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POLÍTICA NACIONAL

Projeto que incluía 22 municípios do Rio de Janeiro no Semiárido é vetado

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente projeto de lei que incluía 22 municípios do estado do Rio de Janeiro na área do Semiárido. A proposta também estendia o pagamento do benefício Garantia Safra aos agricultores familiares dessas localidades.

O Projeto de Lei 1440/19 foi apresentado na Câmara pelo ex-deputado Wladimir Garotinho (RJ), sob a alegação de que os municípios fluminenses vêm sofrendo com a redução do volume de chuvas, que afeta a produção agrícola local.

A proposta foi aprovada em uma comissão especial na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado.

Contra o interesse público
No veto publicado nesta sexta-feira (8), no Diário Oficial da União, Lula afirmou que o projeto é inconstitucional e contraria o interesse público. Segundo a Presidência, o texto desconsidera a competência do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para delimitar o Semiárido, conforme prevê a Lei Complementar 125/07.

O governo também alegou que o projeto cria despesa obrigatória permanente, ao estender o Garantia Safra, sem apresentar estimativa de impacto orçamentário, como determina a legislação fiscal.

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O projeto vetado ainda previa a criação de um fundo para apoiar as atividades produtivas dos 22 municípios.

Quais eram os 22 municípios
Seriam beneficiadas as cidades: Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição do Macabu, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Macaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Quissamã, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, São José de Ubá, São João da Barra e Varre-Sai.

Análise pelo Congresso
O veto integral será analisado agora pelos deputados e senadores, em sessão conjunta do Congresso Nacional. O veto pode ser derrubado, mas para isso é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados (257 no total) e senadores (41).

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Zenaide Maia defende doação voluntária de sangue

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (8), a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) defendeu a ampliação da doação voluntária de sangue e alertou para a redução dos estoques dos hemocentros. Segundo ela, embora a campanha Junho Vermelho tenha terminado, a necessidade de doações permanece constante para atender cirurgias, emergências, tratamentos oncológicos e demais procedimentos hospitalares.

Zenaide afirmou que uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas e destacou que, durante o período de férias escolares, costuma haver diminuição no número de doadores, ao mesmo tempo em que cresce a demanda por transfusões. A senadora também criticou à chamada “PEC do Plasma”, e definiu como uma proposta “desnecessária e representa um retrocesso”. 

— A doação de sangue não é transação, não é negócio, não é mercado, é um ato de fé e de solidariedade da humanidade. É alguém que acorda cedo, vai ao hemocentro mais próximo e diz: “Eu não sei quem vai receber essa doação, mas quero que essa pessoa tenha uma chance de viver” — declarou a senadora.

A PEC 10/2022 altera a constituição para permitir a comercialização de plasma sanguíneo em bancos de sangue privados. Atualmente, após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta aguarda para ser discutida em Plenário.

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Por Bruno Augusto, sob supervisão de Augusto Castro

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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