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Porto Acre: MPAC promove palestra sobre saúde mental para educadores e alunos de escola na Vila do Incra
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Porto Acre e do Centro de Especialidades em Saúde (CES), participou, na última terça-feira, 30, da programação da Campanha Setembro Amarelo, realizada na praça da Vila do V e promovida pela Prefeitura de Porto Acre, por meio da Secretaria Municipal de Saúde.

A ação foi ofertada aos alunos e educadores da escola Edmundo Pinto de Almeida Neto, com palestra conduzida pelos psicólogos do CES, Rodrigo da Cunha Gomes e Mariana de Souza Mendonça, que abordaram os cuidados com a saúde mental na adolescência.
O promotor de Justiça Flávio Bussab Della Líbera acompanhou a atividade e destacou a importância do tema. “É fundamental a conscientização acerca da prevenção e dos cuidados com a saúde mental, com a adoção de práticas de autocuidado para alcançar o bem-estar emocional, capaz de minimizar sintomas como depressão, desânimo e angústia, evitando pensamentos negativos que podem nos levar ao suicídio. No dia a dia, vivenciamos percalços de ordem profissional, familiar e interpessoal, mas é preciso desenvolver autocontrole e resiliência para manter uma vida saudável no âmbito psíquico-emocional”, afirmou.

Na apresentação aos adolescentes, os psicólogos do CES destacaram que, nessa fase cheia de mudanças e dificuldades, alguns sentimentos podem provocar reações inesperadas. Dessa forma, o fortalecimento da rede de apoio, um maior entendimento sobre as etapas da vida, compreensão e equilíbrio das questões pessoais, bem como o suporte familiar, da escola e do serviço público foram apresentados como ferramentas importantes para a proteção dessas pessoas.
Além da palestra, a programação contou com acolhimento psicológico realizado por outros psicólogos, atividades educativas, apresentações culturais e ações de conscientização e promoção da vida, envolvendo diferentes instituições locais.
Fonte: Ministério Publico – AC
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Cruzeiro do Sul: MPAC apura possíveis falhas estruturais e casos reiterados de violência obstétrica na Maternidade do Juruá
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul, instaurou inquérito civil para apurar possíveis falhas estruturais, administrativas, assistenciais e funcionais na prestação dos serviços obstétricos e neonatais da Maternidade do Juruá.
De acordo com a promotora de Justiça substituta Taís Milhomem, o objetivo é verificar a existência de práticas reiteradas que possam caracterizar violência obstétrica, negligência ou descumprimento de protocolos técnicos, visando a adoção das medidas legais cabíveis para assegurar a qualidade da assistência prestada às gestantes e aos recém-nascidos.
O inquérito tem como um dos fundamentos uma notícia de fato instaurada apurar denúncia de suposta violência obstétrica durante um parto realizado na unidade em julho deste ano. No procedimento, o MPAC requisitou prontuários médicos, escalas de plantão e informações funcionais dos profissionais envolvidos, além de comunicar o Conselho Regional de Medicina e o Conselho Regional de Enfermagem para adoção das providências.
O MPAC também constatou a existência de outros procedimentos extrajudiciais em tramitação e determinou o aproveitamento das informações já produzidas que tratam de fatos semelhantes e o levantamento de outras investigações relacionadas à Maternidade do Juruá, a fim de possibilitar uma análise conjunta sobre eventual repetição de irregularidades e falhas na prestação do serviço.
As supostas condutas e negligências violam a Lei nº 11.108/2005, a Política Nacional de Humanização, as diretrizes da Rede Cegonha e as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, as quais estabelecem parâmetros para a assistência humanizada ao parto, vedando a adoção de práticas obstétricas desnecessárias, degradantes ou potencialmente lesivas à saúde materna e neonatal.
A investigação poderá resultar na adoção de medidas como a expedição de recomendações, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou o ajuizamento de ação civil pública, além de outras providências necessárias para garantir um atendimento obstétrico e neonatal adequado e proteger os direitos das gestantes, dos recém-nascidos e da população.
Samia Roberta – Secretaria de Comunicação/MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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