Saúde
AC registrou mais de 60 casos suspeitos de meningite e 13 confirmados este ano, aponta Saúde
Entre os óbitos causados pela doença, um foi por meningite fúngica e três por meningite viral. Saúde alerta para baixa cobertura vacinal.
SAÚDE
O Acre registra 67 casos suspeitos de meningites este ano, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (1) pela Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo, 13 casos foram confirmados no estado entre janeiro e esta quinta.
Do total de casos confirmados, um se trata de meningite fúngica, quatro por meningite bacteriana, dois de meningite meningocócica, um por hemófilos, três de meningite viral e dois casos de meningite não especificada.
Desde janeiro, quatro pessoas morreram por conta da doença, sendo um óbito por meningite fúngica e 3 por meningite viral. Os dados apontam que a taxa de letalidade, em 2022, para todas as meningites é de 30,7%.
Um dos casos de meningite bacteriana confirmados é do pequeno Davi Lucca Guimarães Torres, de 9 anos, que está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança, que funciona atualmente no Into-AC.
A criança deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) no último sábado (26), fez o exame, que confirmou o diagnóstico de meningite bacteriana. Agora, a Secretaria de Saúde aguarda o resultado de mais um exame para tentar identificar a bactéria causadora do quadro clínico de meningite.
Em 2021, foram notificados 53 casos suspeitos de meningites, sendo 18 casos confirmados e dois óbitos.

Dos 13 casos confirmados em 2022, 9 são residentes do município de Rio Branco, 2 de Cruzeiro do Sul, 1 de Manoel Urbano e 1 de Porto Walter. De acordo com a faixa etária, foram 7 casos suspeitos notificados em crianças menores de 1 ano, 9 casos (1 a 4 anos), 4 casos (5 a 9 anos), 4 casos (10 a 14 anos), 7 casos (15 a 19 anos), 9 casos (20 a 34 anos), 17 casos (35 a 49 anos), 9 casos (50 a 64 anos) e 1 caso (80 anos e mais).
Baixa cobertura vacinal
A Saúde estadual alerta que o motivo do avanço nos casos e óbitos da doença é a queda do índice de vacinação, principal meio de prevenção e que chega a combater 90% das formas mais graves da doença.
No Acre, as taxas de cobertura vacinal contra a enfermidade, principalmente nas modalidades meningocócicas, estão abaixo das recomendadas pelo Ministério da Saúde (MS).
As vacinas contra a meningite bacteriana são consideradas as medidas mais eficazes e seguras para evitar quadros mais graves da doença, que produzem sequelas como amputações, surdez, cicatrizes ou morte.
A vacina disponível na rede pública protege contra o tipo C da doença e é ofertada ao público prioritário: crianças menores de cinco anos de idade, adolescentes de 11 e 12 anos e pessoas com comorbidade. A cobertura para a vacina meningocócica C (conjugada) no ano de 2021 foi de 69,81% em crianças. Já de janeiro a setembro de 2022, a cobertura está em 67,83%, sendo que o preconizado pelo MS é 95%.
Meningite
A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos).
A meningocócica é uma meningite bacteriana e, junto com a pneumocócica, é considerada uma das formas mais graves e preocupantes da doença.
A meningite tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos seis meses depois da doença.
A doença é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável.
Sintomas e diagnóstico
Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas ao baixar a cabeça – só um médico pode avaliar o quadro corretamente.
O diagnóstico “padrão ouro” ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso. A cor do líquor já indica se a meningite é por bactéria ou vírus.
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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