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Wine South America reforça compromisso com ESG e sustentabilidade na vitivinicultura

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Feira referência do setor vitivinícola amplia foco em sustentabilidade

A Wine South America (WSA), uma das maiores feiras de negócios do setor vitivinícola da América Latina, vem fortalecendo seu compromisso com práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Realizada em Bento Gonçalves (RS), no coração da Serra Gaúcha, a feira tem incorporado medidas sustentáveis e de impacto social tanto no planejamento quanto na execução de suas edições, consolidando-se como um evento que alia negócios, inovação e responsabilidade ambiental.

Na última edição, realizada em 2025, o evento atraiu mais de 7 mil compradores e movimentou cerca de R$ 100 milhões em negócios, reunindo marcas expositoras de mais de 20 países, entre eles Portugal, Itália, Espanha, Grécia, Argentina, Chile, Uruguai e Nova Zelândia. A próxima edição da Wine South America será realizada de 12 a 14 de maio de 2026, novamente no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

Gestão de resíduos e compensação de carbono são destaques ambientais

Entre as principais ações sustentáveis, a Wine South America implementa uma política estruturada de gestão de resíduos e logística reversa, garantindo a destinação correta de materiais como vidro, papelão, plástico, alumínio, madeira e isopor.

Na edição de 2025, todo o volume de resíduos gerado foi reciclado ou reutilizado, evitando a emissão de cerca de 26 toneladas de CO₂. Além disso, materiais gráficos e lonas foram reaproveitados por meio de doações a projetos sociais, reduzindo o descarte e prolongando o ciclo de vida dos insumos utilizados.

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O evento também promove ações de compensação de carbono, como campanhas de conscientização ambiental e doação de mudas de árvores, reforçando o alinhamento do evento com práticas sustentáveis.

“A sustentabilidade precisa estar no centro da estratégia de eventos de negócios, especialmente em setores que dependem do equilíbrio ambiental, como o vitivinícola”, afirma Marcos Milanez, diretor da Wine South America.

Ações sociais reforçam inclusão e impacto positivo na comunidade

Além das iniciativas ambientais, a Wine South America também investe em ações sociais e de inclusão. Em 2025, o valor arrecadado com a bilheteria de um workshop foi destinado ao Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC), por meio da ONG Parceiros Voluntários.

A feira também ampliou suas políticas de diversidade e equidade, com a contratação de profissionais com deficiência para atuarem durante o evento — uma iniciativa que reforça o compromisso da WSA com a representatividade e a responsabilidade social corporativa.

Compromisso ESG também se reflete entre os expositores

A agenda sustentável da Wine South America encontra eco entre seus expositores, que vêm adotando práticas de governança responsável e responsabilidade socioambiental. Um exemplo é a Vinícola Aurora, uma das maiores e mais tradicionais cooperativas vitivinícolas do país, que integra princípios ESG em sua operação e gestão.

De acordo com Cassandra Marcon Giacomazzi, gerente de sustentabilidade da Aurora, a agenda ESG da cooperativa está totalmente incorporada à sua governança. “Desde 2023, consolidamos políticas de sustentabilidade com foco em boas práticas agrícolas, direitos humanos e integridade da cadeia produtiva. O ESG é um critério indispensável em todas as etapas do nosso negócio”, explica.

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Entre as ações implementadas pela vinícola estão o Programa de Integridade e Compliance, o Código de Conduta atualizado, um Canal de Denúncias anônimo, a avaliação de governança de 1.300 fornecedores e programas de capacitação contínua para cooperados e colaboradores.

A cooperativa também mantém o Programa de Boas Práticas Agrícolas (PBPA), alinhado às normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), garantindo conformidade social e ambiental nas propriedades dos cooperados.

Transparência e alinhamento com os Objetivos da ONU

Em 2025, a Vinícola Aurora publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, seguindo as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI 2021) e alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Para Cassandra, eventos setoriais como a Wine South America desempenham um papel essencial na profissionalização e elevação do padrão do setor.

“Quando uma feira adota medidas como compensação de carbono e gestão de resíduos, ela demonstra que sustentabilidade e competitividade podem caminhar juntas, servindo de exemplo para toda a cadeia produtiva”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novas regras do crédito rural ampliam exigências e impulsionam uso de inteligência territorial em bancos no Brasil

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As recentes Resoluções CMN nº 5.267/2025 e nº 5.268/2025 marcam uma nova fase para o crédito rural no Brasil, ao estabelecerem critérios mais rigorosos de monitoramento, rastreabilidade socioambiental e gestão de risco em tempo real. As mudanças reforçam a exigência por tecnologias capazes de acompanhar toda a cadeia produtiva financiada, elevando o nível de controle exigido das instituições financeiras.

