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Vocabulário emprestado

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Poc, poc… Você já sabe?! Vem pipoca por aí. Mas o que isso tem a ver com o texto? Tudo.

As palavras pipoca, igarapé, açaí, capivara e, mais regionalmente no Acre, carapanã fazem parte do vocabulário nortista. Tá, mas o que elas têm em comum? Vamos fazer como Jack, rs, por partes. São palavras adaptadas dos idiomas dos povos indígenas. Sabia disso? Curioso, né?! Será que os demais brasileiros sabem ou procuram saber?

Bem, desde que “escolhemos” as palavras para sobreviver (lá, tão, tão distante…), entre os nossos iguais, temos a necessidade de conhecer e entender de onde vêm as coisas. Como diria a Kika: “De onde vem?”.

Explicando em miúdos, a Kika é uma personagem de desenho bem conhecida entre a geração dos anos 90 e fez sucesso até com os pais, já que eles, amigavelmente, ficavam felizes por não ter que dar tantas explicações naquela fase dos 4 aos 6 anos para os pequenos. A fase é aquela: a criança é um rádio, e os pais fazem o papel da pilha. Kkk! Mas, voltando à linguística e à pergunta da Kika…

O brasileiro adora um termo emprestado. É bonjour para cá, my God para lá, hasta luego acolá. E pode ter certeza: muita gente sabe de onde vêm essas expressões.

Agora, cá para nós, a maioria dos brasileiros utiliza palavras indígenas sem perceber a influência de famílias linguísticas como o tupi-guarani e o macro-jê. E por que isso ocorre? Pergunta retórica. Você sabe? Não é sermão, é conversa sincera.

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Talvez porque, ao longo da nossa história, tenhamos aprendido muito mais sobre algumas heranças culturais do que sobre outras.

O apagamento da história indígena pelo português não foi só triste, foi condenável. Amenizei até a palavra, mas não a “situação de barril”, como diria o meme.

Huuum, possivelmente, a questão não seja apenas saber de onde vem uma palavra. Talvez seja reconhecer quem a trouxe até aqui.

Mas antes de seguir adiante, vale uma pequena pausa. E Paul Ricoeur tem algumas ideias capazes de acender umas lâmpadas mentais por aqui, rs. Para ele, lembrar e reconhecer não são exatamente a mesma coisa. A gente pode saber que algo existiu e, ainda assim, não lhe dar o devido lugar.

Talvez seja isso que aconteça com muitas das palavras indígenas que usamos diariamente. Elas estão presentes, mas suas histórias nem sempre são reconhecidas. Reconhecer é mais do que lembrar. É olhar para uma herança que sempre esteve ali e finalmente chamá-la pelo nome.

Vou deixar essa conversa igual a porta, entreaberta, porque é uma conversa densa e para outros momentos… Mas, quando falamos em reconhecimento, será que existem armadilhas?

É justamente aí que mora uma das armadilhas mais persistentes do senso comum: achar que os indígenas são todos iguais. Não são. Nem de longe. Seria como dizer que todo nortista é a mesma coisa. Ora, o Pará não é o Amazonas, não é Rondônia, não é o Acre. Se já nos incomoda quando simplificam as nossas diferenças, imagine as deles.

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Ainda assim, apesar de toda essa diversidade, existe algo que atravessa povos, territórios e gerações.

Convenhamos, os povos indígenas conseguiram um feito e tanto. Mesmo diante de séculos de violência, apagamento e silenciamento, deixaram marcas tão profundas que hoje atravessam o país inteiro. Estão no açaí, no igarapé, na pipoca, na capivara e até no carapanã, que ninguém consegue ignorar.

E talvez seja justamente por estarem tão presentes que quase não as percebemos.

A ironia é que muitos brasileiros conhecem a origem de palavras estrangeiras que usam de vez em quando, mas raramente se perguntam sobre aquelas que pronunciam todos os dias. Talvez porque aquilo que está mais perto nem sempre seja o que mais enxergamos.

Tentaram apagar os povos indígenas da história oficial, mas esqueceram um detalhe importante: as palavras têm memória. E elas continuam por aí, circulando livremente de boca em boca, lembrando que algumas presenças resistem justamente porque se tornam impossíveis de apagar.

