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G7 promete apoio indeterminado à Ucrânia e afirma que vai responsabilizar Putin por ataques indiscriminados

Líderes convocaram reunião de emergência para falar sobre os últimos ataques que destruíram as infraestruturas civis, situação que agrava o risco de falta de energia às vésperas do inverno.

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G7 convocou uma reunião de emergência devido aos últimos bombardeios russos na Ucrânia - Reuters/Michele Sani

Os líderes do G7 se reuniram virtualmente nesta terça-feira, 11, em uma reunião de emergência originada pelos últimos bombardeios russos na Ucrânia. Eles discutiram o que mais poderiam fazer para apoiar a Ucrânia e ouviram o presidente Volodymyr Zelensky pedir sistemas de defesa aérea, que ele chamou de sua “prioridade número 1”. Os representantes, condenaram os ataques e informaram que vão continuar ajudando a Ucrânia pelo tempo que for necessário. “Continuaremos a fornecer apoio financeiro, humanitário, militar, diplomático e legal e permaneceremos firmes com a Ucrânia pelo tempo que for necessário”, informou o comunicado conjunto. “Garantimos ao presidente Zelensky que estamos inabaláveis e firmes em nosso compromisso de fornecer o apoio que a Ucrânia precisa para defender sua soberania e integridade territorial”. Os líderes também condenaram os bombardeios e falaram que vão responsabilizar Putin por ataques indiscriminados. “Condenamos esses ataques nos termos mais fortes possíveis e lembramos que ataques indiscriminados contra civis inocentes são um crime de guerra”, disse o G7 em comunicado. “Faremos com que o presidente Putin e os responsáveis prestem contas”. O presidente ucraniano pediu aos seus colegas do G7 que ajudem a criar um escudo aéreo para impedir os ataques russos ao seu país, que se multiplicaram desde segunda-feira. “Peço a vocês que fortaleçam o esforço geral para ajudar financeiramente na criação de um escudo aéreo para a Ucrânia.

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Milhões de pessoas agradecerão ao G7 por tal ajuda”, disse Zelensky em uma reunião virtual de emergência dos líderes do grupo dos sete países mais industrializados do mundo. O líder ucraniano disse que a Rússia iniciou um novo estágio de escalada, então novas sanções são necessárias, e pediu uma missão internacional de monitoramento na fronteira da Ucrânia com Belarus. O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, tem acusado repetidamente a Ucrânia de se preparar para atacar seu país, embora não tenha apresentado provas, e Kiev nega tal plano.O Ministério da Defesa de Belarus disse nesta terça-feira que estava iniciando o que chamou de inspeção militar: “Durante a inspeção, unidades e subunidades militares trabalharão em como assumir a prontidão para o combate”. Belarus pode enfrentar mais sanções ocidentais caso se envolva mais na Ucrânia, disse a ministra francesa das Relações Exteriores, Catherine Colonna, à rádio francesa, acrescentando que a Rússia violou regras da guerra com os ataques de segunda-feira. Biden já prometeu mais defesas aéreas, uma promessa que o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que prolongaria o conflito. Uma declaração conjunta do G7 após a reunião alertou Belarus contra qualquer envolvimento adicional e condenou os ataques com mísseis da Rússia, dizendo que ataques a civis constituem um crime de guerra. A Rússia nega ter atacado civis deliberadamente.

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*Com informações da Reuters e AFP

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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.

“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.

“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

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Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.

Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.

Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.

No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.

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A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”

A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.

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