O novo arcabouço regulatório, definido pelo Banco Central do Brasil, amplia a responsabilidade dos bancos e cooperativas de crédito, que passam a precisar de ferramentas digitais avançadas para validação contínua das operações rurais, desde a concessão até a execução do financiamento.

Monitoramento contínuo e critérios socioambientais mais rigorosos

A Resolução CMN nº 5.267/2025 estabelece uma camada operacional mais robusta para o crédito rural, exigindo monitoramento contínuo das operações ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo envolve o uso de sensoriamento remoto, imagens de satélite e análise de risco para acompanhamento das áreas financiadas.

Já a Resolução CMN nº 5.268/2025 amplia os critérios socioambientais e climáticos, podendo restringir ou até impedir o acesso ao crédito em casos de não conformidade com requisitos ambientais e de sustentabilidade.

Na prática, as novas regras exigem que instituições financeiras adotem soluções capazes de integrar inteligência territorial, análise socioambiental, validação documental e gestão de risco em uma única estrutura tecnológica.

Tecnologia passa a ser pilar estratégico do crédito rural

Com o avanço das exigências regulatórias, a tecnologia deixa de ser um diferencial e passa a ser elemento central para a concessão e acompanhamento do crédito rural no país. O setor financeiro agora precisa comprovar, de forma contínua, a conformidade das operações financiadas.

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Nesse contexto, a Agrotools se destaca como uma das principais fornecedoras de soluções de inteligência territorial para o agronegócio corporativo. A empresa atua há mais de 20 anos no desenvolvimento de plataformas digitais voltadas à análise de dados geoespaciais e monitoramento de ativos rurais.

Segundo a companhia, suas soluções auxiliam bancos e instituições financeiras a se adequarem às novas exigências do Banco Central, com maior segurança, eficiência operacional e capacidade de análise baseada em dados.

Regulação aproxima Brasil de padrões internacionais de ESG

De acordo com Rodolpho Mittelstaedt, gerente comercial da Agrotools, as novas resoluções representam uma mudança estrutural no sistema de crédito rural brasileiro, aproximando o país de padrões internacionais de governança, rastreabilidade e conformidade ESG.

“As duas resoluções juntas representam uma alteração estrutural no agro brasileiro. O efeito prático deve ser um aumento da digitalização, da necessidade de documentação organizada e da pressão ainda maior por sustentabilidade dentro da cadeia agropecuária”, afirma.

O especialista destaca ainda que a exigência de validação por sensoriamento remoto ao longo de todo o ciclo do crédito reforça a necessidade de comprovação técnica das operações financiadas.

Plataforma transforma dados territoriais em análise de risco em tempo real

Um dos principais produtos da empresa é o “Monitor de Safras”, plataforma que utiliza imagens de satélite, séries temporais e cruzamento de dados para validar informações como plantio, cultura implantada, evolução da lavoura e compatibilidade entre área financiada e área efetivamente cultivada.

A solução permite que instituições financeiras realizem o monitoramento de grandes carteiras de crédito de forma automatizada, reduzindo a dependência de inspeções presenciais e diminuindo riscos regulatórios.

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Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

  • Monitoramento contínuo da carteira de crédito rural
  • Geração de laudos auditáveis e rastreáveis
  • Metodologia MRV (mensurável, reportável e verificável)
  • Rastreabilidade por operação financiada
  • Cobertura de culturas agrícolas e integração com pecuária
  • Integração com sistemas bancários via API
  • Análise automatizada e resposta quase em tempo real

A plataforma opera por meio de uma interface web baseada em API. As instituições financeiras inserem os dados das operações de crédito rural, que são processados e cruzados com bases territoriais, algoritmos proprietários, geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O resultado é uma análise rápida e automatizada, capaz de indicar se a operação atende ou não aos critérios regulatórios exigidos pelo Banco Central.

Segundo a empresa, o sistema fornece relatórios detalhados em tempo quase real, permitindo maior agilidade na tomada de decisão e garantindo conformidade com as normas vigentes.

Bancos já utilizam inteligência territorial na gestão de crédito

Atualmente, instituições como Itaú, Bradesco, Sicoob, Cresol e Rabobank já utilizam soluções da Agrotools para aprimorar suas análises de crédito rural.

Com a adoção dessas ferramentas, os bancos conseguem automatizar critérios ESG, aumentar a precisão das avaliações e reforçar a conformidade regulatória exigida pelo Banco Central, consolidando um novo padrão de gestão de risco no financiamento ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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