Danna Anute é graduada em Letras – Francês e em Jornalismo pela Universidade Federal do Acre (Ufac). Atuou como repórter na Secretaria de Estado de Comunicação e, no âmbito federal, como assessora de imprensa no Ministério dos Transportes. Em Goiânia, integrou a Plural Imagem e Som, produtora premiada nacionalmente. Atualmente, é assessora de comunicação da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas, onde atua na valorização e na visibilidade dos povos originários.

Fonte: Governo AC

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Governadora Mailza Assis prestigia o projeto Copa do Nosso Jeito em Rio Branco

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Para assistir o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, a governadora Mailza Assis marcou presença neste sábado, 13, no lançamento oficial do projeto Copa do Nosso Jeito. A iniciativa, promovida pelo governo do Acre, foi criada com o objetivo de transmitir os jogos da Seleção Brasileira de Futebol, unindo a paixão pelo esporte ao incentivo ao empreendedorismo. No primeiro jogo da seleção brasileira, que jogou contra o Marrocos,  o placar ficou um a um.

Vestindo a camisa amarela e vibrando junto com o público, Mailza Assis acompanhou a transmissão na Concha Acústica, em Rio Branco, que, junto com Cruzeiro do Sul, recebeu uma estrutura especial com telão, decoração temática e atrações culturais.

Mailza Assis acompanhou a transmissão na Concha Acústica, em Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/ Secom

Para Mailza Assis, o “Copa do Nosso Jeito” vai muito além de um espaço de lazer, é uma ferramenta estratégica de fortalecimento econômico. O ambiente contou com uma área dedicada exclusivamente aos empreendedores da economia solidária, que comercializaram pratos típicos da gastronomia acreana, artesanato e a produção local.

Governadora foi acompanhada de seu esposo, Madson Camelí e de sua filha, Theodora . Foto: Diego Gurgel/Secom

Ao falar sobre a organização e a alegria de receber as famílias acreanas, a governadora celebrou o sucesso da iniciativa e arriscou um palpite otimista para a Seleção: “Esse é um evento muito esperado pelos acreanos, e esse projeto veio para reunir as pessoas, para torcermos juntos e também para promover o empreendedorismo, junto com a economia solidária que está aqui. Essa é uma organização para receber o torcedor, para receber o brasileiro e vestir a camisa amarela. Aí já deu um gol, né? Três a um!” declarou Mailza Assis.

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Nataniele se disse surpreendida com a decoração e espaço e relatou que virá assistir outros jogos do Brasil na Concha Acústica. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A presença e a organização do governo com os detalhes foram elogiados pelo público que foi para a Concha Acústica. A torcedora Natanaeli Santos, impressionada com a qualidade do espaço, destacou o carinho investido na organização: “Tudo bem cuidado, adorei os detalhes a gente está aqui, impressionada. Vim com as minhas amigas e acho que o Brasil vai ganhar”, destacou Natanaeli.

Jair foi com sua esposa e filha acompanhar o primeiro jogo do Brasil. Foto: Ingrid Kelly/ Secom

Para as famílias, o ambiente proporcionou o cenário ideal para uma tarde de lazer segura e animada. O torcedor Jair Lima, que compareceu acompanhado da esposa e da filha, parabenizou a gestão estadual pela iniciativa: “Está de parabéns a organização! Que o Brasil passe de fase, já vá para as oitavas, para as quartas, chegar na grande final e ser hexacampeão brasileiro. Eu vim para cá com a minha filha, e a minha esposa. E estamos aqui na expectativa, muito grande. Meu palpite é dois a zero no Brasil”, afirmou.

Alana elogiou a estrutura e organização do evento. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A torcedora Alana de Paula também aproveitou a estrutura ao lado do marido e de amigos e compartilhou seu entusiasmo: “Eu gostei, tá muito bonito, achei top! Vim junto com o meu esposo e com uma amiga minha.Eu estou ansiosa, eu acho que o Brasil vai ganhar. Dois a um para o Brasil”, afirmou.

O projeto “Copa do Nosso Jeito” se consolida como um marco na integração comunitária, mostrando que o governo do Acre joga junto com a população e com o desenvolvimento econômico do estado.

A articulação liderada pelo governo do Estado envolveu diversas pastas, incluindo a Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, a Fundação Elias Mansour (FEM) e a Secretaria de Comunicação (Secom).

Fonte: Governo AC

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