POLÍTICA
Antônia Sales denuncia precariedade em escolas do Juruá e cobra ação emergencial do governo
POLÍTICA
Na sessão desta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Antônia Sales (MDB) usou a tribuna para denunciar as condições precárias de diversas escolas no interior do estado, especialmente na região do Vale do Juruá.
A parlamentar citou a situação crítica da escola Bras de Aguiar, em Cruzeiro do Sul, instituição centenária que, segundo ela, encontra-se em estado de deterioração a ponto de oferecer risco de vida aos alunos.
“O Ministério Público precisou suspender as aulas porque os estudantes correm risco de morte, dado o estado da estrutura. Pintar paredes não resolve. A pintura não segura concreto rachado nem madeira frouxa. É preciso uma reforma urgente”, alertou.
Antônia Sales relatou ainda as dificuldades encontradas em Mâncio Lima, onde escolas sofrem com falta de manutenção e merenda escolar de baixa qualidade.
“A diretora me relatou que a proteína que chegava era praticamente só pele e osso de boi. Quando o frango acabava, restavam apenas conserva e salsicha. Dois alunos chegaram a desenvolver anemia por conta da má alimentação”, denunciou.
A emedebista também criticou a falta de professores em matérias essenciais, como matemática, e afirmou que, em algumas escolas, os alunos ficaram até seis meses sem aulas da disciplina.
Outro ponto citado foi a precariedade em escolas de comunidades isoladas, como no Rio Liberdade, onde, segundo ela, os estudantes bebem água de caixas expostas à lama e moscas.
“O secretário talvez não tenha tempo para visitar todas as escolas, mas que mande seus assessores para fiscalizar, para ver a realidade. Educação precisa ser prioridade e, nos casos emergenciais, a resposta tem que ser imediata”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral
Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito
Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.
Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.
“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.
Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.
O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.
Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.
“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.
O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.
No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.
O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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