Saúde
Saúde do Estado já realizou mais de 9 mil cirurgias eletivas em 2022 e programação continua
De acordo com dados consolidados em setembro, ainda seguem na fila cerca de sete mil pessoas, tendo em vista que os pacientes são regulados por prioridade de urgência e que, diariamente, entram novos processos no sistema.
SAÚDE
Qualidade de vida é o que o governo do Acre está proporcionando aos pacientes que aguardavam há anos para realizar cirurgias eletivas. Mais de nove mil procedimentos já foram realizados em 2022, e a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) se prepara para atingir a marca de dez mil.
Tratando-se de um feito histórico, mais da metade dos pacientes que estavam aguardando já foram atendidos. De acordo com dados consolidados em setembro, ainda seguem na fila cerca de sete mil pessoas, tendo em vista que os pacientes são regulados por prioridade de urgência e que, diariamente, entram novos processos no sistema.
Nesta quinta-feira, 24, deu-se início a mais um mutirão do projeto Opera Acre, em Tarauacá, para procedimentos na especialidade de cirurgia-geral. Serão atendidos 24 pacientes até o sábado, 24.
Mais de 250 cirurgias ginecológicas no Juruá
Mais de 250 cirurgias na especialidade de ginecologia já foram realizadas no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá desde o início da programação, em março. Os procedimentos são realizados todas as terças-feiras e sábados, atendendo a quatro pacientes em cada um dos dias.
“A meta do Estado é, pela primeira vez na história, fechar o ano com dez mil pacientes operados”, destacou a chefe da Regulação de Cirurgias da Sesacre, Shirley Nascimento.
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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