A Prefeitura de Rio Branco iniciou uma série de intervenções de infraestrutura na Estrada do Quixadá, atendendo a demandas históricas da comunidade e de produtores rurais da região. A iniciativa faz parte do programa “Prefeitura nas Ruas”, que leva serviços de manutenção, tapa-buracos e contenção de encostas para diversas áreas do município.
As equipes de obras já estão mobilizadas no local para garantir a trafegabilidade da via, que serve como importante corredor de transporte e escoamento da produção local.
Equipes trabalham no local para garantir o tráfego na via, fundamental para o transporte e o escoamento da produção da região. (Foto: Val Fernandes/Secom)
De acordo com o diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Abdel Derze, a atuação no local atende a uma determinação direta do poder executivo municipal:
“Conforme o prefeito determinou, a Prefeitura de Rio Branco, através da Emurb, está começando hoje o serviço de recuperação da Estrada do Quixadá. Nós vamos fazer toda a recuperação da via para garantir uma melhor trafegabilidade. Quanto ao problema do encabeçamento da ponte, a previsão é que quarta-feira da semana que vem o material necessário já esteja aqui para que possamos avançar com os trabalhos”, disse.
“A Prefeitura iniciou a recuperação da Estrada do Quixadá para melhorar a trafegabilidade. Também vamos avançar na recuperação do encabeçamento da ponte assim que o material necessário chegar”, disse Derze. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A ação na regional do Quixadá conta com o apoio integrado de diferentes pastas da gestão municipal. O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, destacou o alcance dos trabalhos e o planejamento para resolver pontos críticos de deslizamento no trecho:
“Essa é uma reivindicação antiga da população. Tivemos uma parceria com o Estado, e agora o município está retomando a recuperação do trecho que ficou pendente. Vamos caminhar cerca de 20 quilômetros fazendo operação tapa-buraco. Há também uma área de deslizamento que passará por intervenção; estamos aguardando apenas a chegada dos equipamentos adequados para atuar no local e evitar novos problemas futuros. É o Prefeitura nas Ruas trabalhando nos quatro cantos da cidade”, frisou.
“Essa é uma reivindicação antiga da população. O município está retomando a recuperação do trecho, com tapa-buracos em cerca de 20 quilômetros e intervenção em uma área de deslizamento”, frisou Cid. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Presente durante o início das atividades, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, ressaltou o impacto positivo das obras para os moradores e produtores rurais da regional, além de citar outras comunidades beneficiadas no entorno:
“Já estivemos nesta região alta, no Ramal do Boa Água, que concentra grandes produtores, e a Estrada do Quixadá é uma via com muitos moradores e corredor de ônibus que necessitava dessa melhoria. De prontidão, assumimos esse compromisso e estamos chegando com a operação tapa-buraco ao longo de toda a extensão. Também está previsto no planejamento o combate ao desbarrancamento para resolver a situação definitivamente. É assim que buscamos chegar em todas as localidades, olhando para as necessidades das pessoas, a exemplo do que já estamos fazendo no Bairro Vitória, Vale do Açaí, e em breve nos bairros Eldorado e Chico Mendes”, pontuou.
“A Estrada do Quixadá é uma via importante para moradores, produtores e o transporte coletivo. Estamos realizando tapa-buracos em toda a extensão e também está prevista uma intervenção na área de desbarrancamento”, pontuou o prefeito. (Foto: Val Fernandes/Secom)
As equipes seguem atuando no trecho ao longo dos próximos dias para concluir as etapas de tapa-buracos e intervenções estruturais nas áreas de encosta.
A Prefeitura de Rio Branco avança na construção do Plano Local de Ação Climática, instrumento que deverá orientar políticas públicas e ações voltadas à adaptação do município às mudanças climáticas e à redução de seus impactos. Nesta etapa, representantes do poder público, sociedade civil, universidades, setor privado e instituições parceiras participaram de uma oficina para identificar desafios, vulnerabilidades e prioridades para a cidade.
