Parlamentar defende audiência pública, critica sucessivas renovações emergenciais e reforça que transporte eficiente é prioridade básica
Durante a sessão do dia 24 de fevereiro de 2026, o vereador Fábio Araújo concentrou seu pronunciamento na crise do transporte público em Rio Branco, cobrando transparência na gestão municipal e defendendo prioridade na melhoria dos serviços essenciais.
Transporte como garantia de dignidade
Ao iniciar sua fala, o parlamentar classificou o transporte público como um direito básico da população, especialmente para trabalhadores e estudantes que dependem diariamente do sistema.
“Transporte público não é luxo, é o mínimo. É o que leva o trabalhador de casa para o emprego, é o que leva a criança de casa para a escola… é o que garante a dignidade para quem não tem carro, quem não tem moto”, afirmou.
Fábio Araújo destacou ainda que o sistema enfrenta problemas recorrentes há anos.
“O sistema do transporte público está um caos há cinco anos… todos os dias existe reclamação de ônibus quebrado, de ônibus atrasando, de ônibus que não vai no final da linha buscar a nossa população”, pontuou.
Questionamentos sobre a “caixa preta” e a licitação
O vereador também questionou declarações recentes do prefeito sobre a suposta abertura de uma “caixa preta” na RBTrans, indagando sobre a falta de esclarecimentos públicos.
“Se a caixa preta que ele relatou no jornal ontem foi aberta, foi aberta para onde? Foi aberta para quem e por que demorou tanto?”, questionou.
Araújo ressaltou que já ocorreram sete renovações de contratos emergenciais e cobrou explicações sobre a demora na publicação de edital definitivo de licitação.
“Já são sete renovações de contratos emergenciais… por que só agora foi anunciado o tal do edital de licitação? Por que só agora ele abriu a caixa preta?”, indagou.
O parlamentar também apontou dificuldades no acesso a informações.
“Nesta casa, todos os requerimentos que são apresentados para pedir informação são rejeitados, os ofícios não são respondidos… a gente quer saber qual caixa preta foi aberta”, declarou.
Prioridades de investimento
Outro ponto abordado foi o foco da administração municipal em grandes obras estruturais. Para Fábio Araújo, é necessário priorizar serviços básicos que impactam diretamente o cotidiano da população.
“Não adianta a cidade fazer investimento em viaduto, em elevado, em mercado… e esquecer o principal, que é o transporte público. É quem vai levar a população ao mercado para comprar a verdura, é quem vai levar o aluno até a escola”, afirmou.
Em tom de questionamento, concluiu:
“A prioridade é obra para foto ou serviço para o povo? Eu acredito que governar é escolher prioridades e, na minha visão, transporte público eficiente é prioridade básica”.
O vereador solicitou urgência na votação de requerimento para realização de audiência pública com a empresa Rico, responsável pela operação do sistema, a fim de esclarecer questões operacionais e financeiras.
“Eu quero que isso entre em pauta de votação porque é importante. Se a empresa está procurando a casa do povo para uma audiência pública para explicar o que está acontecendo, eu acho que a gente deve ouvir… para saber de fato o que vem ocorrendo”, destacou.
O parlamentar propôs que a audiência seja realizada no dia 6 de março.
Fiscalização e denúncias
Fábio Araújo relembrou que, desde 2022, vem apresentando denúncias e questionamentos relacionados aos subsídios e tarifas aprovados na Casa Legislativa.
“Consta denúncias apostilada a esse processo, denúncia deste vereador que desde 2022 vem discutindo essas tarifas, vem discutindo esse subsídio que vem sendo aprovado nesta casa para essa empresa que não dispõe nem de ônibus próprios para atender nossa população”, afirmou.
A Câmara Municipal segue acompanhando o debate sobre o transporte público, reforçando seu papel fiscalizador e o compromisso com a transparência e a melhoria dos serviços essenciais oferecidos à população de Rio Branco.
Com o objetivo de fortalecer as ações de sustentabilidade e ampliar o reaproveitamento de resíduos orgânicos, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Diretoria de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas, recebeu nesta segunda-feira (8), uma equipe de consultores especializados em resíduos sólidos para realizar uma visita técnica voltada ao diagnóstico e aprimoramento da gestão dos resíduos orgânicos no município.
A ação faz parte do programa Mutirão Resíduos Orgânicos, iniciativa realizada com apoio do C40, do Pacto Global de Prefeitos e Prefeitas pelo Clima e Energia e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, tendo o Instituto 17 como responsável pela consultoria técnica. Rio Branco foi um dos municípios selecionados em um processo seletivo disputado, que contemplou poucas cidades em todo o país com consultoria especializada na área de resíduos orgânicos.
Equipe de consultores especializados em resíduos sólidos realizou visita técnica voltada ao diagnóstico e aprimoramento da gestão dos resíduos orgânicos no município. (Foto: Lucas Brito/Secom)
A iniciativa também está alinhada às metas previstas no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e prevê a articulação com outras secretarias municipais, considerando que a cadeia dos resíduos orgânicos envolve diferentes áreas da gestão pública. Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de forma integrada com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e a Secretaria Municipal de Agropecuária, fortalecendo uma atuação compartilhada e intersetorial. A proposta busca desenvolver estratégias que contribuam para ampliar a recuperação desses resíduos, reduzir o volume encaminhado ao aterro sanitário e diminuir as emissões de gases de efeito estufa associadas à disposição final dos resíduos.
