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CDR adia votação de anistia a dívida de produtores de cacau

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A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) adiou nesta terça-feira (26) a votação do projeto que estabelece o programa Renova Cacau, que concede anistia total às dívidas contraídas pelos cacauicultores da Bahia em um programa anterior de incentivo ao setor. Foi concedida vista coletiva ao PL 479/2024, que deverá ser votado na próxima sessão deliberativa do colegiado.

A pedido do senador Rogério Carvalho (PT-SE), a presidente da CDR, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), concedeu vista coletiva ao projeto. Carvalho afirmou que já foi feito um extenso programa de renegociação de dívidas cujo “resíduo” precisa ser equacionado.

— Toda vez que a gente perdoa dívidas, a gente compromete o crédito para novas operações. O crédito é algo que deve se tornar um ciclo para poder garantir a sustentabilidade dessa atividade.

Adiamentos

Também previstas para esta terça-feira, foram adiadas as votações do requerimento de audiência pública sobre o potencial econômico da Plataforma Continental do Brasil (REQ 16/2025 — CDR); do projeto que flexibiliza as medidas da faixa não edificável ao longo das ferrovias (PL 4042/2020); da inclusão do evento Pingo da Mei Dia no calendário turístico oficial do país (PL 3035/2023); e da extensão da área de atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para a bacia do Rio Poti (PL 2117/2023).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Proposta autoriza fundos regionais a oferecer garantias para projetos de infraestrutura

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O Projeto de Lei 2427/26, do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), autoriza os fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) a oferecerem garantias a operações de crédito voltadas à execução de projetos estruturantes de infraestrutura econômica. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, esses fundos atuam principalmente por meio da concessão direta de financiamentos. O projeto amplia esse papel, permitindo que também cubram riscos de operações de crédito concedidas a empresas, por meio de instrumentos garantidores – incluída a participação em fundos garantidores.

Para Fernandes, o Nordeste possui condições únicas para se tornar uma plataforma logística global e um centro de energia renovável. Porém, para aproveitar essas oportunidades precisa de instrumentos financeiros modernos capazes de atrair capital nacional e estrangeiro. Dotar os fundos existentes de instrumentos garantidores é, segundo ele, “a forma mais moderna e menos custosa para garantir os investimentos privados em infraestrutura”, com efeitos positivos sobre o emprego e a renda da região.

Como funcionará
Pelo texto, os fundos constitucionais passam a poder oferecer cobertura de riscos em operações de crédito destinadas a empreendimentos de infraestrutura econômica. O FDNE receberá autorização semelhante, podendo atuar como garantidor para assegurar recursos voltados à realização de investimentos em sua área de atuação.

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A proposta altera a lei que regula os fundos constitucionais (Lei 7.827/89) e a medida provisória que instituiu o FDNE (MP 2156/01).

Próximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como teve a urgência aprovada em junho, a proposta poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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