MPAC
Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar faz visita institucional ao CAV e Natera do MPAC
O objetivo é apresentar aos policiais qual é o papel do CAV do MPAC, em relação ao combate à violência doméstica.
MP AC
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) recebeu nesta segunda-feira (26), a visita institucional, dos policias que atuam no projeto “Patrulha Maria da Penha”, da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC), que vieram conhecer o Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e o Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), a fim de estreitar as parcerias já existentes com o MPAC.
A equipe foi recebida pelos coordenadores administrativos do CAV e Natera, Otília Amorim e Fábio Fabrício, respectivamente. A subcoordenadora da Patrulha Maria da Penha, tenente Priscila Siqueira falou sobre o objetivo e a importância da visita.
“O objetivo é apresentar aos policiais qual é o papel do CAV do MPAC, em relação ao combate à violência doméstica. Essa semana vamos a diversos órgãos integrados e organismos da rede de enfretamento à violência doméstica, para conhecer e saber no que podemos colaborar para esse enfrentamento”, explicou a tenente.

Foto: Agência de Notícias do MPAC
Na ocasião, foram apresentadas as equipes de trabalho do CAV e Natera, bem como suas estruturas e fluxo de atendimento construído para acolher, acompanhar e prestar toda assistência às vítimas de violência doméstica, homofobia, crimes contra a dignidade sexual, combate à violência de gênero e pessoas em situação de rua e drogadição.
A Patrulha foi criada para dar efetividade ao cumprimento das medidas protetivas. Estamos nos lançando em um novo desafio que é a patrulha de prevenção. Queremos chegar às mulheres que ainda não tem medida protetiva. Também atuamos em conscientização levando informação acerca de ciclo de violência, o que é medida protetiva e onde procurar.
MP AC
Cruzeiro do Sul: MPAC apura possíveis falhas estruturais e casos reiterados de violência obstétrica na Maternidade do Juruá
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul, instaurou inquérito civil para apurar possíveis falhas estruturais, administrativas, assistenciais e funcionais na prestação dos serviços obstétricos e neonatais da Maternidade do Juruá.
De acordo com a promotora de Justiça substituta Taís Milhomem, o objetivo é verificar a existência de práticas reiteradas que possam caracterizar violência obstétrica, negligência ou descumprimento de protocolos técnicos, visando a adoção das medidas legais cabíveis para assegurar a qualidade da assistência prestada às gestantes e aos recém-nascidos.
O inquérito tem como um dos fundamentos uma notícia de fato instaurada apurar denúncia de suposta violência obstétrica durante um parto realizado na unidade em julho deste ano. No procedimento, o MPAC requisitou prontuários médicos, escalas de plantão e informações funcionais dos profissionais envolvidos, além de comunicar o Conselho Regional de Medicina e o Conselho Regional de Enfermagem para adoção das providências.
O MPAC também constatou a existência de outros procedimentos extrajudiciais em tramitação e determinou o aproveitamento das informações já produzidas que tratam de fatos semelhantes e o levantamento de outras investigações relacionadas à Maternidade do Juruá, a fim de possibilitar uma análise conjunta sobre eventual repetição de irregularidades e falhas na prestação do serviço.
As supostas condutas e negligências violam a Lei nº 11.108/2005, a Política Nacional de Humanização, as diretrizes da Rede Cegonha e as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, as quais estabelecem parâmetros para a assistência humanizada ao parto, vedando a adoção de práticas obstétricas desnecessárias, degradantes ou potencialmente lesivas à saúde materna e neonatal.
A investigação poderá resultar na adoção de medidas como a expedição de recomendações, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou o ajuizamento de ação civil pública, além de outras providências necessárias para garantir um atendimento obstétrico e neonatal adequado e proteger os direitos das gestantes, dos recém-nascidos e da população.
Samia Roberta – Secretaria de Comunicação/MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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