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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil
A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.
A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.
Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.
“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.
“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.
Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.
Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.
No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).
Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.
A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”
A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.
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Dólar sobe e Bolsa cai após invasões em Brasília com mercado à espera de desdobramentos
O dólar apresenta alta frente ao real na manhã desta segunda-feira (9), mesmo depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a sede dos Três Poderes em Brasília.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar apresenta alta frente ao real na manhã desta segunda-feira (9), mesmo depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a sede dos Três Poderes em Brasília, com analistas apontando que o mercado ficará atento aos desdobramentos dos atos anti-democráticos no decorrer dos próximos dias.
Às 10h50 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,91%, a R$ 5,2850 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,21%, a 108.732 pontos.
Os juros apresentam alta, refletindo a cautela com os riscos políticos. Os contratos com vencimento em 2024 subiam de 13,61% ao ano no fechamento da última sexta-feira (6) para 13,70% neste início de segunda-feira. A taxa para 2025 avança de 12,90% para 13,01%. E para 2027, de 12,81% para 12,92%.
Analistas de investimentos ouvidos pela Folha de S.Paulo apontam que os atos de vandalismo dão uma nova dimensão da tensão política em curso no país e tendem a afugentar o capital estrangeiro. Para os representantes do mercado financeiro, ainda é preciso “cautela e observação”, mas é inegável que a imagem que fica para os investidores é negativa.
Lorena Laudares, analista política da Órama Investimentos, lembra que o investidor estrangeiro representa mais de 50% da movimentação diária da Bolsa, e a percepção de uma instabilidade institucional pode afastar esses investidores.
“Os rumos dos mercados nos próximos dias serão definidos pela capacidade das instituições de conseguir evitar novos atos de vandalismo, e também não permitir a adesão de categorias importantes, como os caminhoneiros”, diz Laudares.
“O investidor não está acostumado a esse tipo de evento, de natureza política e nem nós estamos, na verdade”, Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos. “Passa uma imagem muito ruim da situação do país e pode afugentar o investidor estrangeiro, que é quem investe na bolsa.”
“É negativo para os ativos brasileiros, porque significa que e existe algo de muito errado na política, que não encontrou alternativas pacíficas e deixou que o cenário chegasse a este nível”, afirma Borsoi.
Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, concorda. “Quando se pensa em Brasil, um dos argumentos para atrair capital é termos uma relativa estabilidade em relação a outros mercados emergentes”, diz. “Agora bolsa e dólar vão nos dizer o quanto eventos como o deste domingo comprometem esta imagem.”
Arbetman lembra que o preço de uma ação é calculado pelo fluxo de caixa esperado sobre a taxa de juros. “Tendemos a ver a bolsa precificando o aumento do nível de risco”, diz ele, ressaltando, no entanto, que as invasões de domingo não interferem na dinâmica operacional das companhias. “Vamos ter impactos negativos, mas não sabemos a durabilidade deles”, afirma.
Na opinião de Piter Carvalho, economista-chefe da Valor Investimentos, o momento é de observação para ver como o governo vai agir para controlar estas manifestações. “Há um temor que elas possam se espalhar por todo o país, inclusive com o bloqueio em rodovias, repetindo as cenas que nós vimos nas eleições”, afirma.
“Se o movimento ganhar força e bloquear as estradas, isso trava a economia e gera impactos negativos em diversas empresas, que dependem principalmente das rodovias”, diz.
Na sexta-feira (6), o dólar fechou em baixa e não só zerou a valorização acumulada durante a semana, como passou a apresentar queda em relação ao real na primeira semana de 2023. Já a Bolsa ficou mais perto de zerar as perdas acumuladas neste início de ano.
A melhora do mercado brasileiro aconteceu depois do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da primeira reunião ministerial do atual governo, e da divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos.
O dólar comercial à vista caiu 2,13% nesta sexta-feira (6), a R$ 5,2370 na venda. Na semana, a moeda americana recuou 0,7% em relação ao real. O Ibovespa fechou em alta de 1,23%, aos 108.963 pontos. O índice encerrou 2022 em 109.734 pontos.
Os juros também apresentaram queda. Nos contratos com vencimento em 2024, a taxa recuou de 13,70% no fechamento da véspera para 13,59%. Os vencimentos mais longos encerraram o dia com juros abaixo de 13%. Para 2025, as taxas saíram de 13,12% na véspera para 12,85%. E no vencimento de 2027, a queda foi de 13,05% para 12,79%.
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