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Feijó: Justiça acolhe pedido do MPAC e condena homem a mais de 19 anos por tentativa de feminicídio
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Feijó, obteve a condenação de um homem a 19 anos, 9 meses e 1 dia de reclusão por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri, que acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público quanto ao crime praticado contra a mulher.
A acusação foi sustentada pelas promotoras de Justiça substitutas Giovana Kohata e Giselle Luiza Silva, que defenderam a condenação do réu pela tentativa de feminicídio da ex-companheira e por lesão corporal dolosa contra o filho menor do casal, atingido ao tentar impedir as agressões.
O casal manteve relacionamento por aproximadamente oito anos e teve dois filhos. Durante o ataque, a vítima foi golpeada diversas vezes com uma faca, sofrendo lesões graves que exigiram transferência para Cruzeiro do Sul, onde ficou internada por cerca de uma semana.
Os jurados acolheram o pedido do MPAC em relação à tentativa de feminicídio, condenando o réu à pena de 19 anos, 9 meses e 1 dia de reclusão. Em relação aos fatos envolvendo a criança, o Conselho de Sentença desclassificou a imputação de lesão corporal dolosa para lesão corporal culposa, fixando pena de 2 meses e 20 dias de detenção.
Além das penas privativas de liberdade, a Justiça atendeu ao pedido do MPAC para reparação dos danos morais, fixando indenização de R$ 20 mil em favor da mulher e de R$ 5 mil para o filho.
Samia Roberta – Secretaria de Comunicação/MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC e Funai discutem elaboração de norma de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Trabalho (GT) Indígena e do Projeto TXAI, participou, nesta quarta-feira, 23, de uma reunião técnica promovida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para contribuir com a revisão da Instrução Normativa nº 01/DCFC e a elaboração de uma nova norma voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas indígenas.
A participação ocorreu por indicação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no âmbito da cooperação institucional estabelecida entre o CNMP e a Funai para o aprimoramento de instrumentos normativos de proteção aos povos indígenas. A instituição foi representada pelo promotor de Justiça Juleandro Martins, coordenador do GT Indígena e ponto focal do MPAC junto à Coordenação-Geral de Acesso à Justiça e Participação Social (CGAJ) da Funai, e pelo servidor Diego Oliveira, que atua no Projeto TXAI.
Durante o encontro virtual, coordenado pela CGAJ, foi apresentada a proposta inicial da nova instrução normativa, abrindo espaço para manifestações técnicas dos participantes sobre seus fundamentos, diretrizes e mecanismos de implementação.
A iniciativa busca fortalecer as políticas de prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência que atingem mulheres e meninas indígenas, promovendo maior articulação entre as instituições responsáveis pela garantia de direitos, acesso à justiça e proteção social.
Segundo o promotor de Justiça Juleandro Martins, a participação do Ministério Público visa contribuir tecnicamente para a construção da nova norma, que orientará a atuação institucional nos casos de violência contra mulheres e meninas indígenas, considerando as especificidades socioculturais dos povos indígenas.
“A futura Instrução Normativa deve estabelecer diretrizes capazes de fortalecer a rede de proteção e promover respostas mais efetivas e culturalmente adequadas às demandas das mulheres e meninas indígenas em todo o país”, destacou.
Fonte: Ministério Publico – AC
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