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Combate ao câncer, vacinas e segurança alimentar estão na pauta da CAS na quarta

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) se reúne na quarta-feira (10), a partir das 9h, para votar uma pauta com vários projetos relacionados à saúde. Medicamentos contra o câncer, incentivo fiscal à vacinação e prevenção da insegurança alimentar em crianças são alguns dos focos das propostas em análise. 

Alguns projetos tramitam em decisão terminativa, ou seja, poderão seguir diretamente à Câmara dos Deputados caso aprovados. Outros ainda dependem do Plenário. 

Vacina contra o câncer

De autoria da senadora Dra. Eudócia (PL-AL), o PL 126/2025 cria o Marco Regulatório da Vacina e dos Medicamentos de Alto Custo Contra o Câncer. 

A proposta estabelece diretrizes para pesquisa, produção, distribuição e acesso a vacinas e medicamentos oncológicos, com prioridade de oferta gratuita pelo SUS. 

Com relatoria de Flávio Arns (PSB-PR), a matéria tramita em decisão terminativa. 

Testes genéticos para prevenção de câncer em mulheres 

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) é o autor do PL 5.181/2023, que assegura a realização, pelo SUS, de testes genéticos em mulheres de alto risco para câncer de mama, ovário e colorretal. 

O objetivo é identificar mutações hereditárias que aumentem a probabilidade dessas doenças e assim permitir o diagnóstico precoce e tratamento adequado. O projeto será analisado em caráter terminativo, sob relatoria de Dra. Eudócia. 

Dedução de vacinas no Imposto de Renda 

O PL 2.992/2022, de autoria do ex-senador Lasier Martins, altera a legislação do Imposto de Renda para permitir a dedução de despesas com vacinas da base de cálculo do imposto. 

O objetivo é estimular a prevenção e aliviar os gastos das famílias com imunização fora da rede pública. O projeto está sob a relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e será analisado de forma terminativa pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

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Estado nutricional de crianças 

O PL 1.018/2024, do senador Alan Rick (União-AC), cria o Programa Nacional de Prevenção à Insegurança Alimentar na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. 

O texto prevê avaliações semestrais do estado nutricional de alunos da rede pública e suplementação alimentar gratuita para casos de subnutrição. 

A relatora, Ana Paula Lobato, recomenda a aprovação. O projeto será analisado pela CAS e, em seguida, pela Comissão de Educação e Cultura (CE), em decisão terminativa. 

Programa Nacional de Cuidados Paliativos 

De iniciativa da Câmara dos Deputados, o PL 2.460/2022, apresentado pela deputada federal Luisa Canziani (PSD-PR), institui o Programa Nacional de Cuidados Paliativos, voltado a pacientes em estado grave ou terminal. 

A proposta busca estruturar uma rede integrada de atenção em saúde para garantir dignidade e qualidade de vida nesses casos. O texto tramita sob a relatoria do senador Otto Alencar (PSD-BA).  

Venda de remédio em supermercados 

O PL 2.158/2023, do senador Efraim Filho (União-PB), altera a Lei 5.991, de 1973, para permitir que supermercados com farmacêutico habilitado possam vender medicamentos que não precisem de prescrição médica. 

O relator, senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou substitutivo que exige a instalação de farmácia em área específica dentro do estabelecimento, com presença obrigatória de farmacêutico em tempo integral. A decisão da CAS é terminativa. 

Regulamentação da profissão de condutor de ambulância 

De autoria do deputado Vermelho (PL-PR), o PL 2.336/2023 regulamenta a atividade de condutor de ambulância, reconhecendo-a como parte da área da saúde. 

O texto exige capacitação específica e habilitação nas categorias D ou E, além de curso de reciclagem a cada cinco anos. Após a análise da CAS, a decisão final será do Plenário. 

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Identificação de deficiências ocultas 

O PL 2.621/2023, de autoria do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), torna obrigatória a distribuição gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do cordão de girassol, usado como símbolo de identificação de pessoas com deficiências ocultas. A medida altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência. 

Atenção à saúde de mulheres alcoolistas

O PL 2.880/2023, também do deputado Capitão Alberto Neto, inclui na Lei Antidrogas (Lei 11.343, de 2006) a criação de programa específico de assistência multiprofissional às mulheres alcoolistas. A proposta prevê ações de prevenção e tratamento no âmbito do SUS.  

Audiências públicas 

A comissão também vai avaliar pedidos de promoção de audiências públicas.

O REQ 74/2025 – CAS, do senador Paulo Paim (PT-RS), propõe audiência para debater os riscos da exposição de trabalhadores ao benzeno. 

O senador adverte que a substância é reconhecida como cancerígena pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer e que trabalhadores de setores industriais estão especialmente vulneráveis. 

Estão previstos convites a representantes de ministérios, sindicatos e entidades de fiscalização. 

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), por sua vez, apresentou o REQ 75/2025 – CAS, que solicita audiência pública no âmbito da campanha Setembro Roxo, destinada à conscientização sobre a Trombocitopenia Imune (PTI, antes chamada de púrpura trombocitopênica idiopática). O requerimento propõe que a reunião seja feita em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos (CDH) no dia 24 de setembro.

Damares destacou que a doença autoimune é rara, pode provocar sangramentos e comprometer a qualidade de vida dos pacientes. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Fim da 6×1: Senado pode concluir 1º turno da votação em mais duas sessões

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A votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1 pode ser concluída na quarta-feira (15). A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário do Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria. 

A PEC, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas. Restam agora mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, o que pode acontecer já na quarta-feira, quando se dará a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno. No dia anterior, terça-feira (13), deve ocorrer a quarta sessão de discussão.

Depois do primeiro turno, de acordo com o regimento do Senado, a proposta ainda terá que ser debatida em outras três sessões de discussão, para ser votada em segundo turno. Seguindo o rito tradicional, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.

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A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.

Calendário especial

Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.

De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.

— Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.

Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário. 

A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).

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Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6×1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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