Aprender a cortar e costurar sempre foi um sonho de Elizabeth Ivanir Vaz. Com o incentivo dos filhos e a indicação de uma amiga, ela chegou à Casa Fio a Fio – Centro Municipal da Mulher Empreendedora e encontrou muito mais do que uma oportunidade de capacitação. Depois de participar das oficinas de confecção de sandálias e de corte e costura, Elizabeth passou a enxergar o espaço também como lugar de aprendizado e motivação para continuar buscando novos conhecimentos.
“Meu sonho era aprender a cortar e costurar. Costurar eu já sabia um pouco, mas queria aprender a cortar. Meus filhos me apoiaram muito e me deram força. Começou com uma amiga me indicando a Casa, eu vim buscar uma vaga e agora estou aqui direto. Espero que venham mais cursos, porque quero fazer outros. Eu gosto de aprender, de colocar a mente para funcionar”, contou Elizabeth.
“Meu sonho era aprender a cortar e costurar. Meus filhos me apoiaram muito e, agora, espero fazer outros cursos, porque gosto de aprender e colocar a mente para funcionar”, contou Elizabeth. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Assim como ela, outras mulheres celebraram, nesta terça-feira (18), uma importante etapa de suas trajetórias. A Prefeitura de Rio Branco realizou a Cerimônia de Certificação das Oficinas da Casa Fio a Fio, reconhecendo a conclusão das capacitações de 72 mulheres atendidas pelo projeto.
As participantes foram qualificadas em oficinas de corte e costura, maquiagem, produção de brigadeiros, escova e hidratação e confecção de sandálias, atividades pensadas para ampliar oportunidades de geração de renda, facilitar o ingresso no mercado de trabalho e incentivar a criação de pequenos negócios.
Participantes receberam capacitação em diferentes áreas, com foco na geração de renda, inserção no mercado de trabalho e incentivo ao empreendedorismo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Para Elizabeth, além da oportunidade profissional, as oficinas contribuem para o fortalecimento emocional e para a criação de novos vínculos.
“Foi um grande aprendizado. A professora é muito querida, as amigas também, e existe uma colaboração de todo mundo. A gente percebe que nunca está sozinho. Fazer esses cursos é também trabalhar a mente, ficar focada, sair de casa e procurar realizar um sonho”, destacou a aluna.
Autonomia e transformação
Falar de autonomia financeira é também falar de liberdade e da possibilidade de construir novos caminhos. É com esse propósito que a Casa Fio a Fio atua como espaço de acolhimento, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo feminino na capital acreana.
A iniciativa integra as políticas desenvolvidas pela administração municipal com foco em Produção, Tecnologia, Emprego e Dignidade, buscando aliar desenvolvimento econômico à independência financeira e à valorização social das mulheres.
“Celebramos a qualificação de 72 mulheres e a transformação de vidas. A Casa Fio a Fio é um espaço de acolhimento, fortalecimento e autonomia feminina”, afirmou Bino. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, cel Ezequiel Bino, destacou que a certificação representa mais do que a conclusão de uma etapa de aprendizado.
“Estamos celebrando não somente a qualificação de 72 mulheres, mas a transformação de vidas. Este é um local que, além de oferecer qualificação, também é um espaço de acolhimento, onde as histórias dessas mulheres se encontram com as das colegas, dos nossos instrutores e de toda a equipe. É um lugar de fortalecimento e de autonomia para as mulheres”, afirmou o coronel.
Segundo o secretário, a proposta da gestão é fortalecer ainda mais a iniciativa e ampliar seu alcance.
“A Casa Fio a Fio caminha para se consolidar como uma política pública e chegar também às demais regionais de Rio Branco. Ficamos muito felizes em acompanhar os resultados e perceber o quanto esse trabalho tem transformado a realidade das participantes”, acrescentou Bino.
“Hoje celebramos conquistas e novas possibilidades para 72 mulheres. A qualificação oferece autonomia, geração de renda e oportunidades. Nosso compromisso é continuar fortalecendo políticas públicas que garantam mais dignidade e independência às mulheres de Rio Branco”, destacou a primeira-dama. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
A primeira-dama de Rio Branco e madrinha da Casa Fio a Fio, Roberta Lins, ressaltou que proporcionar qualificação às mulheres significa criar condições para que elas conquistem independência, renda e novas perspectivas de vida.