A iniciativa também está alinhada às metas previstas no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e prevê a articulação com outras secretarias municipais, considerando que a cadeia dos resíduos orgânicos envolve diferentes áreas da gestão pública. A proposta é fortalecer uma atuação integrada e compartilhada, com estratégias que contribuam para ampliar a recuperação desses resíduos, reduzir o volume encaminhado ao aterro sanitário e diminuir as emissões de gases de efeito estufa associadas à disposição final dos resíduos.
De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini, a visita representa uma oportunidade importante para avaliar o estágio atual da política municipal de tratamento e valorização dos resíduos orgânicos.
“Hoje, para nós, é uma satisfação muito grande receber essa equipe de consultores, primeiramente para entender e realizar um diagnóstico de como está o nível de maturidade no tratamento e na gestão do resíduo orgânico gerado aqui no município de Rio Branco”, destacou a secretária.
Ainda segundo Flaviane, a consultoria também permitirá que o município conheça experiências bem-sucedidas em outras regiões do Brasil e identifique melhorias que possam ser implantadas em Rio Branco.
Rio Branco está entre os poucos municípios brasileiros selecionados para receber consultoria especializada em gestão de resíduos orgânicos por meio do programa Mutirão para o Brasil. (Foto: Lucas Brito/Secom)
“A partir disso, poderemos conhecer experiências exitosas em todo o Brasil e avaliar que outras formas e melhorias podemos implementar no município para valorizar mais o nosso resíduo orgânico. Além disso, essa é também uma porta aberta para captação de recursos voltados ao desenvolvimento de iniciativas nessa área”, acrescentou.
Durante a visita, os consultores conheceram programas e projetos já desenvolvidos no município, especialmente na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos, a UTRE. O objetivo é contribuir com orientações técnicas para ampliar a compostagem, melhorar a logística de coleta e fortalecer o reaproveitamento dos resíduos orgânicos.
Segundo o consultor Antônio Estorel, os resíduos orgânicos correspondem à maior parte do lixo gerado no município e podem ser reaproveitados de forma sustentável, gerando benefícios para a população. (Foto: Lucas Brito/Secom)
O consultor em resíduos sólidos Antônio Estorel explicou que os resíduos orgânicos representam mais da metade do lixo produzido no município e podem ser transformados em um recurso de grande valor para a comunidade.
“Os resíduos orgânicos são mais da metade do resíduo produzido no município e podem ser integralmente destinados para fins nobres, como a compostagem. É possível transformar esse material em um adubo de alta qualidade, que pode ser usado para melhorar a agricultura no entorno da cidade e contribuir com alimentos mais saudáveis”, afirmou.
Segundo o especialista, a proposta é ajudar Rio Branco a avançar no processo de desviar os resíduos orgânicos do aterro sanitário e transformá-los em composto de qualidade agronômica.
“A gente vê que Rio Branco já tem um nível excelente, uma equipe muito comprometida, programas em funcionamento e projetos em andamento. A nossa intenção é contribuir com experiências e formação técnica para acelerar esse processo”, completou Estorel.
Recebemos essa equipe com entusiasmo para aprimorar nossas técnicas de compostagem e incorporar experiências bem-sucedidas de outras regiões no tratamento de resíduos orgânicos”, destacou o diretor da UTRE, Kemmil Lima. (Foto: Lucas Brito/Secom)
Para o diretor da UTRE, Kemmil Lima, a chegada dos consultores é recebida com otimismo pela equipe municipal, principalmente pela possibilidade de aprimorar as técnicas já utilizadas na produção de composto orgânico.
“Nós estamos recebendo com bastante otimismo essa equipe, que veio nos orientar sobre as nossas técnicas de compostagem, aprimorar o processo de tratamento do resíduo orgânico e trazer novas experiências que deram certo em outros estados”, disse.
Kemmil ressaltou ainda que o município busca aumentar tanto a qualidade quanto a capacidade de produção do composto, além de melhorar a logística para que mais resíduos orgânicos cheguem até a unidade.
Com o apoio técnico, o município pretende fortalecer o aproveitamento de resíduos orgânicos, gerando benefícios para a agricultura, o meio ambiente e a qualidade de vida da população. (Foto: Lucas Brito/Secom)
“A ideia é fazer com que esse composto retorne para as escolas, para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para ser usado nas praças, e também para os agricultores do entorno de Rio Branco, fortalecendo a agricultura familiar”, enfatizou o diretor.
O Instituto 17 é uma organização social que atua com projetos relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por meio do programa Mutirão para o Brasil, a instituição apoia municípios selecionados no desenvolvimento de soluções sustentáveis, como a gestão e valorização dos resíduos orgânicos.
Com a consultoria, Rio Branco busca otimizar as iniciativas já existentes, transformando resíduos que antes seriam descartados em oportunidades para a agricultura, meio ambiente e a população.
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