Saúde
Centro de Controle Oncológico busca mais de 1,5 mil pacientes que não retiraram resultados de exames
O Cecon orienta as pacientes que aguardam receber resultados de exames a se dirigirem ao centro para atualizar o cadastro.
SAÚDE
O governo do Estado, por meio do Centro de Controle Oncológico do Acre (Cecon), vem enfrentando um grande desafio. Desde 2019, a unidade acumula mais de 1,5 mil exames de mamografia que aguardam retirada por parte dos pacientes.
A direção do órgão adotou uma campanha educativa, frisando a importância da volta dos pacientes na unidade para retirar o exame. De 2019 até agora foram realizados mais de 12,7 mil exames de mamografias. Desse número, 1.587 estão esperando a retirada, sendo: 780 exames de 2019; 314 de 2020; 209 de 2021 e 284 de 2022.

Exame de Mamografia. Foto: Elenilson Oliveira/Secom
“Nossa maior demanda pendente para retirada, ou seja, o comparecimento dessas pacientes, está no ano de 2019. Estamos orientando as pacientes, já no ato do exame, a buscarem seus resultados e, de certa forma, tem dado certo”, explicou a responsável pelo setor de mamografia do Cecon, Lucilene Oliveira.
O Cecon orienta as pacientes que aguardam receber resultados de exames a se dirigirem ao centro para atualizar o cadastro. Para isso, basta que compareçam ao local com o protocolo de atendimento. Caso tenha sido extraviado, devem levar um documento de identificação, de segunda a sexta-feira, das 8hàs 14h.
No Cecon são disponibilizados 40 exames diariamente, agendados por meio das unidades básicas de saúde, com solicitação do profissional de saúde, para todas as mulheres a partir dos 40 anos.
A mamografia é recomendada pelo Ministério da Saúde como exame para o rastreamento de lesões pré-cancerígenas, as precursoras do câncer de mama, que, segundo a gerente, é o câncer que mais acomete mulheres no Brasil e, se identificado precocemente, apresenta alta taxa de cura.
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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