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Após comprar o Twitter, Elon Musk não descarta falência da empresa

Bilionário é atualmente o único dono da plataforma, após comprá-la por valores exorbitantes.

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O CEO da Tesla, Elon Musk, considerado o homem mais rico do mundo, comprou o Twitter recentemente - Patrick Pleul/AFP

O bilionário Elon Musk, atual único proprietário do Twitter, disse nesta quinta-feira, 10, aos funcionários da plataforma que a falência da empresa não pode ser descartada, segundo a agência “Bloomberg” e outros meios de comunicação econômicos. “A decretação da falência não pode ser descartada”, disse em reunião presencial com os funcionários da sede em São Francisco, lembrando que o trabalho remoto acabou e que devem retornar aos escritórios, sob pena de demissão. Nesse ambiente de incerteza, vários diretores da empresa continuam deixando seus cargos, incluindo Yoel Roth – que na última semana figurava como uma estrela em ascensão no Twitter e que o próprio Musk citava com frequência em seus tweets – e Robin Wheeler, segundo a mesma agência, citando fontes que pediram anonimato. Roth e Wheeler acompanharam Musk em seus primeiros passos no Twitter como único proprietário e o ajudaram, por meio de tweets que Musk mais tarde retweetou, a delinear uma nova política de moderação de conteúdo que visava tranquilizar os usuários, mas acima de tudo aos anunciantes, a principal fonte de renda da rede.

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Esses dois nomes se somam às saídas de outros executivos conhecidos horas antes: Lea Kissner, Damien Kieran e Marianne Fogarty, que passaram por chefias das unidades de segurança para usuários e que supostamente deixaram a empresa nas últimas horas (só Kissner confirmou em sua própria conta online). O jornal “New York Post” não hesita em descrever o ocorrido como “abandono de um navio afundando”. Musk, que na última sexta-feira disse que a empresa estava perdendo US$ 4 milhões por dia e hoje admitiu que vendeu 19,5 milhões de ações (por quase US$ 4 bilhões) de sua empresa de carros elétricos Tesla para “salvar” o Twitter, não parece mais ter tanta certeza do que pode fazer.

Se ontem ele enviou uma mensagem a todos os funcionários reconhecendo que “as perspectivas econômicas são alarmantes”, hoje ele disse que a empresa precisava urgentemente convencer os usuários a pagar os US$ 8 exigidos para contas verificadas, uma ideia muito polêmica e que gera controvérsia na própria rede.Os anunciantes, por sua vez, não foram claros sobre os planos de Musk e houve vários – incluindo General Motors e Volkswagen – que por prudência retiraram suas publicidades da rede até terem uma ideia do futuro da plataforma. A Comissão Federal de Comércio se pronunciou hoje, por meio de um porta-voz, dizendo que está acompanhando de perto “com profunda preocupação” os últimos desenvolvimentos no Twitter, lembrando a Musk que “nenhum CEO está acima da lei” e que eles têm ferramentas suficientes “para garantir o cumprimento” das normas.

*Com informações da EFE
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Depois do Twitter e Meta, Amazon também planeja demissão em massa Ações da empresa caíram 40% em 2022 e deve atingir áreas do corporativo

Ações da empresa caíram 40% em 2022 e deve atingir áreas do corporativo e tecnologia.

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Amazon entra na lista de empresas com demissões em massa nas últimas semanas - EFE/ Friedemann Vogel

A onda de demissões em massa em empresas de tecnologia parece se espalhar. Nesta segunda-feira, 14, o New York Times divulgou que a Amazon está planejando demitir cerca de 10 mil funcionários da área de corporativo e tecnologia. Há semanas, o Twitter também demitiu muitos funcionários após a compra da empresa por Elon Musk e Mark Zuckerberg, criador do Facebook, anunciou demissão em massa na Meta. De acordo com a publicação, as demissões na Amazon acontecerão em dispositivos, divisões de varejo e recursos humanos. No início do mês, a empresa disse que estava congelando contratações “nos próximos meses” depois de um boom de contratações na pandemia. As ações da Amazon caíram mais de 40% em 2022 até o momento. No entanto, a Federação Nacional de Varejo prevê um aumento das vendas de 6% a 8% em relação ao ano passado para as compras de fim de ano.

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