Saúde
Governo define fluxo de atendimento e organiza leitos para receber casos de monkeypox no Huerb
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), está organizando os seus pontos de atenção a partir de novos fluxos (clínicos, laboratoriais, farmacêuticos e estruturais) para receber os casos suspeitos da varíola causada pelo vírus monkeypox.
ACRE
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), está organizando os seus pontos de atenção a partir de novos fluxos (clínicos, laboratoriais, farmacêuticos e estruturais) para receber os casos suspeitos da varíola causada pelo vírus monkeypox.
As ações prioritárias estão definidas no plano de contingência elaborado pela Sesacre. Como ação prioritária foi montado o fluxo para atendimento e organizados 3 leitos clínicos de retaguarda.
De acordo com o chefe da Rede de Urgência e Emergência (RUE), Edvan Meneses, no fluxo está descrito todo o percurso do paciente. A porta de entrada para os casos suspeitos serão as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que tratarão os casos de média complexidade, e o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), Pronto-Socorro, onde serão tratados os casos graves. “Desde a porta de entrada, classificação, que é prioritária, depois todos exames, e internação, caso necessário, e os leitos, que já estão prontos, tudo está preparado para atender os pacientes”, enfatizou Meneses.
Os leitos de Retaguarda estão prontos para atender pacientes da capital e interior do estado e toda equipe multidisciplinar está sendo treinada para realizar as ações dentro dos parâmetros de biossegurança.
Desde o anúncio de casos no Brasil e ocorrência de casos suspeitos no Acre, o governo do Estado ampliou a vigilância. A ações incluem reuniões com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde Pública do Estado (Cievs) emissão de Nota Técnica para orientar profissionais da Saúde, além de monitoramento dos casos no Brasil e no Mundo.
Descrição da doença e sintomas
A monkeypox é uma doença zoonótica, causada pelo vírus monkeypox do gênero orthopoxvirus, que também inclui o vírus da varíola, em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado.
O período de incubação é de 2 a 17 dias, podendo se estender até 21 dias, quando segue o período de sintomas gripais, que incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão, e geralmente desaparecem espontaneamente.
Com e elevação da temperatura, segue uma linfadenopatia (aumento do tamanho dos gânglios, mais conhecidos como “ínguas”). Essa é a característica marcante da infecção por Monkeypox, que distingue do curso clínico da varíola humana.
Em seguida, vem o período de ‘rash cutâneo’ com lesões de diferentes estágios. A erupção da pele passa por diferentes estágios. Após 2 a 3 semanas, as bolhas secam e as crostas caem. A partir desse momento, não há mais risco de transmissão.
Na maioria das vezes, os casos da doença não agravam. Após o primeiro atendimento na unidade hospitalar, realização dos exames, o paciente é liberado para ficar em isolamento em casa.
Transmissão
O vírus monkeypox é considerado como tendo transmissibilidade moderada entre humanos. A extensão da transmissão comunitária é atualmente desconhecida. No entanto, testes direcionados de indivíduos com tais manifestações clínicas estão começando nos países afetados.
A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.
Nos casos recentes de maio de 2022, a via provável que está sendo investigada é a sexual. Porém, ainda é preciso mais estudos para comprovação, pois não é uma via usual de transmissão de poxvírus.
ACRE
Acre recebe 3,6 mil doses da nova vacina pneumocócica 20-valente e inicia distribuição aos municípios
O Acre recebeu 3,6 mil doses da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), novo imunizante incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para ampliar a proteção de crianças contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. As doses já estão sendo distribuídas pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) aos municípios e a previsão é que a vacina esteja disponível nas unidades de saúde a partir da próxima semana para o público-alvo.
A nova vacina representa um importante avanço na prevenção de doenças como pneumonia, meningite, sepse e otite. Com cobertura ampliada para 20 sorotipos do pneumococo, o imunizante fortalece a proteção de crianças menores de cinco anos, grupo mais suscetível às formas graves da doença.

Para o secretário de Estado de Saúde, José Bestene, a chegada da VPC20 reforça o compromisso do governo com o fortalecimento das ações preventivas e a ampliação do acesso às tecnologias mais modernas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
“A vacinação é uma das ferramentas mais importantes da saúde pública e tem papel fundamental na redução de doenças, internações e mortes evitáveis. A chegada dessa nova vacina demonstra o compromisso do governo do Estado em garantir à população acreana acesso aos avanços mais recentes da imunização, fortalecendo a proteção das nossas crianças desde os primeiros meses de vida”, destaca o secretário.
José Bestene, secretário de estado de saúde do Acre. Foto: Ayra GabrielaA incorporação da VPC20 ocorre após estudos que apontaram a necessidade de ampliar a cobertura contra sorotipos que seguem circulando no país e estão associados a casos graves da doença. Entre eles estão os sorotipos 19A e 3, frequentemente identificados em casos de doenças pneumocócicas invasivas e que não eram contemplados pela vacina pneumocócica 10-valente utilizada anteriormente.
A coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Renata Quiles, explica que o novo imunizante chega para ampliar a proteção já oferecida pelo calendário vacinal infantil.
“Recebemos as primeiras 3,6 mil doses e já iniciamos a distribuição para os municípios. A expectativa é que as salas de vacina estejam abastecidas nos próximos dias para iniciar a oferta ao público-alvo. Essa atualização do calendário vacinal amplia a proteção contra sorotipos que têm importante relevância epidemiológica e fortalece ainda mais a prevenção de doenças graves na infância”, afirma.
Renata Quiles, coordenadora do PNI no Acre. Foto: Luan Martins/SesacreQuem deve receber a vacina
A VPC20 passa a integrar o calendário de rotina para crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. O esquema vacinal prevê a aplicação de doses aos 2 e 4 meses de idade, além de uma dose de reforço aos 12 meses, conforme as orientações do Ministério da Saúde. Crianças com vacinação atrasada também poderão atualizar o esquema de acordo com sua faixa etária e histórico vacinal.
Renata Quiles reforça a importância de pais e responsáveis procurarem as unidades de saúde para manter a caderneta vacinal atualizada.
“A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir doenças. Por isso, orientamos as famílias a acompanharem a disponibilidade da vacina em seus municípios e aproveitarem a oportunidade para manter a proteção das crianças em dia. Quanto maior a cobertura vacinal, maior também a proteção coletiva da nossa população”, ressalta.
A meta do Programa Nacional de Imunizações é alcançar cobertura vacinal mínima de 95% entre o público-alvo, contribuindo para a redução de internações e óbitos por doenças pneumocócicas em todo o país.
Fonte: Governo AC
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