes ou pesquisas científicas, é obrigatória autorização prévia da Defesa Agropecuária.

“O produtor deve ficar atento ao período correspondente à sua região, garantindo que as áreas permaneçam livres de plantas voluntárias durante todo o vazio sanitário”, destaca a engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma.

Responsabilidade se estende a áreas públicas e privadas

Além dos produtores rurais, instituições concessionárias e administradoras de áreas públicas também são responsáveis por manter suas áreas livres de plantas vivas de soja durante o período do vazio sanitário.

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A medida reforça o caráter coletivo do controle fitossanitário, essencial para reduzir riscos de disseminação da doença em escala regional.

Cadastro de áreas produtoras de soja é obrigatório

A Defesa Agropecuária também reforça que, conforme a Resolução SAA 87/2024, o cadastro das áreas produtoras de soja é obrigatório em todo o estado de São Paulo.

O registro deve ser realizado em até 15 dias após o término do calendário de semeadura e pode ser feito de forma simples, inclusive por meio de dispositivos móveis, ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária.

Os endereços das unidades estão disponíveis no site oficial do órgão: Defesa Agropecuária SP – Unidades e Endereços https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/

Vazio Sanitário fortalece segurança produtiva da soja

Considerado uma das principais ferramentas de sanidade vegetal na cultura da soja, o vazio sanitário contribui diretamente para a redução de perdas na produção e para o fortalecimento da segurança fitossanitária no estado.

A estratégia integrada entre governo e produtores é considerada fundamental para manter a competitividade da cadeia produtiva e reduzir impactos de doenças na próxima safra.

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Cadastro via celular

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná identifica 69 municípios aptos ao cultivo de oliveiras e fortalece potencial da olivicultura

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O Paraná deu mais um passo para consolidar a olivicultura como alternativa de diversificação e agregação de valor no agronegócio estadual. Um novo boletim técnico divulgado pelo IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições climáticas favoráveis para o cultivo comercial de oliveiras no Estado.

A publicação “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” traz um amplo mapeamento das áreas mais adequadas para a produção de azeitonas e azeites, oferecendo informações técnicas que auxiliam produtores na redução de riscos, no planejamento de investimentos e na implantação de novos pomares.

Regiões mais frias concentram potencial produtivo

Segundo o levantamento do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater), os municípios mais indicados para a olivicultura estão localizados nas regiões mais altas dos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul paranaense.

Entre os municípios considerados aptos ao cultivo estão:

  • Guarapuava;
  • Palmas;
  • Pato Branco;
  • São Mateus do Sul;
  • Campo Largo;
  • Piraquara;
  • Prudentópolis;
  • União da Vitória;
  • General Carneiro;
  • Rio Negro.

O principal diferencial dessas regiões é a combinação entre altitude elevada e maior acúmulo de horas de frio durante o outono e inverno, condição essencial para o desenvolvimento adequado das oliveiras.

Frio é determinante para produtividade das oliveiras

O estudo destaca que a oliveira necessita de um período de dormência provocado pelo frio para estimular a brotação e a formação das flores. Sem essa etapa, a produtividade e o desempenho dos pomares podem ser comprometidos.

“O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir”, explica a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná, Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, uma das autoras do boletim.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram mais de 30 anos de dados meteorológicos do IDR-Paraná, Simepar e Inmet, avaliando fatores como:

  • acúmulo de horas de frio;
  • risco de geadas;
  • excesso de chuva durante a floração;
  • estiagem na maturação dos frutos;
  • umidade relativa do ar.
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Com base nessas variáveis, foram elaborados mapas de zoneamento climático e classificação de risco para diferentes grupos de cultivares.

Cultivares adaptadas ganham destaque

O boletim aponta que algumas variedades de oliveiras têm apresentado melhor adaptação às condições climáticas do Paraná, principalmente aquelas com menor exigência em frio.

Entre as cultivares com melhores resultados comerciais no Estado estão:

  • Arbequina;
  • Arbosana;
  • Koroneiki;
  • Grappolo.

Além da escolha correta da cultivar, o estudo alerta para cuidados importantes dentro das propriedades, como evitar áreas baixas sujeitas ao acúmulo de ar frio e excesso de umidade, fatores que aumentam os riscos de geadas e doenças.

O documento também recomenda a intercalação de diferentes cultivares para favorecer a polinização cruzada e elevar a produtividade dos pomares.

Olivicultura cresce no Brasil e amplia oportunidades no agro

Apesar dos desafios impostos pelo clima subtropical brasileiro, especialmente o excesso de chuvas durante o florescimento, a olivicultura vem avançando nas regiões Sul e Sudeste do país.

A produção nacional de azeites de oliva tem conquistado reconhecimento internacional pela qualidade, abrindo novas oportunidades de mercado e agregação de valor à agricultura brasileira.

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Para a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, o novo estudo representa um avanço estratégico para o setor.

“Estamos entregando ao setor produtivo uma ferramenta capaz de reduzir incertezas e qualificar a tomada de decisão. Esse tipo de conhecimento é fundamental para estimular uma atividade com grande potencial de agregação de valor à agricultura paranaense”, destaca.

Setor ainda enfrenta desafios

Embora o potencial produtivo seja considerado promissor, o boletim aponta gargalos que ainda precisam ser superados para fortalecer a cadeia da olivicultura no Paraná.

Entre os principais desafios estão:

  • desenvolvimento de cultivares mais adaptadas;
  • ampliação de programas de melhoramento genético;
  • produção de mudas certificadas;
  • avanço das técnicas de manejo;
  • maior assistência técnica aos produtores.

O estudo foi elaborado por pesquisadores do IDR-Paraná e da Embrapa, consolidando uma base técnica inédita para expansão sustentável da cultura no Estado.

O boletim técnico “Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná” está disponível gratuitamente no portal do IDR-Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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