Durante dois dias de atividades, os participantes se reuniram no Tribunal de Contas para discutir medidas consideradas necessárias e viáveis para a realidade de Rio Branco. As propostas construídas durante a oficina foram apresentadas nesta etapa aos gestores municipais, que avaliam as prioridades e podem validar, ajustar ou redirecionar as ações.
“Esse é um momento de validação com os gestores de tudo aquilo que foi priorizado”, disse Flaviane. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini Stedille, explicou que o encontro representa uma etapa importante, mas ainda não corresponde à versão final do documento.
“Esse é um momento de validação com os gestores de tudo aquilo que foi priorizado. É a hora do gestor priorizar, sinalizar ou mudar o caminho, mudar a rota.”
Segundo a secretária, o processo de elaboração do plano ainda contará com outras etapas, incluindo o diálogo direto com a população.
“Tudo que for construído aqui também não vai ser o documento final que vai ser apresentado para a sociedade. A gente está vencendo uma primeira etapa, mas existem outras etapas ainda a serem vencidas que envolvem inclusive realizações de audiências públicas, diálogo mais próximo com a nossa sociedade aqui no município de Rio Branco.”
Rio Branco integra redes de cooperação internacional voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, entre elas o Pacto Global de Prefeitos e Prefeitas pelo Clima e Energia. A participação da capital acreana no programa Mutirão Brasil contribui para o desenvolvimento do Plano Local de Ação Climática.
“É uma oficina participativa para entender quais são as dores da cidade, quais são as oportunidades também, os desafios de Rio Branco em questão climática”, destacou Belém Gimenez (Foto: Val Fernandes/Secom)
Representante do Mutirão, Belém Gimenez destacou que o plano funcionará como um documento orientador para as políticas públicas ambientais e climáticas do município.
“O que a gente está fazendo aqui, nesses dois dias, em Rio Branco, é uma oficina participativa para entender quais são as dores da cidade, quais são as oportunidades também, os desafios de Rio Branco em questão climática.”
A construção do plano envolve diferentes áreas da administração pública porque, segundo Belém, as questões relacionadas ao clima ultrapassam a atuação de uma única secretaria. Saúde, educação, finanças, inovação, meio ambiente e outras áreas precisam atuar de forma integrada.
A oficina também contou com a participação de representantes de universidades, organizações da sociedade civil, organizações não governamentais e do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COIMANQ).
Durante os trabalhos, foram analisados aspectos relacionados às vulnerabilidades climáticas e às emissões do município, buscando construir um diagnóstico que permita definir estratégias adequadas à realidade local.
“A gente mergulhou bastante no perfil de Rio Branco, foi muito útil para a gente elaborar esse plano”, afirmou Belém.
“A adaptação deve ser uma das principais diretrizes das políticas públicas diante dos novos cenários climáticos”, explicou Falcão.(Foto: Val Fernandes/Secom)
A Defesa Civil Municipal também participa do processo de construção das estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.
Para o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a adaptação deve ser uma das principais diretrizes das políticas públicas diante dos novos cenários climáticos.
“Nós não podemos fazer uma modificação radical no clima e é por isso que todos nós precisamos nos adaptar a esses novos tempos, trazendo melhorias, trazendo políticas públicas, trabalhando com a Prefeitura de Rio Branco, trabalhando com todos os órgãos interligados.”
O coordenador ressaltou ainda a importância da integração entre os diferentes níveis de governo para reduzir os impactos provocados por eventos climáticos.
“É necessário a adaptação, por isso o encontro é essencial para todos nós.”
A construção participativa do Plano Local de Ação Climática representa, portanto, mais um passo no planejamento de Rio Branco para os próximos anos, buscando integrar políticas públicas, conhecimento técnico e participação social na definição de medidas capazes de aumentar a capacidade do município de prevenir, enfrentar e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.
As propostas discutidas nesta etapa ainda passarão por novas fases de avaliação e participação da sociedade antes da consolidação do documento final.
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