Polícia
Rio Branco alcança o menor índice de roubos dos últimos 10 anos
Com o registro de 229 ocorrências, o mês de fevereiro de 2022 alcançou o menor índice de crime de roubo, dos últimos 118 meses (9 anos e 10 meses), na cidade de Rio Branco.
ACRE
Esta é a conclusão do estudo estatístico realizado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Observatório de Análises Criminais do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), a partir de dados do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).
De acordo com o NAT, que disponibilizou a análise estatística nesta sexta-feira, 4, comparando-se o primeiro bimestre de 2022 com o mesmo período do ano passado, a redução alcançada na capital acreana, no que se refere ao crime de roubo, chegou à expressiva marca de – 33,5%.
Assassinatos
O estudo aponta ainda, referindo-se ao comparativo dos primeiros bimestres dos anos 2021 e 2022, uma redução, também expressiva, de 37,1% no índice de Mortes Violentas Intencionais (MVI) no Acre.
Para o coordenador do Observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do MPAC, Aldo Combo, essas constantes quedas dos índices de criminalidade no Acre têm como principais fatores “as mudanças impostas pelo período pandêmico e, concomitantemente, pelo novo formato de gestão de segurança pública e justiça criminal”.
O coordenador acrescentou que “os aportes tecnológicos destinados ao sistema de segurança pública, aliados à otimização dos recursos humanos e logísticos, revelaram-se como estratégia sufocante para as práticas criminosas, fato este refletido no recuo das práticas criminosas e, consequentemente, nos indicadores prioritários de violência”.
Entenda MVI
Mortes Violentas Intencionais (MVI) – categoria que agrega os seguintes tipos de crimes: homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal seguida de morte; e mortes decorrentes de intervenção policial.
ACRE
Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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