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Famasul e Bayer firmam parceria para oferecer treinamentos de boas práticas de pulverização

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A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e a Bayer Brasil firmaram, nesta quinta-feira (2), em Campo Grande, uma parceria para oferecer treinamentos de boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas. As capacitações, voltadas ao uso correto e seguro de produtos agrícolas serão desenvolvidas em todo o estado por meio do Senar/MS. 

 A assinatura do TCT (Termo de Cooperação Técnica) e a entrega de uma sala de treinamentos totalmente equipada com simuladores foram feitas pelo presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, pelo presidente da Bayer Crop Science América latina, Mauricio Rodrigues, e pela presidente Bayer Brasil, Malu Nachreiner. 

A iniciativa faz parte do programa “I2X Acerte – Boas Práticas de Aplicação”. “O programa só vem reforçar e coroar a parceria de tantos anos, confirmando o quão importante é o relacionamento e o vínculo entre as instituições. Do ponto de vista técnico, a parceria vai ampliar o entendimento e a profundidade da tecnologia, aumento do nível de conhecimento, melhor uso e máximo de produtividade”, ressaltou o presidente da Bayer América Latina, Mauricio Rodrigues. 

“É uma grande satisfação, junto com o Sistema Famasul, levar informação aos produtores rurais, trabalhadores do campo, para que possam ser mais eficientes e fazer o melhor uso possível das tecnologias disponíveis para o setor. Fazer parte da história, estar em conjunto com parceiros de longa data, é um estímulo para que a iniciativa aconteça em outros estados”, disse Malu Nachreiner, presidente da Bayer Brasil.  

“No ranking nacional, Mato Grosso do Sul é 5º maior produtor e 6º maior exportador de soja, e 4º na produção e 3º na exportação de milho. Somos referência em produção, com uma agricultura moderna e sustentável, e o conhecimento contribui para essa conquista. Levar informação para nossos produtores rurais, a exemplo desse curso sobre boas práticas no campo, é essencial para o avanço da agropecuária brasileira”, afirmou Marcelo Bertoni.

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Na agenda, especialistas em manejo inteligente da Bayer realizam uma apresentação da sala de treinamentos em operação, equipada com simuladores que reproduzem as condições de pulverização no campo. O objetivo é que a estrutura seja itinerante, levando informação ao produtor em seu município.

O presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, destacou a importância do curso para a produção de grãos no estado. “A aplicabilidade assertiva é o que move a construção desta parceria. O treinamento com o laboratório móvel mostra o que pode ser ajustado no quesito pulverização, propondo uma otimização neste manejo e consequentemente trará resultados reais para agricultura sul-mato-grossense e no Brasil”.
 
Pela Bayer também participaram da reunião Márcio Santos (vice-presidente comercial), Fernando Prudente (diretor do Negócio Soja e Algodão), Alexandre de Paula (diretor de Negócios Centro), Diego Bortolini (gerente Regional Soja), Fabiano Adorno (time Soja Mato Grosso do Sul), Francila Calica (Industry Affairs Bayer Brasil), Natália Carvalho (líder de lançamento Intacta 2 Xtend).

Acompanharam a agenda Mauricio Saito, vice-presidente do Sistema Famasul, diretor-tesoureiro, Frederico Stella, e Lucas Galvan, superintendente do Senar/MS. 

 Conhecimento no campo – Durante as aulas práticas e teóricas, os participantes poderão conhecer mais sobre o uso de boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas. Para isso, os instrutores e técnicos do Senar/MS foram os primeiros a receber o treinamento de atualização, para multiplicar o conhecimento.

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O objetivo é que o programa seja estendido aos municípios de atuação do Sistema Famasul.

“Nosso objetivo é levar esses conhecimentos e toda a estrutura da sala com os equipamentos, a produtores rurais do entorno da Capital e do interior. A meta é que os treinamentos sejam ‘itinerantes”, com as capacitações chegando até esses produtores em exposições, feiras, eventos de campo e outras demandas específicas que surgirem”, explica Lucas Galvan, superintendente do Senar/MS.

Os instrutores e técnicos também poderão contar com ferramentas adicionais de estímulo à aprendizagem na prática para os alunos, como uma trilha com vídeos para ensino à distância, aplicativo gratuito com metodologia que auxilia na calibragem de pulverizadores e ferramenta que permite treinamentos via WhatsApp.

Entre os temas abordados nos cursos estão a tecnologia de aplicação para redução de deriva, 10 passos para o manejo inteligente de herbicidas, inspeção prática e periódica de pulverizadores, uso correto e seguro de herbicidas.

“Para nós é muito importante oferecer todas as condições para que as equipes de campo estejam altamente qualificadas para a adoção de novas tecnologias e soluções. Assim, é fundamental podermos contar com o respaldo e com a expertise de parceiros como o Senar, instituição que é uma referência no Brasil para capacitação e transferência de conhecimento aos profissionais do campo. Estamos trabalhando em parceria com a cadeia e com o agricultor, levando a informação com transparência para que o produtor possa ter mais eficiência, rentabilidade e sustentabilidade no cultivo”, afirma Natália Carvalho, líder de lançamento da plataforma Intacta 2 X Tend.

Fonte: CNA Brasil

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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