“Hoje é um dia muito especial porque estamos celebrando não apenas a entrega de certificados, mas conquistas, sonhos e novas possibilidades para 72 mulheres. Quando o poder público investe na qualificação feminina, ele oferece ferramentas para que essas mulheres tenham autonomia, possam gerar sua própria renda, empreender e transformar também a realidade de suas famílias. Como madrinha da Casa Fio a Fio, fico muito feliz em acompanhar cada história e perceber que esse espaço se tornou um lugar de acolhimento e oportunidades. Nosso compromisso é continuar fortalecendo políticas públicas voltadas às mulheres de Rio Branco, garantindo cada vez mais dignidade, independência e oportunidades”, asseverou a primeira-dama e madrinha da Casa Fio a Fio.
A entrega dos certificados marcou novas oportunidades para as participantes, reforçando o papel da Casa Fio a Fio na qualificação profissional, geração de renda e fortalecimento da autonomia das mulheres de Rio Branco. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Ao receberem os certificados, as participantes encerraram um ciclo de capacitação, mas deram início a novas possibilidades. Histórias como a de Elizabeth mostram que, ao oferecer ferramentas para a geração de renda e o desenvolvimento profissional, a Casa Fio a Fio também contribui para recuperar sonhos, fortalecer a autoestima e ampliar a autonomia das mulheres rio-branquenses.
A prevenção à violência contra meninas e mulheres foi tema de uma mesa redonda promovida pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, na manhã desta terça-feira (18), no auditório da pasta. A atividade integrou a programação do Agosto Lilás e teve como tema “Fortalecendo a Cultura do Respeito, da Igualdade e da Proteção de Meninas e Mulheres”.
O encontro reuniu profissionais da educação e instituições parceiras com o objetivo de fortalecer a rede de proteção, ampliar o diálogo sobre a prevenção das diferentes formas de violência e integrar os profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.
“Precisamos ensinar às crianças sobre os diferentes tipos de violência e mostrar que elas podem sonhar e realizar seus objetivos sem sofrer qualquer forma de violência”, afirmou a primeira-dama. (Val Fernandes/Secom)
A primeira-dama de Rio Branco, Roberta Lins, destacou a importância de levar a discussão para o ambiente educacional e trabalhar a conscientização desde a infância.
“Precisamos comunicar, ensinar as nossas crianças o que é a violência, os vários tipos de violência. Porque essas crianças serão as mulheres do nosso futuro. Então, é um momento importante que contribui com várias entidades juntas, em prol de apresentar e ensinar realmente o que é valorização, o que a mulher pode sonhar, o que a criança pode realizar e não sofrer esse tipo de violência, seja ela qual for”, afirmou a primeira-dama.
A secretária municipal de Educação, Kelce Nayra, ressaltou que a ação também teve como público as próprias servidoras da pasta, entre professoras, gestoras e coordenadoras das unidades de ensino.
“A ação do Agosto Lilás busca conscientizar nossas servidoras e reforçar que nenhuma mulher deve aceitar qualquer tipo de violência”, destacou Kelce. (Val Fernandes/Secom)
“A Secretaria Municipal de Educação está promovendo hoje uma ação de conscientização pelo Agosto Lilás. Temos muitas servidoras aqui na secretaria, nossas professoras, gestoras das escolas, coordenadoras, enfim, são várias mulheres que trabalham aqui conosco. É muito importante que façamos essa ação para dizer a todas elas que, de forma nenhuma, nenhuma mulher deve aceitar violência”, destacou a secretária.
A atividade reforçou o papel da educação na identificação, prevenção e enfrentamento das situações de violência. A proposta também busca ampliar o conhecimento dos profissionais sobre a rede de proteção e estimular uma atuação integrada diante de possíveis situações de vulnerabilidade.
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Qualquer delegacia de polícia;
Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pohttp://+55 (68) 99930-0420de ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos:(61) 99656- 5008.
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