Parentes mataram mulher com 17 facadas por vingança no interior do Acre, diz polícia
Polícia Civil prendeu três parentes de Suziane da Silva Pereira, morta em novembro do ano passado com 17 facadas um dia antes do aniversário dela. Investigações apontaram que pai, irmão e primo de Ana Clara da Silva Sampaio, de 14 anos, morta também a facadas, praticaram o crime.
Mulher foi morta a facadas por vingança, segundo as investigações — Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Mâncio Lima, interior do Acre, prendeu nesta quarta-feira (4) três pessoas que seriam responsáveis pela morte de Suziane da Silva Pereira, de 26 anos, assassinada em novembro do ano passado com 17 facadas.
Ela teria tido a ajuda do namorado para matar Ana Clara a facadas. O corpo da adolescente foi achado em um terreno baldio próximo ao Centro de Mâncio Lima.
Após mais de dois anos do crime, segundo a polícia, o pai de Ana Clara, de 59 anos, teria ordenado que o filho e o sobrinho, ambos de 18 anos, matassem Suziane. O crime ocorreu um dia antes do aniversário da mulher, que faria 28 anos.
Ana Clara Sampaio foi achada morta em novembro de 2020 e teria sido assassinada pela tia, Suziane Pereira — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Na época do crime, um morador de um beco ouviu pedidos de socorro e quando chegou ao local encontrou Suziane já caída no chão com uma faca cravada nas costas. Ela deixou quatro filhos, de um, seis, 11 e 12 anos.
O delegado Obetâneo dos Santos, responsável pelas investigações, disse que os jovens de 18 anos confessaram o crime, mas o pai de Ana Clara, que seria o mandante, negou.
“Esses rapazes foram lá e ceifaram a vida da Suziane com muitas facadas. Juntaram os três, mataram, tentamos prendê-los em flagrante, mas tive que representar pela prisão e, hoje pela manhã, conseguimos cumprir”, destacou.
Ainda segundo o delegado, os suspeitos já tinham tentado matar o namorado de Suziane também pela morte da adolescente. Eles chegaram a ser presos, mas acabaram soltos e planejaram a morte de Suziane.
“O Nelson negou, [disse] que não tinha mandado, mas os outros dois confirmaram que ele comprou as facas e mandou matar. Segundo as investigações, o Nelson é a pessoa que mandou o filho e o sobrinho matarem a Suziane, que matou a filha dele. Diria que a investigação atingiu a finalidade. Já encaminhei para o Judiciário”, concluiu o delegado.
Pai, filho e sobrinho foram presos pela morte de Suziane Pereira — Foto: Arquivo/Polícia Civil
Às margens do Rio Acre, onde a história de Rio Branco se confunde com a própria formação do povo acreano, a Gameleira voltou a ser palco de memória, reconhecimento e celebração. Na tarde desta segunda-feira (15), o Calçadão da Gameleira recebeu autoridades, representantes de instituições e moradores da capital para celebrar os 64 anos de elevação do Acre à categoria de Estado.
Mesmo sob o calor intenso da tarde, a população compareceu ao local histórico para prestigiar a solenidade e reafirmar o sentimento de pertencimento a uma terra marcada pela coragem, pela resistência e pela luta de homens e mulheres que ajudaram a construir a identidade acreana.
“Tenho muito orgulho de ser acreano. Neste dia especial, homenageamos os heróis que lutaram pela transformação do Acre em Estado e reafirmamos nosso compromisso de unir forças por um Acre cada vez melhor”, afirmou Alysson Bestene. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, participou da cerimônia e destacou a importância de manter viva a memória daqueles que lutaram para que o Acre conquistasse sua autonomia política. Em seu discurso, o gestor ressaltou o orgulho de ser acreano e reforçou o compromisso da capital com o desenvolvimento do Estado.
“Nesse dia tão especial, é importante recordar aqueles que lutaram para garantir a elevação do Acre à categoria de Estado. Nossos bravos guerreiros, nossos heróis. E olhando para a história, conseguimos compreender a existência do nosso povo, homens e mulheres. Tenho muito orgulho de ser acreano. E, na condição de prefeito da capital do Acre, quero parabenizar o nosso povo e dizer que estamos sempre de mãos dadas, unindo forças para lutar por um Acre cada vez melhor”, afirmou Alysson Bestene.
Em 15 de junho de 1962, o Acre conquistou sua elevação à categoria de Estado, um marco histórico fruto da luta, mobilização e determinação do povo acreano em garantir seu lugar na Federação Brasileira. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
A data relembra a sanção da Lei nº 4.070, em 15 de junho de 1962, pelo então presidente João Goulart, que transformou o então Território Federal do Acre em unidade da Federação. A conquista representou um marco na trajetória política do povo acreano, resultado de décadas de mobilização popular, articulação institucional e defesa do direito de o Acre ocupar, de forma plena, seu lugar no Brasil.
Durante a solenidade, o ex-deputado federal constituinte Osmir Lima, histórico defensor da autonomia acreana, também relembrou a trajetória do movimento autonomista e a participação de gerações que se dedicaram à causa. Para ele, fazer parte dessa história é motivo de emoção e orgulho.
“Tenho orgulho de ter contribuído para a luta pela autonomia do Acre, ajudando a informar a população sobre a importância de o Estado conquistar sua independência política”, destacou Osmir Lima. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Fazer parte da história do Acre é muito emocionante para mim. Desde jovem acompanhei essa luta por meio de familiares que já atuavam na vida pública. O primeiro movimento autonomista surgiu ainda em 1910, em Cruzeiro do Sul. Ao longo das décadas, muitos acreanos se mobilizaram para corrigir uma situação que considerávamos injusta. Tivemos grandes líderes e contamos com o apoio do povo acreano para conquistar a autonomia. Minha contribuição foi simples, mas feita com muito orgulho: levar informação à população sobre as vantagens de o Acre se tornar Estado”, destacou Osmir Lima.
Antes de alcançar a autonomia política, o Acre já havia protagonizado uma das páginas mais importantes da história nacional. A incorporação definitiva do território ao Brasil foi consolidada após a Revolução Acreana, liderada por Plácido de Castro, movimento que fortaleceu a diplomacia brasileira e resultou na assinatura do Tratado de Petrópolis.
A celebração na Gameleira teve um significado especial por ocorrer em um dos maiores símbolos da história acreana, que representa a resistência, a identidade e a luta do povo do Acre. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Por isso, a celebração realizada na Gameleira teve significado especial. O espaço, considerado um dos principais marcos simbólicos da história acreana, representa a resistência, a identidade e o espírito de luta de um povo que transformou desafios em conquistas.
A presença da população no evento reforçou o valor da data para os acreanos. Famílias, servidores, autoridades e moradores acompanharam a programação em um momento de homenagem aos que vieram antes e de reafirmação do compromisso com o futuro do Estado.
A celebração dos 64 anos de emancipação política do Acre foi um momento de homenagem à história, à união e à determinação do povo acreano na construção de um Estado cada vez mais forte. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Ao participar da solenidade, o prefeito Alysson Bestene ressaltou que Rio Branco, como capital do Acre, tem papel fundamental na preservação da memória histórica e na construção de um futuro mais justo, desenvolvido e unido para todos os acreanos.
A celebração dos 64 anos de emancipação política do Acre, realizada no coração histórico da capital, foi mais do que uma cerimônia oficial. Foi um reencontro do povo acreano com sua própria história, marcada pela coragem, pela união e pela determinação de seguir construindo um Estado cada vez mais forte.
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